Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - A Trombose Venosa Profunda
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

A Trombose Venosa Profunda

14/02/2006
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma doença grave e potencialmente fatal. Caracteriza-se por uma obstrução aguda no interior das veias profundas por um coágulo (trombo), seguida de uma reação inflamatória na parede desse vaso. Acomete mais freqüentemente os membros inferiores sendo as veias da perna a sede mais comum da doença e por esse motivo concentraremos a nossa atenção nesse local.

            Podemos citar como fatores individuais de risco para TVP: idade superior a 40 anos, obesidade, indivíduos que já tiveram trombose, varizes, dificuldade de movimentação,  portadores de tumores malignos, exames invasivos, gravidez e pós parto, uso de anticoncepcionais orais e terapia de reposição hormonal, portadores de anormalidades genéticas do sistema de coagulação. Como situações de risco: traumatismos e politraumatismos, cirurgias prolongadas, anestesia geral, imobilização por longos períodos, hospitalização prolongada, doenças cardíacas ou respiratórias graves e infecções graves. Entretanto para se caracterizar um paciente de risco, deve haver uma somatória de fatores, que apenas o seu médico será capaz de avaliar.

            Os sintomas mais comuns são: dor na panturrilha de moderada a forte intensidade, edema no membro acometido, associado ou não à aumento de temperatura  e em alguns casos coloração azulada deste membro ( em casos graves). O exame físico mostra dor importante à palpação da panturrilha, geralmente acompanhado de endurecimento local.

            Quando possível devemos recorrer a exames complementares. O doppler venoso, por ser um método não invasivo, é o exame de acesso mais fácil e deve ser solicitado sempre que possível visto que o diagnóstico clínico em 50 % dos casos passa despercebido até por médicos experientes. A flebografia ascendente é o exame padrão para o diagnóstico, porém invasivo.

            Atualmente existem métodos físicos, mecânicos e farmacológicos para a prevenção da TVP, que podem ser utilizados dependendo do risco tromboembólico individual. O tratamento mais adequado será estabelecido pelo seu médico.

Insistimos na prevenção da TVP porque várias são as complicações a curto e longo prazo. A mais temida é a Embolia Pulmonar, ocorre quando parte do coágulo se desprende da perna e atinge os vasos sanguíneos dos pulmões, que dependendo do tamanho do embolo poderá até ocasionar a morte. A síndrome pós-flebítica poderá ocorrer alguns anos após a TVP, ocasionando edema na perna, cor escurecida e endurecimento da pele e presença de feridas (úlceras) devido a alterações causadas no sistema venoso pela TVP.

Essa grave doença aumenta a mortalidade do paciente principalmente quando tardiamente diagnosticada. Sempre que for submetido a situações de risco aqui descritas informe seu médico. 

 

Dra. Celi Derewlany Muniz

www.geriatriahc.com.br

 


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