Stress/estresse - Álcool, drogas e o estresse
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Stress/estresse

Álcool, drogas e o estresse

07/02/2006



Trazer o estresse para o nível mínimo é trabalhoso. O ideal é tentar, na medida do possível, diminuir o número de atividades e, lentamente, ir implementando uma mudança por vez. Poucos têm paciência e perseverança para atingir e sustentar a meta. Há quem faça a opção por tomar um chope depois do trabalho, um remédio para evitar a insônia à noite ou fumar um cigarro logo após uma discussão. Atitudes comuns aos que não querem sofrer e procuram estratégias mais fáceis para superar os obstáculos do dia-a-dia.

"É mais fácil passar no bar e tomar um chope. Uma vez ou outra tudo bem, mas não como rotina. Na medida em que a pessoa sabe que o álcool relaxa, isso é um reforçador do uso da bebida. O álcool é mais potente na pessoa já estressada que bebe como estratégia de combate ao estresse porque ela já está fragilizada organicamente", diz a Coordenadora do Núcleo de Estresse da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Diretora Técnica do Centro Psicológico de Controle de Stress, Lúcia Novaes.

A sensação é de que o problema está resolvido. Por um curto período de tempo pode até ser, mas de forma inadequada. Efetivamente, quando a pessoa tenta camuflar o estresse com alternativas nada saudáveis, ela está trazendo mais problemas para a vida dela. As camuflagens mais comuns são o álcool, o cigarro, os remédios, ou seja, as drogas legais.

Álcool

A happy hour do fim de tarde deixa de ser um prazer e passa a ser uma obrigação. A pessoa só consegue ir para casa bem depois de tomar um drinque.

No início é legal, dá prazer e torna a pessoa estressada, geralmente mais irritadiça, mais sociável e desinibida. Com o tempo, ela passa a consumir cada vez mais álcool e torna-se mais tolerante aos seus efeitos.

Se a pessoa já estiver dependente e o ciclo for interrompido, a pessoa demonstra síndrome de abstinência, o que caracteriza a dependência.

Nicotina

A desculpa de que fumar um cigarro quando o mundo está caindo acalma, não cola. A nicotina pode gerar prazer, mas também atua como estimulante e deixa a pessoa alerta. Pode reduzir a ansiedade, aumentar a agilidade mental e melhorar a concentração intelectual.

No entanto, pode também produzir aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, além da diminuição do tônus muscular. Os malefícios já comprovados que o cigarro traz comprovam que fumar não compensa.

Muito trabalho

A pessoa que trabalha muito tem cada vez menos tempo para ela, para sua família, para sua vida social e pode ser vítima do estresse. Trabalho não é droga, mas também pode ser usado como desculpa para quem anda desmotivado com as outras áreas da vida.

Sedentarismo

A pessoa é estressada porque é sedentária ou é sedentária porque é estressada? O sedentarismo pode ser classificado como uma camuflagem a partir do momento em que a pessoa deixa de freqüentar a academia ou a piscina, evitando o convívio social, com a desculpa de que "trabalhou demais" ou que "está muito cansado para ficar ainda mais cansado".

Excesso de exercício

Tem gente que acha o máximo passar horas seguidas na academia, cultuando o binômio corpo e mente saudáveis. Mas nada em excesso é bom. Muito exercício também pode trazer alterações no humor. O que antes funcionava como válvula de escape vira uma obrigação. A pessoa fica irritada sem saber bem por que e acha praticamente um insulto quando ouve que pode ser estresse. Ora, afinal, estresse não acontece com gente que passa o dia todo no escritório resolvendo problema? É aí que mora o perigo.

Automedicação

Com a evolução da ciência, atualmente há remédio para todos os problemas. Mas eles só têm resultado positivo quando usados de forma correta, na medida indicada. Porém, não é isso que acontece na maioria dos casos.

É comum ouvir relatos de pessoas que passaram a usar um certo remédio para dormir porque um amigo experimentou e achou ótimo. Aí fica fácil, ou pelo menos, a pessoa acha que fica. Um remédio para dormir, outro para acordar. Os remédios para dormir, utilizados nos primeiros sinais de insônia, podem piorar a situação. Este tipo de medicamento inibe fases do sono e a pessoa acorda ainda cansada. Os resultados secundários e efeitos colaterais são sentidos pelo coração, fígado e rins.

Gazeta de Alagoas


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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