Cristiane Rapparini
A influenza, ou gripe, é uma doença contagiosa aguda do trato respiratório, de natureza viral e de distribuição global. Classicamente, apresenta-se com início abrupto de febre, mialgia e tosse seca e, em geral, tem evolução auto-limitada, de poucos dias.
Sua importância deve-se ao seu caráter epidêmico, caracterizado por
disseminação rápida e marcada morbidade nas populações atingidas.
TRANSMISSÃO:
A transmissão se dá através das vias respiratórias, quando indivíduos infectados transmitem o vírus a pessoas susceptíveis, ao falar, espirrar e tossir, através de pequenas gotículas de aerossol. Apesar da transmissão inter-humana ser a mais comum, já foi documentada a transmissão direta do vírus, a partir de aves e suínos para o homem.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO:
Em geral de 1 a 4 dias.
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE:
Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus desde 2 dias, antes do início dos sintomas, até 5 dias após o mesmo.
EPIDEMIOLOGIA:
A gripe ocorre no mundo todo, seja de forma esporádica, como surto localizado, ou regional, em epidemias e também como devastadoras pandemias. O potencial pandêmico da influenza reveste-se de grande importância. Durante o século XX, foram descritas três pandemias, sendo a chamada “Gripe Espanhola” em 1918/19 a de efeitos mais graves, tendo causado mais de 20 milhões de mortes em todo o mundo.
Com os modernos meios de transporte, a propagação do vírus da influenza tornouse muito rápida, e hoje o mesmo vírus pode circular, ao mesmo tempo, em várias partes do mundo, causando epidemias quase simultâneas.
Em anos epidêmicos, a taxa de ataque na comunidade atinge aproximadamente 15%, sendo ao redor de 2% em anos não epidêmicos. Em comunidades fechadas, este número sobe para 40 a 70%, sendo que a taxa de ataque secundário situa-se ao redor de 30%.
Tanto a morbidade quanto a mortalidade, devido à influenza e suas complicações, podem variar ano a ano, dependendo de fatores como as cepas circulantes, o grau de imunidade da população geral e da população mais suscetível, entre outros.
IMUNIZAÇÃO:
O Ministério da Saúde implantou, desde 1999, a vacinação contra a gripe no Brasil, com o objetivo de proteger os grupos de maior risco contra as complicações da influenza, ou seja, os idosos e os portadores de doenças crônicas.
Vacina contra Influenza - Indicações segundo Manual dos Centros de Referências de Imunobiológicos Especiais (CRIE 2001):
a) adultos e crianças com doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, diabetes melito
insulino-dependente, cirrose hepática, hemoglobinopatias;
b) imunodeficiência congênita ou adquirida, inclusive pessoas infectadas pelo HIV (assintomáticos ou com aids);
c) profissionais de saúde e familiares que estejam em contato com os pacientes mencionados anteriormente;
d) pacientes submetidos a transplantes.
http://www.riscobiologico.org/patogenos/outros.asp