Tabagismo/Fumo/Cigarro - Determinantes precoces do fumo na adolescência: uma coorte de nascimentos prospectiva
Esta página já teve 113.995.332 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.858 acessos diários
home | entre em contato
 

Tabagismo/Fumo/Cigarro

Determinantes precoces do fumo na adolescência: uma coorte de nascimentos prospectiva

08/02/2007
Cadernos de Saúde Pública
ISSN 0102-311X versão impressa

 


Cad. Saúde Pública v.23 n.2  Rio de Janeiro fev. 2007

ARTIGO ARTICLE

 

Early determinants of smoking in adolescence: a prospective birth cohort study

 

 

 

Ana M. B. Menezes; Pedro C. Hallal; Bernardo L. Horta

Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil

Correspondence

 

 


ABSTRACT

In a prospective birth cohort study in Brazil, the prevalence and early risk factors for smoking in adolescence were investigated. All 1982 hospital-born children in Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil, were enrolled in a birth cohort study (N = 5,914; boys: 3,037; girls: 2,877). All male participants were searched in 2000 when enrolling in the national army, and 78.8% were traced. In 2001, a systematic sample of 473 girls was interviewed, representing a follow-up rate of 69.1%. Among males, 48.6% (95%CI: 46.6-50.7) had ever tried smoking and 15.8% (95%CI: 14.3-17.3) were daily smokers. Among females, 53.1% (95%CI: 48.6-57.6) had ever tried smoking and 15.4% (95%CI: 12.1-18.7) were daily smokers. Boys born to single mothers and those with fathers with low schooling were more likely to smoke in adolescence. Girls from low-income families, with mothers who smoked during pregnancy, and fathers with alcohol-related problems were more likely to smoke. Although the smoking prevalence was similar in boys and girls, risk factors for smoking were different between the sexes. Social environment appears to be the strongest predictor of tobacco use in adolescence.

Tobacco; Adolescent Behavior; Prospective Studies


RESUMO

A prevalência e os determinantes precoces do fumo na adolescência foram investigados em uma coorte pros-pectiva de nascimento no Brasil. Todos os nascidos vivos em hospitais de Pelotas, no Sul do Brasil, em 1982 foram incluídos em um estudo de coorte de nascimentos (N = 5.914; meninos: 3.037; meninas: 2.877). Todos os participantes do sexo masculino foram procurados em 2000 durante o alistamento militar, e 78,8% foram localizados. Em 2001, uma amostra sistemática de 473 meninas foi entrevistada, representando uma taxa de acompanhamento de 69,1%. Entre os homens, 48,6% (IC95%: 46,6-50,7) já haviam experimentado cigarro e 15,8% (IC95%: 14,3-17,3) eram fumantes diários. Entre as meninas, 53,1% (IC95%: 48,6-57,6) já haviam experimentado cigarro e 15,4% (IC95%: 12,1-18,7) eram fumantes diárias. Meninos filhos de mães solteiras e de pais com baixa escolaridade tiveram maior probabilidade de fumar na adolescência. Meninas pertencentes a famílias de baixa renda, com mães que fumaram durante a gravidez e pais com problemas relacionados ao álcool apresentaram maior probabilidade de fumar. Embora a prevalência de fumo tenha sido similar entre meninos e meninas, os fatores associados ao fumo variaram entre os sexos. O ambiente social parece ser o preditor mais forte do uso de tabaco na adolescência.

Tabaco; Comportamento na Adolescência; Estudos Prospectivos

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=en


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos