Reumatologia/Doenças Auto-Imune - Melhora da artrite reativa após sinovectomia e azitromicina
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Reumatologia/Doenças Auto-Imune

Melhora da artrite reativa após sinovectomia e azitromicina

31/12/2005
 


No Journal of Clinical Rheumatology, foi realizado um estudo em que observaram a evolução clínica e os resultados de sinovectomia e azitromicina por três meses em pacientes portadores de artrite reativa pós-venérea.

 

Foi realizado um estudo aberto, prospectivo, com a participação de 20 pacientes (14 pacientes do sexo masculino) portadores de artrite reativa pós-venérea nos joelhos, com idade igual a 36,7 + 14,8 anos e com duração da doença igual a 16,5 + 20,4 meses. A detecção de bactérias precipitantes fio realizada por reação em cadeia de polimerase, isolamento e identificação por microscopia eletrônica. Sinovectomia foi realizada em todos os pacientes ao início do estudo. Administrou-se azitromicina 500 mg ao dia por cinco dias, com manutenção de 500 mg duas vezes por semana, por três meses. Pacientes que não obtiveram remissão da artrite reativa foram tratados com antibioticoterapia que consistia de macrolídeo, quinolona e tetraciclina pelos quatro meses seguidos. Avaliações da evolução da eficácia terapêutica e da segurança da azitromicina foram realizadas após um, dois e 24 meses de seguimento.

 

Remissão, definida como ausência de edema e dor articulares, e sinais extracelulares, foi atingida após três meses de tratamento em 15 dos 20 (75%) pacientes (p = 0,025). Dos cinco pacientes com artrite persistente em joelho, obteve-se remissão com antibioticoterapia combinada em quatro indivíduos. Escores em escalas analógicas visuais (p < 0,01), número de pacientes (p = 0,002) e número de amostras (p = 0,01) com achados positivos para bactérias ou para DNA bacteriano foram significativamente inferiores após três meses de tratamento. Durante o tratamento com azitromicina, não houve efeitos adversos significativos.

 

Os pesquisadores concluíram que os pacientes portadores de artrite reativa obtiveram bons resultados após sinovectomia e azitromicina por três meses. No grupo estudado, o número de pacientes e o número de amostras com achados positivos para bactérias ou para DNA bacteriano foram inferiores após o tratamento, embora não tenham sido erradicadas todas as bactérias. Eventos adversos da administração prolongada de azitromicina foram insignificantes.

Successful treatment of postvenereal reactive arthritis with synovectomy and 3 months’ azithromycin - Journal of Clinical Rheumatology 2005;11(5):257-263.

Successful Treatment of Postvenereal Reactive Arthritis With Synovectomy and 3 Months' Azithromycin.
JCR: Journal of Clinical Rheumatology. 11(5):257-263, October 2005.
Pavlica, Ljiljana MD, PhD *; Nikolic, Dragan MD, PhD +; Magic, Zvonko MD, PhD ++; Brajuskovic, Goran PhD [S]; Strelic, Natasa MSc ++; Milicic, Biljana MD, MSc [P]; Jovelic, Aleksandra MD, MSc *

Abstract:
Background: The effects of antibiotic therapy on the course of postvenereal reactive arthritis have not yet been elucidated.

Objective: The objective of this study was to observe the clinical course and outcome of synovectomy and 3 months of azithromycin therapy in patients with reactive arthritis and previously diagnosed triggering bacteria.

Methods: We performed an open, prospective study on 20 (14 male/6 female) patients with postvenereal reactive knee arthritis, aged 36.7 +/- 14.8 years, and with 16.5 +/- 20.4 months' duration of the disease. Detection of bacteria triggers was done by polymerase chain reaction, isolation and identification, and electron microscopy. Synovectomy was performed in all patients at entry into the study. Azithromycin was given at a dose of 500 mg per day for 5 days, and then 500 mg twice a week, during a 3-month period. Patients without remission were treated with combined antibiotic therapy using a macrolide, quinolone, and tetracycline for the next 4 months. Outcome evaluations of therapeutic efficacy and azithromycin safety were done after 1 and 3 months and 2 years of follow up.

Results: Remission, defined by the absence of joint swelling and tenderness, and extraarticular signs, was reached after 3 months in 15 of 20 (75.0%) patients (P = 0.025). Of 5 patients with persistent knee arthritis, remission was achieved with combined antibiotic therapy in 4. Visual analog scale scores (P < 0.01), the number of patients (P = 0.002), and the number of samples (P = 0.01) with a positive finding of bacteria or their DNA were significantly lower after 3 months of therapy. During the azithromycin therapy, there were no significant adverse effects.

Conclusions: These patients with reactive arthritis did extremely well on the regimen described. In our study group, the number of patients and the number of samples with positive findings of bacteria or their DNA were lower after the antibiotic treatment combined with surgery, although not all bacteria were eradicated. Adverse effects of prolonged azithromycin administration were insignificant. This open treatment approach is recommended but does need a study with controls.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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