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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca
Células progenitoras endoteliais circulantes, função vascular e risco cardiovascular
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16/06/2003 |
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Fatores de risco cardiovascular contribuem para a aterogênese ao induzirem lesão e disfunção das células endoteliais. Um estudo americano realizado por pesquisadores do National Heart, Lung, and Blood Institute, do National Institutes of Health, em Bethesda, e do Emory University Hospital, em Atlanta, e coordenado pelo Dr. Jonathan M. Hill, investigou a hipótese de que as células progenitoras endoteliais derivadas da medula óssea teriam um papel no andamento do reparo endotelial e que deficiências na mobilização ou depleção destas células contribuiriam para disfunção endotelial e progressão da doença cardiovascular.
No estudo, foi avaliado o número de unidades formadoras de colônias de células progenitoras endoteliais em amostras de sangue periférico de 45 homens (idade de 50±2 anos) que apresentavam vários graus de risco cardiovascular, sem nenhuma história de doença cardiovascular. As funções dependentes e a não-dependentes do endotélio foram avaliadas por ultra-sonografia de alta resolução da artéria braquial.
Como resultado, foi observada uma forte relação entre o número de células progenitoras endoteliais circulantes e os fatores de risco de escore combinado de Framingham (r=–0.47, P=0.001). A medida da reatividade da artéria braquial mediada pelo fluxo também revelou uma relação significativa entre função endotelial e número de células progenitoras (r=0.59, P<0.001). Os níveis de células progenitoras endoteliais circulantes foram melhores como preditores da reatividade vascular do que a presença ou ausência dos fatores de risco convencionais. Além disso, as células progenitoras endoteliais dos indivíduos com alto risco de eventos cardiovasculares apresentavam maiores taxas de senescência in vitro do que as células de indivíduos com baixo risco.
Com estes resultados, os autores concluíram que, em homens saudáveis, os níveis de células progenitoras endoteliais circulantes podem servir como marcadores biológicos substitutos para função vascular e risco cardiovascular acumulado. Eles consideram que estes achados sugerem que a lesão endotelial na ausência de células progenitoras circulantes suficientes pode afetar a progressão da doença cardiovascular.
Fonte: The New England Journal of Medicine.2003;348:593-600
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Publicado
por:
Dra. Shirley de Campos |
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