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Avaliações regionais do movimento da parede do ventrículo esquerdo (VE) obtidos durante testes cardíacos de ressonância magnética (MRI, magnetic resonance imaging) de estresse podem ser utilizados para identificar lesões miocárdicas e isquemia, mas a utilidade dos testes de stress de MRI para a avaliação do prognóstico cardíaco é desconhecida.
Duzentos e setenta e nove pacientes encaminhados (devido a pobre visualização endocárdica do VE com a ecocardiografia) para a MRI com dobutamina/atropina para a detecção de isquemia induzível foram seguidos pelo Dr. W. Gregory Hundley e colaboradores da Wake Forest University School of Medicine, Winston-Salem, EUA; por uma média de 20 meses. Após os testes de MRI por stress, a ocorrência de infarto do miocárdio, morte cardíaca, e morte atribuída a qualquer causa, revascularização coronariana, e angina instável ou insuficiência cardíaca congestiva necessitando hospitalização foi determinada. Em análises multivariáveis, a presença de isquemia induzível (hazard ratio 3.3, CI 1.1 a 9.7) ou uma fração de ejeção <40% (hazard ratio 4.2, CI 1.3 to 13.9) esteve associada com IAM futuro ou morte cardíaca independente da presença de fatores de risco para arteriosclerose coronariana.
Os autores concluíram que em pacientes com ecocardiogramas pobres, os resultados de MRI cardíaca por stress podem ser utilizados para prever infarto do miocárdio ou morte cardíaca.
Fonte: Circulation 2002;106:2328
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