Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica - Obesidade aumenta acidentes do trabalho
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Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica

Obesidade aumenta acidentes do trabalho

13/01/2006

 

 

A proporção de pessoas acima do peso no Brasil tem aumentado nos últimos 10 anos, mas não existe um levantamento oficial recente. No levantamento do Ministério da Saúde de 1989, o índice de obesos era de 32% para as pessoas com mais de 18 anos. Entre as crianças e adolescentes 20% estavam acima do peso. Em uma pesquisa de 1997, feita na região Sudeste pela Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo, 40% da população adulta estava acima do peso. O critério das pesquisas para considerar que alguém está acima do peso é o de índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25, é chamado de pessoa com sobrepeso. A designação de obeso, segundo o padrão internacional, é para aquele que tem IMC igual ou maior do que 30. Em relação à proporção de obesos na população adulta brasileira, o levantamento de 1989, a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, apontou um índice de 8%.
A estimativa é que as doenças decorrentes da obesidade provocam cerca de 80 mil mortes por ano no Brasil. Entre os problemas de saúde que podem causar mortes, estão diabetes e hipertensão. As dores na coluna e nos joelhos, costumam ocorrer nos obesos. O estilo de vida, o sedentíssimo e a alimentação inadequada são
as causas do principais da obesidade. Marcelo Engracia Garcia e colaboradores, médicos do trabalho e da Faculdade de Medicina de São Paulo, analisam os dados dos exames periódicos realizados nos servidores do Serviço. Foram
consultados 8.356 prontuários médicos, e anotados as alterações mais freqüentes que foram dislipidemia, obesidade, hipertensão arterial e diabetes. Também foram analisadas 362 Comunicações de Acidentes do Trabalho, emitidas das quais 164 correspondiam a doenças profissionais. As doenças osteoarticulares, relacionadas ao trabalho, e as perdas auditivas induzidas por ruído ocupacional, foram as mais notificadas. (Rev. med. Hosp. Univ;10(1):29-33, jan.-jun. 2000). P.Lopez-Rojas e colaboradores, do Instituto Mexicano do Seguro Social afirmam que a história de deformidades congênitas do sistema músculo-esquelético, traumas na coluna e obesidade são os fatores de risco mais freqüentes de trabalhadores afastadas por dores crônicas nas articulações e na coluna.

 

Arch Med Res. 2002 Sep-Oct;33(5):495-8- RAM


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