Genética/Clonagem/Terapia gênica - Projeto genoma do Brasil e a malária
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Projeto genoma do Brasil e a malária

13/02/2006

Rede Genoma Brasileiro inicia novo projeto

Com o objetivo de obter informações mais aprofundadas sobre a malária, os 25 laboratórios que compõem a Rede Genoma Brasileiro começam o trabalho de seqüenciamento parcial do genoma do Anopheles darlingi, principal vetor da doença na América do Sul e Central. Os resultados serão comparados com o genoma de Anopheles gambiae, vetor de malária no continente africano, que já foi seqüenciado por um consórcio internacional. “Imaginamos que os dois genomas sejam muito próximos filogeneticamente, então vamos usar o genoma do gambiae como referência e seqüenciar somente as diferenças que existem entre os dois”, explica a pesquisadora Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, coordenadora do Centro de Bioinformática da Rede, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT).

Financiado pelo CNPq, o projeto inicial da pesquisa é de dois anos, etapa em que serão feitos o seqüenciamento e as análises computacionais necessárias para identificar regiões de interesses biológicos. “Em uma segunda etapa, esperamos iniciar o projeto de genômica funcional onde iremos validar experimentalmente as hipóteses levantadas a partir dos primeiros dados”, informa Ana Tereza. Espera-se, segundo a pesquisadora, que os resultados forneçam subsídios importantes para o esclarecimento da malária, permitindo a compreensão de inúmeros fatores ligados à transmissão do patógeno, e auxiliando no desenvolvimento de novas estratégias para o controle da transmissão da malária no Brasil.

A malária humana é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crônica, com manifestações clínicas episódicas de caráter agudo. É causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida ao homem pela picada de mosquitos do gênero Anopheles. Acomete 500 milhões de pessoas e causa de 1,5 a 2,7 milhões de óbitos por ano, sendo que aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas (34% da população mundial) vivem em áreas onde há risco de transmissão da doença. É prevalente em mais de 100 países, porém mais de 90% dos casos ocorrem na África Sub-Saariana. Excluindo os países africanos, 2/3 dos casos concentram-se apenas em seis países: Índia, Brasil, Sri Lanka, Afeganistão, Vietnã e Colômbia. No continente americano, Brasil, Peru e Colômbia contribuem com 70% dos registros da doença.

Além dos laboratórios que integram a Rede Genoma Brasileiro, outros laboratórios equipados com seqüenciadores capilares, centrífugas para placas, termocicladores e incubadoras de placas (deepwell) poderão participar enviando uma proposta (para coordenação da rede BRGENE) que comprove experiência na participação em projetos desta natureza.

Para conhecer melhor o projeto, acesse www.darlingi.lncc.br.

Mariana Galiza
Assessoria de Imprensa do CNPq


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