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Gasto médio com saúde per capita/ano em 2002
México - US$ 379
Brasil - US$ 206
Egito - US$ 59
Filipinas - US$ 28
Indonésia - US$ 26
Nepal - US$ 12
Bangladesh - US$ 11 fonte: Countdown to 2015: Tracking Progress in Child Survival | | | |
Especialistas em saúde infantil publicaram os primeiros resultados de um sistema programado para descobrir o que ajuda a diminuir índices de mortalidade infantil.
Os dados mostram que apenas 7 dos 70 países monitorados - o Brasil entre eles - deverão alcançar os chamados Objetivos do Milênio, que estabelece a meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015.
Junto com o Brasil estão México, Bangladesh, Egito, Indonésia, Nepal e as Filipinas.
Um porta-voz do grupo internacional que desenvolveu o projeto afirmou que a maior igualdade no tratamento de ricos e pobres foi um dos fatores que ajudou no sucesso destes países.
Gasto por ano
Os 7 países que devem conseguir alcançar os Objetivos do Milênio têm números bem diferentes no que diz respeito ao investimento em saúde. O Brasil é um dos que mais investe, com US$ 206 gastos por ano per capita.
O México, por exemplo, investe US$ 379 por ano per capita, enquanto Bangladesh gasta apenas US$ 11 por ano per capita, o mesmo gasto por países como o Iraque.
Mas, o projeto revela que México e Brasil, que gastam mais, e Nepal, que tem o menor gasto, têm histórias de sucesso e modelos que possivelmente poderiam ser usados por outros países.
Brasil
Segundo dados de 2005 da Divisão de Políticas e Planejamento de Saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef), a taxa de mortalidade em crianças com menos de 5 anos no Brasil, em 1990, era de 60 crianças para cada mil nascidas. Em 2004, o número diminuiu para 34.
A meta brasileira para 2015 é de 20 crianças com menos de cinco anos mortas a cada mil nascidas.
O México, em 1990, tinha um índice de crianças com menos de 5 anos mortas de 46 para cada mil nascidas. Em 2004, o número era de 28 para cada mil nascidas. E a meta para 2015 é de 15 crianças mortas para cada mil nascidas.
Monitoramento
O grupo internacional de especialistas publicou o que eles esperam ser o primeiro de uma série de relatórios, que deverão ser divulgados a cada dois anos.
O relatório divulgado na terça-feira foi o Countdown to 2015: Tracking Progress in Child Survival (Contagem Regressiva para 2015: Acompanhando o Progresso na Sobrevivência Infantil).
A idéia do projeto é que com o uso de monitoramento e comparação de intervenções simples, é possível identificar os países que estão tendo dificuldades e precisam de ajuda, além de identificar onde estão os problemas.
Intervenções baratas
Jennyfer Bryce, membro do chamado grupo Bellagio, que criou o projeto, afirma que um dos fatores que ajudou os países foi a maior igualdade de tratamento entre ricos e pobres.
"Apenas 23 intervenções, que não precisam de muitos investimentos, são eficazes podem salvar a vida de 6 milhões de crianças por ano. Estamos falando de amamentação, programas de vacinação, distribuição de antibióticos para pneumonia. E as crianças que não estavam sendo alcançadas por estas intervenções eram todas pobres", disse.