Infecto-contagiosas/Epidemias - Epidemia silenciosa
Esta página já teve 88.977.275 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 26.987 acessos diários
home | entre em contato
 

Infecto-contagiosas/Epidemias

Epidemia silenciosa

16/06/2003

Epidemia silenciosa - clamídia é a mais comum, porém pouco conhecida doença sexual

 Kathy Ricketts

Os médicos a chamam de epidemia silenciosa.
Clamídia é, atualmente, a doença bacteriana sexualmente transmissível mais comum nos Estados Unidos, particularmente entre adolescentes e adultos jovens. Porém, muitas pessoas desconhecem até mesmo sua existência.

Cerca de quatro milhões de pessoas ficam infectadas por chlamydia a cada ano, de acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists. Causada pela Chlamydia trachomatis - uma espécie única de bactéria - a doença pode ser transmitida durante o contato sexual vaginal, oral ou anal com parceiro infectado.

Segundo o Dr. William Anyaegbunam, chefe do setor de obstetrícia do St. Clare's Hospital, Schenectady, Clamídia é a causa de mais de 50% de todas as doenças sexualmente transmissíveis que encontramos atualmente.

A incidência de Clamídia é elevada entre as mulheres com menos de 20 anos e sexualmente ativas.

Nas mulheres, Clamídia infecta células da endocervix. Enquanto ela não afeta as células da vagina, pode infectar a uretra ou o reto.

Aproximadamente 70% das mulheres infectadas e cerca de 30% dos homens infectados não apresentam sintomas.

Similaridade dos Sintomas

Os médicos dizem que quando os sintomas ocorrem, eles podem ser similares àqueles de outras infecções sexualmente transmitidas. As mulheres podem apresentar corrimento vaginal incomum, queimação ao urinar, dor abdominal mais baixa ou dor durante o relacionamento sexual e sangramentos entre os períodos menstruais. Os sintomas nos homens incluem corrimento do pênis, queimação ao urinar e dor e inchando nos testículos.

Se não tratada, a Clamídia pode avançar no trato reprodutivo superior onde, em longo prazo, as conseqüências podem ser sérias.

"Em situações onde a Clamídia não é descoberta ou tratada, ela pode causar algumas doenças graves", diz o Dr. Timothy Vinciguerra, professor assistente da obstetrícia e ginecologia do Albany Medical Center Hospital.

Os danos ocorrem quando a infecção se espalha da cérvix para as trompas de Falópio, produzindo à doença inflamatória pélvica - uma séria infecção dos órgãos reprodutivos que afeta até um milhão de mulheres nos Estados Unidos. A doença inflamatória pélvica é também um fator comum na causa da infertilidade.

A alteração na tuba pode levar a gravidez ectópica ou tubária.

"Muitas mulheres com sérias infecções pélvicas acabam com abscessos que resultam em cirurgias importantes, que podem ser catastróficas se ela estiver na idade reprodutiva e não tiver nenhum filho", diz o Dr. Anyaegbunam.

Riscos aumentados

Pesquisa recente que saiu na edição de janeiro do Journal of American Medical Association reportou que algumas formas da doença podem também aumentar o risco das mulheres de desenvolver o câncer cervical em até seis vezes.

Pesquisa semelhante sugere que a Clamídia pode aumentar a progressão do Papilomavírus humano (HPV), outra doença sexualmente transmissível conhecida por ser a causa principal do câncer cervical.

"Este é o tipo de situação onde, se as pessoas têm uma doença sexualmente transmissível, elas são mais aptas para adquirir outra", disse o Dr. Vinciguerra. "Conseqüentemente, se você encontra estas doenças juntas em muitas pessoas, você está começando a encontrar evidências epidemiológicas".

Outros pesquisadores teorizam que a Clamídia pode agilizar a transmissão do vírus HIV ", o Dr. Anyaegbunam explica. "Mas, como todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, todas elas parecem ser sinérgicas e ajudam-se uma à outra".

Clamídia está também, freqüentemente, ligada com a gonorréia, outra doença sexualmente transmissível comum, usualmente tratada com penicilina ou com outros antibióticos se a pessoa for alérgica à penicilina.

Embora qualquer homem ou mulher que mantiver relações sexuais possa adquirir Clamídia, pessoas jovens, com mais que um parceiro sexual e aquelas com outras doenças sexualmente transmissíveis colocam-se como de risco elevado.

Métodos contraceptivos de barreira, como condom, são o melhor método para impedir Cllamídia e outras doenças sexualmente transmissíveis. Também se recomenda limitar o número de parceiros sexuais, porque com quanto mais pessoas você faz sexo, aumenta seu risco de contrair uma doença sexualmente transmissível.

Pessoas que acham que têm uma doença sexualmente transmissível devem ir a um núcleo de saúde ou a uma clínica. Da mesma forma, todos os parceiros sexuais dessa pessoa devem ser testados e tratados.

Os testes incluem exame clínico, técnicas de cultura e técnicas com sonda de DNA que apresentam taxas de acurácia de cerca de 95%.
Clamídia é tratada com antibióticos. Doxyciclina é a tetraciclina mais comumente usada.

As pessoas não devem ter relações sexuais enquanto estão em tratamento e, as mulheres que suspeitam que podem estar grávidas ou amamentando, devem referi-lo, pois certos medicamentos não podem ser usados.

Clamídia também pode ser transmitida para o feto, durante o nascimento, se a mãe tiver a infecção. Aproximadamente 40% dos infantes que passam através do canal vaginal de uma mulher com Clamídia desenvolverão. Perto de 20% desenvolverão pneumonia.

Necessidade de realizar o teste

Toda mulher sexualmente ativa com menos de 20 anos deve ser testada ao menos uma vez por ano e aquelas que têm inflamação cervical devem ser testadas o mais cedo possível, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention.

Mulheres com menos de 24 anos que não usam contraceptivos de barreira consistentemente ou que tenham mais de um parceiro sexual devem também ser testada ao menos uma vez ao ano, assim como seus parceiros sexuais.

"É importante discutir o sexo seguro", disse o Dr. Anyaegbunam. "Antibióticos acabarão com a infecção, mas se as pessoas recomeçarem suas práticas sexuais insalubres e forem novamente expostas, isto é algo que pode ser passado novamente adiante"


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos