O casamento e as dores reumáticas
O relatório do Centro Nacional para Estatísticas de Saúde, que faz parte dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos
entrevistou 127.545 adultos acima de 18 anos. Essa amostra é proporcional a população americana, ou seja, em cada Estado a amostra é
formado pela proporção de homens e mulheres, brancos, pretos e mulatos, pessoas americanas, hispânicas, asiáticas existentes na população daquele Estado. Segundo essa pesquisa nos Estados Unidos, 58,2% dos adultos são casados, 10,4 % são separados ou divorciados, 6,6% são viúvos, 19% nunca se casaram e 5,7% moram com um companheiro. São casados cerca de 61% dos brancos, 58% dos hispânicos e 38% dos negros. Os casados têm menos propensão a ficar em más condições de saúde que os solteiros, divorciados ou viúvos, e têm uma tendência menor a sofrer de dores de cabeça ou problemas psicológicos graves. Mas o relatório também mostra que os homens casados são mais propensos a ser obesos. Houve diferenças no que diz respeito às taxas de fumantes entre solteiros e casados. Um em cada cinco adultos casados é fumante; entre os que vivem com um parceiro, o número é de quatro em cada dez. Os casados também são cerca de 50% menos propensos a ser fumantes hoje que os divorciados ou os que moram com um companheiro. As pessoas que vivem juntas mas não são casadas têm mais probabilidade de ter problemas de saúde que os casados no papel, mostrou a pesquisa. O estudo se alinha a outras pesquisas que mostram que os casados tendem a serem mais saudáveis. Há duas teorias para explicar isso, dizem os pesquisadores.
A teoria da proteção do casamento é aquela que diz que as pessoas casadas têm mais vantagens em termos de recursos econômicos, apoio
psicológico e social e apoio a estilos de vida saudáveis. A seleção marital é a teoria que diz que as pessoas saudáveis se casam e permanecem casadas, enquanto as pessoas menos saudáveis tendem a não se casar ou são mais propensas a se separar, divorciar ou ficar viúvas. O "efeito casamento" sobre a saúde mudou, conforme mudou a visão da sociedade das pessoas solteiras e divorciadas, o casamento provavelmente oferece um nível de estabilidade. F.J.Keefe e colaboradores, médicos reumatologistas da Universidade de Duke fizeram um estudo em 62 pessoas casadas, que tinham dor no joelho
devido a uma artrose. Dividiu em 2 grupos 31 pessoas fizeram exercícios e fisioterapia acompanhados pelas suas esposas(os), e 31 casados fizeram esse tratamento sozinhos, durante 12 semanais, a sessões de 2-h para treinar o controle da dor. Os pacientes que estavam acompanhados tiveram um aumento da auto estima,e tiveram melhoria psicológica. Ao final melhoraram também da aptidão física de andar, força muscular, a dor diminuiu comparados aos grupo dos casados que fizeram junto com a esposa.
Pain. 2004 Aug;110(3):539-49