19 de Maio de 2003.
A diminuição da utilização hepática de glicose em pacientes com Diabetes tipo 2 está sendo relacionada ao desenvolvimento de hiperglicemia. O impacto relativo dos níveis de glicose plasmática e insulina neste processo ainda é bastante controverso. Grupo de pesquisa da University of Turku, na Finlândia, e da Pisa School of Medicine , na Itália, realizou um estudo procurando avaliar estes fatores.
Foram comparados os efeitos da hiperinsulinemia euglicêmica na utilização de glicose pelo fígado e pelo músculo esquelético, além da constante de taxa de influxo hepático (H-Ki) em 38 pacientes diabéticos tratados com dieta, e em 22 indivíduos não diabéticos (grupo controle).
O consumo de glicose pelo músculo esquelético demonstrou um padrão similar de distribuição entre os grupos. Os pacientes diabéticos apresentaram níveis de hemoglobina glicosilada mais altos e as taxas de clearance de insulina mais baixas comparando-se com o grupo controle. O consumo hepático de glicose e a constante H-Ki foram mais baixos nos pacientes diabéticos que nos controles (1.9 ± 0.5 versus 2.3 ± 0.7 µmol·min-1·100 ml-1, e 0.37 ± 0.09 versus 0.44 ± 0.14 ml·min-1·100 ml-1, P 0.01)
A H-Ki foi inversamente relacionada à glicose plasmática em jejum (coeficiente de correlação = -0.40, P = 0.0018). Em indivíduos diabéticos, a constante H-Ki foi reciprocamente relacionado à hemoglobina glicosilada (coeficiente de correlação = -0.36, P = 0.029).O grupo concluiu que a diminuição do consumo hepático de glicose mediado por insulina no diabetes tipo 2 está relacionada em algum grau ao controle glicêmico.
Insulin-Mediated Hepatic Glucose Uptake Is Impaired in Type 2 Diabetes: Evidence for a Relationship with Glycemic Control - The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism