Nefrologia/Rim/Rins - Dieta para prevenir cálculos renais
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Nefrologia/Rim/Rins

Dieta para prevenir cálculos renais

16/06/2003

 


Até completar 70 anos, 10 a 15% das pessoas apresentarão uma crise de cólica renal causada pela presença de cálculos nas vias urinárias (rim - ureter -bexiga - uretra) ("pedra no rim"). Duas vezes mais frequente em homens que em mulheres, os cálculos renais são formados na maioria das vezes por sais de cálcio (80%). Para quem já apresentou uma crise de cólica renal existe um risco de 50% de experimentar um novo quadro de dor em 5 anos. Como estes cálculos são formados principalmente pelo aumento da excreção de cálcio pelo rim, evitar o aumento da concentração de cálcio na urina é uma forma eficaz de prevenir novos episódios de cólica renal. Inicialmente deve-se ser feita uma investigação laboratorial das causas endocrinológicas, metabólicas, urológicas e renais responsáveis pela formação de cálculos (estudo do cálculo quando possível, exames de urina, sangue e avaliação da anatomia das vias urinárias com exames de imagem e etc). 
Naqueles pacientes que apresentam apenas uma perda de cálcio aumentada na urina (hipercalciúria), sem associação com outras doenças, medidas dietéticas são extremamente eficazes em reduzir o risco de terem novos quadros de cólica renal (de 50% para 20% em 5 anos). Ao contrário do que se pode imaginar, não é recomendado a diminuição do cálcio da dieta. Ao diminuir o cálcio da dieta eleva-se o risco de osteoporose além de aumentar a absorção de oxalatos, outro componente responsável pela formação de cálculos renais. 
Segue-se abaixo as recomendações nutricionais para a prevenção de cálculos renais:

·         Aumentar a ingestão de líquidos: 2 litros em dias normais e 3 litros em dias quentes (pode ser água, sucos ou chá de ervas ou de frutas) para deixar a urina menos concentrada dificultar a formação de novos cálculos.

·         Comer com pouco sal. A redução do sal da dieta leva a uma menor perda de cálcio na urina

·         Limitar a ingestão de proteína (<1 g/kg/dia), principalmente reduzindo as carnes.

·         Manter uma ingestão normal de cálcio (800 a 1000mg/dia). Dar preferência ao leite e derivados que contenham pouco sal. (saiba mais !)

·         Evitar alimentos ricos em oxalatos (ver tabela)

Leia também: (Comparação de duas dietas para prevenir novos cálculos renais renal)

Orientação para uma dieta pobre em Colesterol

O Colesterol constituí um dos principais fatores de risco para a doença coronariana ("angina"), infarto agudo do miocárdico ("ataque cardíaco"), acidente vascular cerebral ("derrame") e aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta). Estas doenças constituem a principal causa de morte entre homens e mulheres acima da quarta década de vida e são causadas pelo processo de arterosclerose, ou seja, depósito de gorduras e calcificação dos vasos sanguíneos.
A elevação do colesterol depende de fatores genéticos, fatores do estilo de vida como atividade física e qualidade da alimentação e da idade. A maioria do colesterol que é dosado no sangue, não vem da dieta, mas na verdade representa o colesterol produzido pelo nosso próprio organismo (30% da dieta, 70% produção).
O tratamento dietético para colesterol elevado não visa apenas reduzir a quantidade de colesterol da dieta, mas principalmente pretende melhorar a qualidade da dieta como um todo, utilizando alimentos que reduzem a produção de colesterol endógena, ou seja, pelo organismo e/ou que façam as partículas de colesterol serem menos prejudiciais a nossa saúde.
Todas as pessoas podem adotar uma dieta baseada nos princípios que promovem a redução de colesterol, pois ela se baseia em uma dieta equilibrada e saudável. Mas esta mudança nos hábitos alimentares irá ter uma particular importância em pessoas com colesterol elevado (total ou o colesterol ruim - LDL), com o colesterol "bom" (HDL) reduzido, com história familiar de doenças do coração e/ou que apresentem outros fatores de risco para a doença cardíaca como tabagismo, diabetes, obesidade e etc.

