Genética/Clonagem/Terapia gênica - Genes na Doença de Alzheimer de início precoce
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Genes na Doença de Alzheimer de início precoce

16/06/2003

Duas famílias na Bélgica podem retroceder a seis ou sete gerações nas quais alguns membros desenvolveram a DA em seus 30 e 40 anos. Uma família japonesa tem 5 membros que desenvolveram a doença na meia-idade; uma família hispânica tem 12 membros; uma família franco-canadense, 23; uma família britânica, 8. Em famílias descendentes de alemães do Volga – um grupo de famílias alemãs que se estabeleceram no vale do Rio Volga, na Rússia, no início do século XIX –, dúzias de descendentes desenvolveram a DA na meia-idade. A DA incide precoce e regularmente sobre estas e outras famílias pelo mundo – muitas vezes o suficiente para ser destacada como forma separada da doença e receber um rótulo: DA familial de início precoce ou FAD. Vasculhando o DNA dessas famílias de início precoce, os pesquisadores encontraram mutação num gene no cromossomo 21 que é comum a algumas das famílias. E eles ligaram uma proporção muito maior de famílias de início precoce a um gene recentemente identificado no cromossomo 14. O gene no cromossomo 21 ocorre menos freqüentemente em pessoas com FAD que o gene do cromossomo 14, que codifica para uma proteína de membrana cuja função ainda não é conhecida. O gene do cromossomo 21 carrega o código para uma forma mutada da proteína precursora do amilóide, APP, a proteína-mãe do amilóide beta. A descoberta desse gene apóia a teoria de que o amilóide beta desempenha seu papel na DA, embora ocorra a mutação em apenas cerca de 5% das famílias com início precoce.

O gene do cromossomo 21 intriga os pesquisadores da DA, porque é o envolvido na síndrome de Down. As pessoas com síndrome de Down têm uma versão extra do cromossomo 21 e, à medida que ficam mais velhas, geralmente desenvolvem placas e emaranhados como os encontrados na DA. Poucos pesquisadores pensam que a busca de genes de Alzheimer esteja terminada. Os alemães do Volga, em primeiro lugar, não têm a anormalidade do cromossomo 14 nem a do 21. A maioria dos investigadores está convencida de que há vários genes envolvidos na DA e, além disso, que outras afecções também podem estar presentes para a doença se desenvolver. Uma dessas afecções pode ser um problema com o modo pelo qual os neurônios transformam glicose em energia, processo conhecido como metabolismo da glicose.

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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