Odontologia Preventiva/Dentista - Novos revelador e fixador para uso em radiologia clínica dental
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Odontologia Preventiva/Dentista

Novos revelador e fixador para uso em radiologia clínica dental

27/02/2007

NOVOS PRINCÍPIOS ATIVOS PARA O PROCESSO RADIOQUÍMICO.

©Prof. Dr. Enio Leite

http://www.escolafocus.net

1.INTRODUÇÃO:fotografia, curso fotografia, curso fotografia digital, fotografias, cursos fotografia digital, fotografia cursos, cursos de fotografia,fotografia curso, photoshop, adobe photoshop cs2, escola fotografia, focus escola de fotografia, focus fotografia, curso fotografia moda, curso foto moda escola focus, curso fotojornalismo, fotografia casamentos e eventos,fotografia publicitaria, publicidade, propaganda, galerias, enio leite, curso fotografia distancia,filme radiologico, radiologia, radioquimica

O presente estudo sobre processo radiológico, objetiva auxiliar nossos alunos, oriundos da área dental, veterinária e médica. É uma resposta de como as novas tecnologias fotográficas emigram imediatamente para a ciência radiológica.

“Os filmes radiográficos são, em princípio idênticos aos filmes normais (Preto e Branco), diferindo apenas quanto a sua sensibilidade às irradiações radiológicas.” Viebig. R, 1961.

Partindo desse pressuposto e de que a origem do processo fotográfico antecede ao radiológico, fomos buscar dentro do processo fotográfico atual, novas alternativas para o processo radio químico, mais rápido, eficiente, e com menor consumo de água.

O processo é constituído de duas etapas químicas: Revelação e Fixação, ambas interlacadas com uma breve lavagem em água limpa, trocada diariamente, antes de iniciar o processamento do e com seus respectivos tempos reduzido à 30 segundos para cada solução.

A indústria fotográfica, a partir do início da década de 70, tem gradativamente combinado a prata a outros metais, com o objetivo de cada vez menos depender unicamente deste metal nobre, já que seu custo no mercado internacional tem subido sensivelmente, e as reservas minerais disponíveis hoje já não são as mesmas, em relação há 30 ou 40 anos atrás.

Na realidade, o sal de prata (halogênios) é a matéria prima de todas as emulsões fotográficas, seja para a fotografia Preto e Branco, ou Colorido, Artes Gráficas, Cinema, Radiologia, e até mesmo para a Imagem Digital de Alta Definição. Nestes 160 anos de existência, a fotografia e demais produtos afins, tem praticamente esgotado o minério de prata disponível em nosso planeta, o que obrigou os fabricantes a pesquisarem e desenvolverem novas ligas.

Estas novas ligas de prata tem melhorado significativamente a imagem final. Os novos filmes passaram a ser mais sensíveis, a terem maior contraste e definição, e o mais importante: a serem compatíveis com as velhas e tradicionais soluções químicas, cujas fórmulas são do princípio desse século.

Estas recentes conquistas nos filmes preto e branco e seus respectivos ativos químicos, foram de imediato importados para a fotografia colorida. Como neste segmento da fotografia (colorida), o consumo é muito expressivo, a cada nova liga de prata, novos agentes cromógenos e novos redutores foram pesquisados, até ser possível a Revelação em 1 ou ½ Hora !, conforme constatamos no mercado.

Entretanto, a fotografia preto e branco e seu apêndice (radiologia médica, odontológica, artes gráficas, cinema etc...) não tiveram a mesma sorte, já que são utilizados apenas como “cobaias” nas pesquisas preliminares. As conquistas obtidas nos filmes radiográficos odontológicos, a partir de 1955 (*), com o Kodak Ultra-Speed, de sensibilidade 5 a 6 vezes maior, em relação à linha anterior, e em 1981, o Ektaspeed, duas vezes mais sensível em relação ao último, e a partir de 1985, o Kodak Ektaspeed Plus, (*),ainda são inexpressivas em relação a Industria Fotográfica, que vem lançado novos filmes coloridos a cada 4 meses. De fato, não há interesse de mercado, por parte dos fabricantes, em lançar novos produtos, com a mesma agressividade. Paralelamente, o avanço da imagem digital tem polarizado a atenção de todos, desestimulando novas pesquisas na área radioquímica.

(*) Análise das Variações dos Tempos de Exposição e de Revelação dos Filmes Periapicais Kodak (Ektaspeed) e Agfa Gevaert (Dentus M-2). PINHO, et al 87.

