Otorrinolaringologia/ORL/Fono - Ínguas (caroços) no pescoço
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Otorrinolaringologia/ORL/Fono

Ínguas (caroços) no pescoço

16/06/2003

 

O que são?

Seja durante uma inflamação na garganta, seja acompanhando uma gripe forte, estas "ínguas" são problemas comuns nos consultórios médicos.

Porém, o correto entendimento e manejo dos linfonodos cervicais - nome correto destas bolas inflamatórias do pescoço - pode salvar vidas.

Como são classificadas?

Para a compreensão do leitor a respeito deste tema, dividiremos os "caroços cervicais" em três grupos principais: as de origem inflamatória (que havíamos citado), as oriundas de malformação congênita, e as de origem tumoral.
 

O primeiro grupo é o mais comum e de fácil resolução com o correto tratamento das infecções que causaram o aumento das "ínguas" do pescoço.

O segundo grupo, das malformações congênitas, é mais raro e obtém resolução com o tratamento cirúrgico adequado, executado por cirurgião habilitado e familiarizado à anatomia da região cervical.

Por fim, temos o grupo das metástases (raízes) de tumores primários nos órgãos da cabeça e do pescoço: glândulas salivares, língua, boca, laringe, faringe, tireóide.

A resolução dessas patologias depende de tratamento correto realizado a tempo por cirurgião experiente no manejo de tumores, conhecedor da anatomia da cabeça e do pescoço e com planejamento estratégico específico para cada paciente acometido do câncer nesta região.

O que deve ser feito?

Inicialmente, devemos realizar o exame otorrinolaringológico completo na intenção de acharmos a causa deste "caroço" cervical, bem como a avaliação do tórax e do abdômen. Na maior parte das vezes, achamos a causa deste tumor no pescoço antes de biopsiá-lo, evitando uma abordagem parcial dessa doença.

As biópsias devem ser realizadas em ambiente hospitalar com a presença de médico patologista para análise de congelação do tumor e, caso confirme a presença de doença tumoral, continuar a cirurgia para retirá-lo integralmente no mesmo ato operatório.

Quando estes pacientes nos são encaminhados com biópsias "simples" prévias, já não têm as mesmas chances de cura que tinham antes destas "infelizes" biópsias parciais.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O primeiro passo é a punção ou a biópsia?

Preciso procurar um especialista sempre que tiver "caroços" no pescoço?

Posso menosprezar, sem investigar, uma "caroços" no pescoço?

 

JOSÉ H. MÜLLER

 

 


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