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OS GENES DA MONOGAMIA
As tendências à monogamia e à sociabilidade podem ser determinadas por súbitas alterações no tamanho das seqüências não codificantes de DNA. Aparentemente tais diferenças afetam a expressão de receptores cerebrais. Esta teoria foi apresentada recentemente pelo neurocientista Larry Young no 5th International Congress of Neuroendocrinology em Bristol, Inglaterra. Os autores acreditam que seus resultados explicam as diferenças de personalidade entre os humanos. O pesquisador Avshalon Caspi do Instituto de Psiquiatria no King's College em Londres afirma em seu artigo na revista Science, que existe uma relação entre a variabilidade das regiões não codificantes dos genes - particularmente as seqüências promotoras que regulam a transcrição sem afetar o produto gênico - com o comportamento violento em pessoas que foram maltratadas na infância. Roedores foram estudados como modelos de comportamento social, porque diferentes espécies apresentam diferenças marcantes de comportamento. Por exemplo, roedores da pradaria e roedores da montanha parecem idênticos, porém o roedor da pradaria é altamente sociável e monogâmico ao contrário do roedor da montanha. Thomas Insel, diretor do Centro de Neurociência do Comportamento em Emory, demonstrou que a expressão dos receptores para o hormônio vasopressina, V1aR, varia entre as duas espécies de roedor. A vasopressina é um importante controlador do comportamento social. Young e colaboradores seqüenciaram o gene V1aR em ambas espécies de roedores e curiosamente embora as seqüências codificantes sejam 99% similares, as seqüências promotoras diferem em uma região de 400 bp (pares de bases) presente na espécie da pradaria e ausente na espécie da montanha. Segundo Young, o gene V1aR é também um forte candidato a gene do autismo.
Fonte: Biomol.net
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