A histamina tem sido implicada na patogênese da enxaqueca. Uma vez que a rinite alérgica (RA) é uma síndrome decorrente da ação da histamina e a via nasal está próxima ao sistema nervoso central, os autores sugerem que a RA pode provocar enxaqueca. Este estudo, recentemente publicado no Annals of Allergy, Asthma and Immunology, foi realizado com o objetivo de determinar a prevalência de enxaqueca em pacientes com e sem RA.
A rinite alérgica foi diagnosticada com base em resultados de testes de pele ou radioallergosorbent, história clínica e achados de exame físico. O diagnóstico de enxaqueca foi feito se os pacientes satisfizessem completamente o critério da Sociedade Internacional de Cefaléia. Os levantamentos foram obtidos de clínicas de alergia, pediatria e medicina interna baseadas em hospital, todas servindo à mesma população.
Um total de 294 levantamentos foi completo. De 76 pacientes no grupo RA, 26 (34%) tiveram dores de cabeça satisfazendo o critério da Sociedade Internacional de Cefaléia e dos 57 pacientes no grupo sem RA, somente dois (4%) tiveram dores de cabeça satisfazendo o critério. Um teste exato de Fisher mostrou valor de p = 8,2 x 10-6. O valor de odds ratio foi de 14,3, o que significa que a probabilidade de ter enxaqueca é 14,3 vezes maior no grupo RA que no sem RA.
Os autores concluíram que houve uma alta prevalência de enxaqueca em pacientes com RA em comparação com aqueles sem RA e propuseram que a histamina tem um papel chave em desencadear enxaqueca por meio de vasodilatação e inflamação na patogênese da enxaqueca.
Uma resenha de Prevalence of migraine headaches in patients with allergic rhinitis - Annals of Allergy, Asthma and Immunology; 2006; 97(2): 226-230.
http://www.medicalservices.com.br/tp_frm/frame.php?arquivo=http://www.endoclub.com.br/materias/2301-2400/2305.html&topo=/tp_frm/neu.htm