Infecto-contagiosas/Epidemias - Saiba sobre o Sarampo
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Saiba sobre o Sarampo

17/02/2007

 

O sarampo é uma doença transmissível e contagiosa, que acometia de 2 a 3 milhões de crianças nos anos epidêmicos na década de 70. Apresentou uma nítida tendência de redução da sua incidência no período de 1991 a 2000, sendo que em 2001 alcançou-se a eliminação da circulação do vírus autóctone, apesar do surto ocorrido em 1997. O comportamento cíclico da doença, com a ocorrência de epidemias periódicas em média a cada cinco anos, ocorre pela velocidade com que se acumulam susceptíveis, caso não sejam adotadas estratégias adequadas de vacinação, com altas coberturas na vacinação de rotina (mais de 95% em crianças de um ano de idade), estratégias de campanhas periódicas e a investigação imediata de todos os casos suspeitos de sarampo.

No início dos anos 1990, devido às características epidemiológicas do sarampo, à disponibilidade de uma vacina de alta eficácia e à ocorrência de um surto importante naquele momento, foi assumida a estratégia de eliminação regional dessa doença. O primeiro passo dessa estratégia foi a de realizar uma campanha indiscriminada* de vacinação, o que foi cumprido em 1992, atingindo-se uma alta cobertura vacinal (96%). Os outros passos, porém, não foram realizados a contento e mesmo após 1992 a cobertura vacinal anti-sarampo de rotina continuou a não atingir os níveis adequados (< 95). A campanha de seguimento realizada em 1995 obteve cobertura menor de 77.32%, insuficiente para cumprir seu objetivo**.

Esses fatores, aliados à fragilidade do sistema de vigilância epidemiológica, possibilitaram a eclosão de um surto, iniciado no final de 1996 pelo estado de Santa Catarina e que se estendeu para os outros 18 estados em 1997, registrando um total de 53.664 casos confirmados. A realização de uma campanha nacional de vacinação em junho de 1997, que atingiu a cobertura adequada acima de 95%, juntamente com o reforço das ações de vigilância epidemiológica para detectar e bloquear rapidamente os casos suspeitos possibilitaram o controle desse surto. A continuidade destas ações possibilitou a interrupção da transmissão em 2000, quando foram registrados os últimos casos autóctones de sarampo em todo o território nacional.

O número de óbitos por sarampo também demonstra o benefício conquistado com o controle da doença. Em 1980, essa doença provocou 3.236 mortes, número provavelmente ainda subestimado porque não inclui as mortes indiretas causadas por complicações, como as pneumonias, que se sucediam com freqüência ao sarampo. No ano de 1999, ocorreram os últimos dois óbitos por sarampo no país, o que não vem mais ocorrendo, com a interrupção da transmissão do vírus.

Para consolidar essa conquista e avançar rumo à erradicação, desde o ano de 1999, o Ministério da Saúde implantou o Plano de Erradicação do Sarampo. Dentre as estratégias deste plano, destaca-se a manutenção de um Grupo Tarefa , que está atuando em todas as 27 unidades da Federação, simultaneamente, para intensificar as ações de vigilância epidemiológica realizadas pelos técnicos dos municípios com o objetivo de detectar e investigar de forma oportuna todos os casos suspeitos de sarampo e rubéola, realizar de forma oportuna o bloqueio vacinal diante de todos os casos suspeitos e garantir que todos os municípios atinjam a cobertura vacinal adequada na rotina, de 95% nas crianças de um ano de idade.

Em 2000, foi realizada uma campanha vacinal de seguimento, quando foram vacinadas cerca de 15 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o país. Não há registro de casos autóctones no país desde outubro de 2000. Em 2001 e 2002, apenas 1 caso foi confirmado de sarampo importado do Japão. Em 2003 mais dois casos importados foram confirmados, sendo o caso índice procedente da Alemanha. Ressalta-se que as ações de investigação epidemiológica e as medidas de controle foram tomadas prontamente pelas SES/SP e SES/SC e seus respectivos municípios, evitando a ocorrência de casos secundários. Esse quadro reforça a expectativa de garantir a execução do objetivo de erradicar essa doença em nosso país.

* Vacinação indiscriminada é quando todas as crianças da faixa etária alvo são vacinadas, independentemente de sua situação vacinal anterior. Vacinação seletiva é quando só se vacinam os não-vacinados.
** A estratégia para a eliminação do sarampo prevê as seguintes ações: (1) atingir coberturas vacinais de rotina acima de 95% em crianças de um ano; (2) realização de uma campanha de vacinação indiscriminada, vacinando-se todas as crianças independentemente da situação vacinal prévia; (3) repetir essa campanha a cada cinco anos, ou menos, a depender da situação epidemiológica, garantindo o seguimento, de maneira a impedir o acúmulo de susceptíveis que vão se originando dos não-vacinados e dos vacinados que não se imunizam, a cada ano

http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21904


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