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Alergia alimentar/Intolerância alimentar

Intolerância alimentar não alérgica

14/11/2006
INTOLERÂNCIA NÃO-ALÉRGICA

Menos grave, uma vez que não envolve uma resposta imunológica, uma outra reação adversa a alimentos gera sintomas muito semelhante ao quadro de alergia e com ele geralmente quase sempre se confunde. Conhecida como intolerância alimentar, essa condição ocorre quando o organismo encontra dificuldade em digerir um determinado componente do alimento. Em comum, as origens dessa fragilidade digestiva envolvem a saturação – ingestão excessiva e freqüente de um mesmo alimento – e a dieta inadequada, em especial as combinações impróprias que dificultam o processo de digestão e assimilação dos nutrientes.

Entre os principais vilões da intolerância alimentar, o mais ameaçador é o leite, para adultos e mesmo para crianças (bebês que começaram a consumir leite de vaca muito cedo). Um número surpreendente de pessoas simplesmente não possui enzimas para metabolizar a lactose, o açúcar do leite, pagando caro pelo seu consumo : cólicas, gases ou diarréias. Alguns especialistas suspeitam que, a partir de uma certa idade (por volta de 3 anos), todo organismo tem dificuldade em lidar com o açúcar (intolerância) ou a proteína (alergia) do leite, em maior ou menos grau. Os outros arqui-inimigos são os aditivos químicos alimentares, com destaque para os nitritos, usados em larga escala nos embutidos e mesmo na carne fresca (realçam sua aparência). Junto ao leite, essas substâncias costumam ser personagens freqüentes nos episódios de intolerância e alergias alimentares. O consumo exagerado de carboidratos (especialmente quando combinados com proteínas) também pode causar intolerância. Aqui, o agente irritante costuma ser a fibra, conhecida por causar mal-estar gastrointestinal. Outros acionadores de intolerância, mesmo em quantidades pequenas, são os adoçantes usados em produtos dietéticos (principalmente o sorbitol). E é bom ficar de olho nas frutas secas, que comumente hospedam fungos.

Embora sejam mecanismos diferentes, tanto para a alergia quanto para a intolerância, as soluções de tratamento são quase sempre as mesmas. Em ambos os casos, o pano de fundo comum, o fator gerador ou precipitador do problema está intimamente relacionado com a digestão e a absorção, e o órgão-chave é o intestino. A condição da mucosa intestinal – sua permeabilidade – é o fundamento para a triagem dos nutrientes do corpo, a seleção do que é útil ou inútil ao organismo. Má dieta, combinações impróprias, uso prolongado de antibióticos e outras drogas químicas, acabam por tornar a mucosa intestinal mais permeável, como um tecido que de repente se esgarça e perde sua capacidade de filtragem. Em decorrência, substâncias indesejáveis como metais pesados, aditivos químicos e agrotóxicos, toxina de bactérias patogênicas e componentes alimentares não digeridos passam para a corrente sangüínea e desencadeiam sérios abalos na saúde, incluindo as alergias e intolerância alimentares.

Em síntese, além das correções específicas é essencial repensar a dieta e incluir na alimentação diária alimentos de ação compensadora : maçã, agrião, espinafre, salsa, gengibre, aipo, raiz de bardana, cenoura, mamão, abóbora, feijão japonês (azuki), lima-da-pérsia, limão, melão, repolho. Diariamente, de preferência em jejum, abuse do regenerador maior do sistema : sucos de vegetais preparados na centrífuga. E, nas crises, amasse uma ameixa salgada japonesa (Umeboshi), acrescente uma xícara de banchá (chá japonês), deixe descansar até amornar e beba lentamente.


http://www.planetanews.com/news/2004/10289


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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