Dietas/Emagrecimento - Leia sobre a alimentação na insuficiência renal
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Dietas/Emagrecimento

Leia sobre a alimentação na insuficiência renal

22/01/2007

 

  Uma Alimentação Correcta é Importante para a Saúde

Todos sabemos que uma alimentação correcta é importante para a Saúde. Para si que está em Hemodiálise, Diálise Peritoneal ou Transplantado, uma alimentação equilibrada irá melhorar a sua qualidade de vida. Ela contribuirá, também, para que o tratamento dialítico e o transplante tenha melhores resultados e ajudá-lo-á a estar melhor preparado para o futuro.
Assim, o dialisado ou transplantado renal manterá uma melhor qualidade de vida se seguir uma dieta equilibrada. O mesmo sucederá, em muitos aspectos, se estiver numa situação de Pré-diálise.
Aprenda a combinar os alimentos de modo a conseguir deles as substâncias de que mais neces-sita. É a sua qualidade de vida que está em jogo.
O corpo humano optem a energia de que necessita queimando os alimentos que ingere, os quais se vão depois transformando; o organismo utiliza aqueles de que precisa, eliminando o restante através dos aparelhos urinário e digestivo. O rim, além desta função depuradora, actua regulan-do a concentração de outras substâncias, como sejam sódio, potássio, fósforo, água, etc.
Para ajudar a esclarecer a dieta de que necessita e para que esta seja não só equilibrada, mas também variada, saborosa e apetitosa, é preciso que conheça:

- a composição dos alimentos
- o grupo dos alimentos
- e uma série de conselhos práticos

Esperamos que, conhecendo as precauções que deve guardar em relação a determinados alimen-tos, o modo de os cozinhar para que fiquem mais apetitosos e, em resumo, saiba o que come, a sua vida será mais agradável e o seu corpo funcionará de forma equilibrada.

Estes conselhos não substituem a opinião do seu médico ou nutricionista.

  Os Alimentos

Os alimentos fornecem-nos substâncias (nutrimentos) que o organismo vai utilizar quer como material de manutenção de tecidos quer como fonte de energia.
Os Hidratos de Carbono (ou glícidos) e as Gorduras (ou lípidos) têm uma função fundamental-mente energética: os primeiros fornecem 4 Kcal (quilocalorias) por grama e encontram-se prin-cipalmente no pão, arroz, massa, bolachas, batata, grão, feijão, açúcar, compotas entre outros. A gordura é mais energética: fornece 9 Kcal por grama encontra-se no azeite, óleos, manteiga, margarina, banha e muitas vezes está “escondida” na carne, peixe, leite etc.
As proteínas são importantes, como substâncias reparadoras das estruturas do organismo; no entanto também fornecem energia 4 Kcal por grama. As vitaminas e minerais intervêm em sis-temas complexos orgânicos que garantem o bom funcionamento de órgãos e estruturas.
As fibras alimentares são um tipo especial de hidratos de carbono que em parte não são digeri-dos pelo organismo mas têm uma função reguladora do trânsito intestinal. Por fim a água que é responsável pela regulação da temperatura corporal e constitui cerca de 60% do peso do nosso corpo.
Quando falamos de alimentação no doente com IRC é importante saber que quer a quantidade quer a qualidade dos alimentos têm que ser respeitadas.
Na IRC é indispensável um plano alimentar individualizado em função da estatura, peso, idade e actividade física. Não podemos contudo descorar que é uma doença que implica gastos energé-ticos ligeiramente superiores quando comparado com o mesmo indivíduo sem IR.
Assim, existem recomendações internacionais de como manter a função renal ou mesmo impe-dir o seu agravamento
As principais preocupações dizem respeito á quantidade de energia, de proteína, potássio, fósfo-ro, sódio e água que se deve ingerir.

  Energia

Esta deve ser fornecida fundamentalmente pelos hidratos de carbono e lípidos. Este fornecimen-to deve privilegiar a manutenção de um peso adequado para a idade estatura. Deve garantir um bom estado nutricional.