A pesquisa apresentada visa a adequar o processamento dos filmes atuais, desenvolvidos pelos seus fabricantes, partindo dos avanços já obtidos no próprio processo fotográfico. Reveladores e fixadores mais rápidos, de melhor qualidade de imagem e maior estabilidade, totalmente adequados para a radiologia odontológica e médica, já estas conquistas são mais evidentes nos processos coloridos, conforme mencionado. O principio é facilitar o trabalho dos profissionais em Radiologia, evitando a freqüente substituição das soluções, mais tolerante a erros de manipulação, como super-revelações e fixações, minimizar custos, inodor, para que não cause reações alérgicas, problemas respiratórios, ou dermatites, que tenha efeito bactericida a contaminação microbiológica, e, quando esgotadas e descartadas, causem menor impacto ao meio ambiente.

Finalmente, introduzimos um novo método para preservação e estabilidade da imagem radiográfica, que perduram mais de 50 anos, o qual será descrito posteriormente.

1.2 PRINCÍPIO RADIOQUÍMICO - (NOMENCLATURA BÁSICA):

O filme radiográfico consiste, normalmente, de uma base ou suporte mecânico, a base de triacetato de poliéster, no qual é depositada minúsculos cristais, denominados halogênios de prata, geralmente sais de brometo, cloreto, ou de uma combinação destes, conforme critérios do fabricante.

Estes sais de prata estão suspensos em uma gelatina animal ou em uma camada da mesma. Quando o filme sensibilizado é submetido a ação química reveladora, não há qualquer efeito visível. Há, entretanto, uma alteração radioquímica, a qual se denomina imagem latente.

As imagens latentes das emulsões são bastante estáveis as temperaturas normais, e se conservam inalteradas por 72 horas. Quando armazenados em níveis bem baixos de temperatura, como na câmara fria ou geladeira, a imagem pode permanecer revelável durante vários anos. Entretanto, a elevada temperatura, umidade, ou o fato de estar exposta a emanações químicas, ou radiações, pode acelerar o processo de oxido-redução e completar a perda da imagem latente em poucos dias. Aconselha-se revelar os filmes, mais rapidamente, após expostos.

Quando o filme sensibilizado é submetido à ação química reveladora, esta reage com os cristais de halogênio de prata, reduzindo, oxidando, e transformando-os em minúsculos grãos de prata metálica. Os cristais não expostos sofrem também, a ação do revelador, mas de forma muito mais lenta. Apenas uma quantidade muito pequena de prata e revelada, formando o véu de base ou densidade de velatura (véu cinza azulado, nas áreas radiolúcidas).

Depois de revelada a imagem latente até a densidade desejada, necessita neutralizar o efeito da solução reveladora. Para isto, utilizamos uma solução levemente ácida, denominada interruptor, a base de Ácido Acético Glacial - 20cc p/ litro de H20. Quando o banho de interruptor é substituído por mera lavagem em água, o fixador passa a acumular as funções de neutralizar a revelação para em seguida, fixar a imagem. Essa sobrecarga de funções compromete a vida útil e estabilidade do mesmo.

Contudo, os sais de prata não revelados ainda permanecem na emulsão, necessitando ser removidos, caso contrário serão novamente sensibilizados pela luz, comprometendo a estabilidade e permanência da imagem.

Este processo é denominado fixação. O fixador é geralmente composto de Tiossulfato de Sódio, conhecido comercialmente por hipossulfito. O fixador dissolve os sais não reduzidos pelo revelador, tornando a emulsão transparente.

A solução fixadora forma um composto solúvel com os cristais de prata não revelados e os dissolve. No entanto, depois de fixada, a emulsão continua saturada com a acidez do fixador e resíduos de prata dissolvidos.A permanência desses elementos provocará a lenta decomposição da imagem radiográfica, com manchas e desaparecimento gradual. Sendo a emulsão uma cadeia de aminoácidos, a presença de acidez a tornará quebradiça e com alteração em sua transparência e respectiva cor, em pouco tempo.

A fim de obter imagens estáveis, o fabricante recomenda lavagem final de 10 minutos, para a dissolução e retirada de todos os resíduos ácidos, deixados pelo fixador.

