CHICAGO, EUA -- Um estudo holandês mostrou que a intervenção cirúrgica pode oferecer um alívio mais prolongado às vítimas da síndrome do túnel do carpo do que a simples imobilização do pulso.
As conclusões dos pesquisadores sugerem que a cirurgia deveria ser a primeira opção no tratamento do mal, e não a última, segundo Annette Gerritsen, da Universidade Vrije, em Amsterdam.
A síndrome, freqüentemente associada ao uso de teclados de computadores, pode causar insensibilidade, formigamento e dor nos dedos, mãos e pulsos.
Ela acontece quando os tendões da mão se inflamam e pressionam o nervo medial do pulso.
Embora a intervenção cirúrgica seja freqüente, a imobilização é mais comum e geralmente surge como a primeira opção de tratamento. A tala impede que a pessoa dobre o pulso, aliviando a pressão sobre o nervo.
Os pesquisadores estudaram 176 pacientes que se submeteram à cirurgia ou que usaram talas durante ao menos seis semanas. Todos foram periodicamente examinados.
Ao fim de três meses, 80 por cento daqueles que foram operados apresentaram uma melhora significativa, em comparação com 54 por cento dos que usaram a tala.
Dezoito meses depois, a taxa de melhora continuou sendo bem maior entre o grupo de pacientes operados.
As conclusões do estudo foram publicadas nesta quarta-feira, na Journal of the American Medical Association.
O estudo excluiu os casos mais simples e os mais graves da síndrome, por isso não demonstra que a cirurgia seja o melhor para todos, segundo o Dr. Shaw Wilgis, pesquisador especializado em problemas das mãos.
A cirurgia consiste em uma pequena incisão no pulso para separar o ligamento do carpo do nervo medial para aliviar a pressão no local. A intervenção leva menos de uma hora e é feita com anestesia local.
O estudo não levou em consideração as drogas antiinflamatórias que costumam ser indicadas nesses casos.
Associated Press |