RIO - Pesquisadores descobriram que as mesmas células-tronco responsáveis pelos óvulos e espermatozóides controlam a velocidade do envelhecimento durante a vida. A pesquisa foi realizada no verme Ceanorhabditis elegans, primeiro organismo multicelular a ter o código genético decifrado, em 1998. É a primeira vez que uma pesquisa mostra a ação de genes no controle da velocidade de envelhecimento. Os resultados do estudo sugerem que tal comportamento pode ocorrer em outros organismos, inclusive no homem.
Os cientistas descobriram que as células-tronco chave não são exatamente as que se transformam em óvulos e espermatozóides, mas as células irmãs do mesmo grupo de células-tronco, conhecidas como "células-tronco de gameta de rápido crescimento", que se dividem continuamente nos tecidos reprodutivos dos animais. Os resultados da pesquisa, associados a estudos anteriores, indicam que esse grupo de células afeta a média de vida ao influenciar o hormônio esteróide.
"Agora sabemos que essas células exercem uma função de controle não apenas da reprodução quanto do envelhecimento", disse em comunicado Cynthia Kenyon, pesquisadora da Universidade da Califórnia, em São Francisco.
Os pesquisadores especulam que, se fôr encontrado um hormônio que influencia o envelhecimento humano, podem ser desenvolvidos no futuro medicamentos para prolongar a vida. A influência dessas células-tronco em ambas as áreas pode sugerir que exista um objetivo de assegurar a reprodução dos animais enquanto ainda são novos.
A pesquisa identificou a localização das células-tronco de gameta chave o tempo do efeito delas ao estudar de que forma a remoção dessas células de vermes em diferentes etapas da vida afeta sua longevidade. Os cientistas descobriram que vermes viviam mais se as células-tronco de gametas tivessem se perdido durante o desenvolvimento ou já durante a maturidade.
Esse grupo de células-tronco produz as células dos óvulos e dos espermatozóides. Quando se dividem, produzem mais células-tronco e permanecem como uma fonte de células germinativas durante a vida do animal. Os pesquisadores pretendem agora descobrir de forma mais precisa como essas células afetam a ação do hormônio esteróide.
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