Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Papel do padrão de consumo alcóolico e do tipo de álcool consumido na doença coronária
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Papel do padrão de consumo alcóolico e do tipo de álcool consumido na doença coronária

16/06/2003

Apesar do consumo moderado de álcool conferir uma redução ao risco de infarto do miocárdio, ainda não está bem definido o papel dos diferentes padrões de consumo e do tipo de bebida.

Um estudo recente coordenado pelo Dr. Mukamal do Departamento de Medicina Geral e Cuidados Primários do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, Estados Unidos, avaliou a associação entre consumo de álcool e risco de infarto do miocárdio entre 38.077 profissionais de saúde do sexo masculino que não apresentavam inicialmente doença cardiovascular nem câncer. Foram avaliados o consumo de cerveja, vinho tinto, vinho branco e licor, individualmente, a cada 4 anos, usando questionários validados de freqüência de alimentos. Foram documentados casos de infarto do miocárdio não fatal e de doença coronária fatal entre 1986 e 1998.

Como resultado, durante 12 anos de acompanhamento, houve 1418 casos de infarto do miocárdio. Quando comparados aos homens que consumiam álcool menos de uma vez por semana, os homens que consumiam álcool 3 a 4 vezes ou 5 a 7 vezes por semana apresentavam risco reduzido de infarto do miocárdio (risco relativo multivariado de 0.68 e 0.63 respectivamente). O risco foi similar entre homens que consumiam menos que 10 g de álcool por dia e homens que consumiam 30 g ou mais. Não foi encontrado benefício adicional em nenhum dos tipos de bebida isoladamente, nem no consumo associado às refeições. Um aumento de 12.5g no consumo diário de álcool em um período de acompanhamento de 4 anos foi associado a um risco relativo de infarto do miocárdio de 0.78.

Com estes resultados, os autores concluíram que dentre homens, o consumo de álcool durante no mínimo 3 ou 4 dias na semana foi inversamente associado ao risco de infarto do miocárdio, e que esta associação não foi alterada por nenhum tipo específico de bebida, nem pela proporção desta ingesta de bebida associada às refeições. Eles também concluíram que os homens que aumentaram o consumo de álcool em uma quantidade moderada durante o período de acompanhamento apresentaram uma redução no risco de infarto do miocárdio.

Fonte: The New England Journal of Medicine 2003;348:109-118

 


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