A dieta para redução do colesterol deve ser baseada em uma redução na quantidade de gordura de origem animal com o uso preferencial de óleos de origem vegetal (principalmente o óleo de oliva e canola). Evitar as frituras e as gorduras vegetais na forma sólida (como na margarina) pois mesmo sendo de origem vegetal, estas formas de gorduras também favorecem a elevação do colesterol. Ter na dieta uma quantidade maior de fibras principalmente solúveis (alimentos integrais, frutas, etc.) ajuda a reduzir a absorção do colesterol colaborando na redução do níveis sanguíneos. Alimentos ricos em vitaminas (como frutas) e fitoesteróides (soja) apresentam propriedades anti-oxidante o que reduz a capacidade do colesterol circulante no sangue de causar lesões nas artérias.

A seguir daremos algumas dicas para uma dieta mais saudável e que ajude a reduzir os níveis de colesterol.

Alimentos com teores elevados de Colesterol e/ou gorduras saturadas que devem ser evitados ao máximo!

  • Manteiga, creme de leite, chantilly
  • Leite integral, coalhada gorda ou queijos gordos
  • Toucinho, torresmo, bacon, salames, lingüiça, presunto, apresuntada, mortadela, lombinho, salsicha e outros embutidos.
  • Carne de porco (pernil, lombo); e outras carnes gordas (cupim, picanha, etc.)
  • Miúdos (miolo, rim, coração, fígado)
  • Frituras
  • Ovo, creme de ovo, maionese
  • Siri, camarão, lagosta, marisco, bacalhau, sardinha

Dieta para reduzir o colesterol

Carnes:

Dar preferência aos peixes, aves (peito de frango) sem pele e carnes magras (cozidos, assados ou grelhados). Reduzir e evitar carne vermelha gorda, carne de porco, miúdos, carneiro, frios e embutidos, sardinhas, camarão, marisco, frutos do mar e frituras em geral.


Laticínios:

 dar preferência ao leite desnatado, iogurte desnatado, queijo branco, queijo tipo cotage e ricota. Reduzir e evitar leite integral ou alimentos que o contenham, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordos (prato, provolone, muzzarela, etc.) e requeijão integral.


Sorvetes:

dar preferência a "picolés" de frutas, evitar os sorvetes cremosos


Pães e Cereais:

preferência a pão, macarrão e arroz integrais, leguminosas (feijão, soja, lentilha, ervilhas) e cereais integrais (aveia, trigo, centeio, cevadinha). Reduzir e evitar tortas, bolos, biscoitos amanteigados ou recheados, bolachas e doces em geral.


Frutas e vegetais:

dar preferência a toda as frutas e vegetais pois não contém colesterol. Somente modere no uso do coco e do abacate devido ao grande teor de lípides destas frutas. Evitar preparar os vegetais com manteiga, creme de leite, molhos a base de maionese ou em frituras. As frutas oleaginosas (nozes castanha do Pará, avelã, etc.) devem ser consumidas com moderação devido ao seu auto valor calórico.


Óleos e gorduras:

dar preferência aos óleos insaturados, principalmente de canola ou oliva, no preparo dos alimentos utilizar a menor quantidade de óleo o possível. Reduzir e evitar banha de porco, manteiga e margarina. Requeijão light com moderação. 

Recomendações:

Os carboidratos devem ser utilizados em excessos, dar preferência aos complexos como os presentes nas leguminosas, nos legumes, cereais e grãos. Já o carboidrato simples, ou seja açúcar comum, contidos nos doces e confeitados devem ser evitados. Evitar também doces com alto conteúdo de gorduras (por exemplo bombons recheados, bolos com cobertura e recheio, etc). Porém se houver hipertrigliceridemia (elevação dos triglicérides) junto com a elevação do colesterol, deve-se fazer uma maior restrição na quantidade de carboídratos. 

Deve haver um aumento no consumo de fibras 30 à 40 g dia,(principalmente solúveis) através das frutas (laranja, banana, mamão, etc.), vegetais (brócolis, tomate, etc.), cereais integrais (como arroz integral). Deve-se introduzir no café da manhã preparados com alto teor de fibra tipo All-BranÒ ou Fibre-1Ò e adicionar no preparo de alimentos (feijão, sopas, etc.) 1/4 de copo de farelo de trigo ou farelo de aveia (Oat Bran)®

Deve-se evitar as frituras, ingestão de ovos, frutos do mar e embutidos.
Quando apresentar hipertrigliceridemia abolir as bebidas alcoólicas. Caso os triglicérides estejam normais, a ingesta regular de pequenas quantidades de vinho tinto (1 ou 2 taças ao dia) pode ser benéfico por promover um aumento do colesterol bom (o HDL).

 

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
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