  Proteínas

As necessidades de proteínas rondam os 0,8 a 1g por kg de peso corporal na IRC, o que fax com que ingestão de carne, peixe, leite e queijo deva ser limitada, no entanto é importante não esquecer que existem ouros alimentos cuja riqueza proteica não é de desprezar, como por exem-plo as leguminosas (feijão, grão, lentilhas…) dar especial atenção ás porções que estão definidas no plano alimentar. Um truque muito utilizado é desfiar ou picar estes alimentos misturando-os com o respectivo acompanhamento no prato de forma a dar a sensação de quantidade. A inges-tão de proteínas animais em excesso está relacionada com a ingestão de gorduras e colesterol, pois as principais fontes alimentares de proteínas também contêm gordura e colesterol em quan-tidade variáveis.
Se o doente se encontra em diálise o consumo de proteínas deve ser superior ao do doente com IRC (Deve aumentar para 1,2 g/kg de peso), podendo assim ingerir mais quantidade.

  Hidratos de Carbono

Os Hidratos de Carbono devem fazer sempre parte de uma refeição, pois fornecem a energia necessária para as nossas actividades. Devemos ter em atenção a utilização de açucares e produ-tos açucarados pois não devem ser ingeridos em demasia. No entanto, no caso da IRC sem a presença de diabetes ou triglicerídeos elevados, a utilização destes produtos apresentam algumas vantagens pois, fornecem energia praticamente isenta de proteínas. Tal se verifica para outros alimentos tais como a farinha de mandioca, a tapioca e a fécula de batata. É importante referis que os produtos mais doces provocam mais sede. Como tal, se o doente se encontra em diálise deve restringir o consumo destes, de forma a evitar aumentar muito de peso interdialíticamente.

  Fibras

As fibras provêm fundamentalmente dos  horto frutícolas. Os vegetais e a fruta devem ser utili-zados mas com algum cuidado pois contêm teores elevados de potássio.

  Potássio

Na presença de potássio elevado devemos ter em atenção a quantidade ingerida.
O potássio  existe principalmente dentro das células, daí se pedir aos doentes que partam os vegetais em pequenas porções e os deixem mergulhados 24h em água, devendo posteriormente ser cozinhados de preferência em duas águas, pois assim o potássio sai com mais facilidade da célula que foi cortada e dilui-se na água (que deve ser rejeitada).

  Sódio ( sal )

O sódio é outro mineral que pode ter de ser restringido nos doentes com IRC.
Para tal não se devem utilizar produtos em salmoura ou com muito sal, enlatados, alimentos pré-confeccionados, fermentos, águas minerais gaseificadas, entre outros. Deve o doente comprar pão sem sal e não adicionar sal na confecção dos alimentos.
Para além do problema da tensão arterial alta, os alimentos salgados provocam mais sede, o que pode ser prejudicial no doente em diálise pois o aumento de peso interdialítico poderá ser agra-vado.
 
  Fósforo

Quanto ao fósforo, é outro mineral cuja ingestão deverá ter que ser controlada. O leite e produ-tos derivados, a carne, o peixe, os ovos, as leguminosas secas e as oleaginosas são ricas em fós-foro, pelo que desse ser limitado o seu consumo.
Gostávamos de alertar para o facto de que apesar de alguns alimentos mais ricos em hidratos de carbono terem pouco fósforo por 100g, como habitualmente são ingeridos em maior quantidade podem contribuir para elevar os níveis de fósforo no sangue.

  Líquidos

Para o doente que necessita restringir a ingestão de líquidos (como aquele que se encontra em diálise) é fundamental ter em atenção que os líquidos provêm, não só do que bebemos, mas também dos próprios alimentos e da sua metabolização. O aumento de peso interdialítico não deve ser superior a 4% do denominado “peso seco”. Daí a importância da restrição de líquidos.

  Métodos de Confecção

Os modos de confecção devem privilegiar os cozidos e grelhados sem adição de gordura. No entanto, os fritos e assados também podem ser usados com pouca frequência.
A sopa é um excelente método culinário que permite fornecer fibras, hidratos de carbono, vita-minas, minerais e água. No entanto, no doente em diálise a consistência da sopa deve ser tipo creme (deixar ferver para evaporar o máximo de água) pois é uma forma de ingerir menos líquidos.

 

DOWNLOAD

Livro "A Alimentação na IRC"

http://www.apir.pt/index.php?


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