A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho genital masculino, do tamanho aproximado de uma castanha, pesando cerca de 20 gramas; situada na base da bexiga ("próstata" em grego, quer dizer "que está adiante"), circunda completamente o canal (uretra) que leva a urina da bexiga para fora do corpo.
As secreções da próstata contribuem para a constituição do esperma.
Entendendo a Hiperplasia Prostática Benigna
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) corresponde a um crescimento benigno desde órgão, sendo cada vez mais frequente na população masculina à medida que a idade avança. Ela afeta no mínimo 65% dos homens com mais de 50 anos. Devido à sua localização anatômica, seu aumento progressivo pode manifestar-se clinicamente como um conjunto de sintomas que resultam da obstrução de eliminação do fluxo urinário. Incluem-se aí sintomas obstrutivos: intermitência urinária, jato urinário fraco, micção prolongada, gotejamento terminal de esforço, disúria (micção difícil e dolorosa) e sintomas urinários irritativos: aumento da frequência de micção diurna/noturna e urgência.
A presença desses sintomas indica que o crescimento da próstata já está começando a estrangular a uretra dificultando o escoamento da urina. Essa situação necessita acompanhamento médico, pois podem surgir complicações, uma vez que existe uma progressão lenta, gradual e irregular desta patologia.
Verifique quais são os sintomas da HPB
Os sintomas, naturalmente, estão relacionados com a função urinária.
- Necessidade de urinar frequentemente, especialmente à noite.
- Urgência: necessidade repentina de urinar, de vez em quando incontrolável
- A urina não surge logo. Flui lentamente, com dificuldade e por vezes, intermitente.
- Micção dolorosa e sensação de ardência.
- O fluxo urinário pode terminar com um longo gotejamento.
- Às vezes, após haver urinado, tem-se a sensação de não haver ainda esvaziado completamente a bexiga.
Quando não tratado adequadamente, algumas complicações podem surgir:
- Mesmo com necessidade, não se consegue urinar.
- Sente-se o peso da bexiga no abdome.
- Dor e ardência ficam mais intensos.
- De repente, a bexiga esvazia-se sozinha com uma micção abundante, talves pela compressão do abdome pela dor.
Uma próstata muito comprimida pode impedir quase completamente o esvaziamento da bexiga que, neste caso, distende-se até os limites de sua capacidade, provocando dor. O represamento da urina na bexiga pode favorecer, também, o surgimento de infecção urinária e a formação de cálculos. Consequências sérias podem ocorrer ao aparelho urinário, tanto na parede da bexiga como nos rins. Mas tranquilize-se: a maior parte dessas complicações pode ser evitada com um diagnóstico precoce e o tratamento apropriado.
Como é feito o diagnóstico?
Como a próstata está apoiada à frente do último segmento do intestino, suas dimensões podem ser verificadas inserindo-se um dedo no reto. Portanto, pulpação da próstata oferece informações fundamentais, é indolor e muito rápido.
Os exames de sangue e urina são úteis para verificar se existe infecção ou comprometimento do funcionamento renal.
A dosagem do PSA – (Antígeno Específico da Próstata) pesquisa no sangue as proteínas que são especificamente liberadas pela próstata.
A Ecografia e Tomografia axial computadorizada são exames que permitem definir melhor a estrutura da próstata. Já a Urofluxometria avalia a quantidade, o andamento e a duração do fluxo urinário.
A fim de detectar precocemente o câncer de próstata, a American Center Society recomenda atualmente que todos os homens de 50 anos de idade ou mais façam o teste de PSA e toque retal. Esta recomendação é especialmente importante para os homens entre 40 e 49 anos que sejam negros ou tenham história familiar de câncer de próstata (no pai, irmão ou tio).
Como é o tratamento?
A terapia é medicamentosa na maioria das vezes em que se faz um diagnóstico precoce, porém a intervenção cirúrgica poderá ser necessária nos casos severos.
Algumas terapias reduzem o volume da próstata, enquanto outras obtém alívio dos sintomas pela redução do tônus de sua musculatura.
É fundamental que você saiba que o controle da HPB depende do seu comprometimento em fazer o acompanhamento médico. A HPB desenvolve-se de forma diferente em cada homem. Assim, o médico é o profissional capacitado para orientar cada caso individualmente.
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