A ansiedade não é patológica. Tal como sucede com os impulsos instintivos de fome, sede e sexo, a ansiedade tem um limiar ótimo para o funcionamento harmônico da pessoa.
O que se pode considerar patológico são os casos em que se verifica quer uma ausência total de ansiedade, quer uma ansiedade excessiva, inadequada e desproporcionada face às situações.
Os estados de ansiedade diferenciam-se das situações de medo devido ao fato de, nos primeiros, não existir um estímulo exterior apropriado e consciente capaz de explicar as emoções sentidas.
A ansiedade pode definir-se como resposta do indíviduo a um perigo que o ameaça a partir do seu próprio interior, na forma de um impulso inconsciente que se apresenta como capaz de escapar ao seu controle. A ansiedade pode estar ligada a um objeto ou atividade que se evita (fobia), ou ser desligada (ansiedade generalizada).
Sintomas
Alguns sintomas físicos:
- palpitações, pontadas ou sensação de opressão no peito;
- alterações respiratórias (falta de ar e/ou sensação de asfixia);
- cãibras ou espasmos musculares;
- sintomas gastrintestinais, como enfartamento, náuseas e secura da boca, alterações do apetite;
- palidez, suores, desmaios.
Alguns sintomas psíquicos:
- impressão que algo de mal possa ocorrer (ficar doente, perder o autocontrole, etc.);
- despersonalização e/ou desrealização;
- a atenção dispersa-se, a memória torna-se pobre e o pensamento torna-se lento.
Tratamento
Se a ansiedade inflige sofrimento ao próprio e perturba as atividades quotidianas é aconselhável procurar ajuda médica.
Atualmente a ansiedade é a doença da esfera psíquica mais comum para a qual existem tratamentos eficazes.