O agente endurecedor empregado nas fórmulas tradicionais é alúmen de potássio - Cristais brancos, também conhecido por Pedra-Ume ou Alúmen Comum. Este impede que a gelatina se desprenda durante a lavagem, ou na secagem por meio de ar aquecido. Atualmente está em desuso, pois a sua propriedade de endurecer a cadeia de amino ácidos ou tecidos orgânicos, podem ser prejudiciais á pessoas com pré disposição á oncodermatites, além de poluir o meio ambiente. Por outro lado, os filmes atuais já vêm com a emulsão pré-endurecida pelo próprio fabricante, o que dispensa o uso desse agente.

1.3 - COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO REVELADORA

As fórmulas de revelador contêm componentes imprescindíveis para a formação e definição da imagem radiográfica. Estes são os seguintes:

AGENTE REVELADOR - Sua função é de reduzir quimicamente o sal de prata exposto à radiação, formando uma imagem de ÓXIDO METÁLICO. O mais utilizado nas fórmulas tradicionais é: ELON*, e HIDROQUINONA. Ou uma combinação de Metol/Hidroquina. Em nossa pesquisa optamos pela combinação Fenidona/Hidroquinona. “Ao contrário do ELON, a ação da fenidona é muito mais rápida, proporcionando maior definição das áreas radiolúcidas. Atua normalmente combinada com a hidroquinona. A combinação fenidona/hidroquinona propicia a auto regeneração dos agentes reveladores, dispensando a adição de reforço.” British Journal of Photography Annual, 1980. Em combinação com o EDTA dissódico, “aumenta seu poder de antioxidante. Facilmente diluída em soluções de álcalis ou ácidos. Testes farmacológicos indicaram baixa toxidez á ingestão e nenhum caso de dermatite foi notificado, ao contrário do Elon. A quantidade para substituir o Elon é de 1/5 a 1/10. Denominação química: 1 fenil-3-pirazolidona.” The Merck Index of Chemicals and Drugs, An encyclopedia for the Chemist,Pharmacist, and Alied Professionals, 1995.A hidroquinona a partir de 17 de setembro de 1996, tem sido gradativamente substituída por ácido ascórbico complexado, pela Kodak.(*). Testes preliminares efetuados em nossos laboratórios demonstraram que a proporção de ácido ascórbico deve ser 5 vezes maior, para produzir resultados compatíveis á Hidroquina. Além de onerar a solução reveladora, é um volume muito elevado e compromete o meio ambiente. Ao mesmo tempo, nossos testes evidenciaram que esta substituição abrevia o tempo de vida útil do revelador.

AGENTE ACELERADOR - Reage corretamente em presença de um alcali ou base. São os aceleradores do processo de revelação, cuja função básica é de expandir a emulsão (gelatina), para acelerar a de oxido redução. Cada base selecionada, conforme seu grau de alcalinidade produz maior ou menor grau de atividade da solução reveladora. O alcali normalmente utilizado é o Carbonato de Sódio.

AGENTE CONSERVADOR - Quando os agentes reveladores são dissolvidos em água e a solução é exposta ao ar, o oxigênio reage com eles, formando produtos de oxidação. Essa reação ocorre, por exemplo, quando o revelador é colocado em recipiente para processamento. Por outro lado, o próprio oxigênio da água reage com as substâncias reveladoras, decompondo-as. O preservador normalmente utilizado para retardar essa decomposição é o sulfito de sódio. A presença de álcalis muito forte também oxida os agentes reveladores. Por isso, dependendo do tipo de base utilizada em cada fórmula, a porcentagem de sulfito varia proporcionalmente.

AGENTE RESTRINGENTE - A ação dos agentes reveladores sobre as áreas da emulsão não expostas á radiação precisa ser controlada, a fim de evitar velamento além do normal (Véu de Base ou Densidade de Velatura) e para que a transparência do filme seja aceitável. O brometo de potássio é normalmente utilizado para essa função.

(*)KODAK LIMITED PRESS RELEASES. SEPTEMBER, 1996. New Kodak Xtol Developer Offers Benefits To Photographers And Laboratories.Cologne, Germany, September 17, Photokina - Kodak today announced a new, advanced formulation developer for black-and-white films. The developer delivers film speed, sharpness and grain improvements for photographers while offering processing benefits for users and commercial labs.Kodak Xtol developer is a completely new product based on ascorbic acid rather that hydroquinone. It is designed to produce negatives with enhanced image structure from Kodak black-and-white films. The two-part developer has the cost, packaging and transport benefits of a powder. The developer's unique chemical formula allows much simpler mixing of working solutions. Xtol developer's instructions also detail how to process black-and-white films from other manufacturers (extraído da www.kodak.com/go/photochemicals).

1.4 - AGITAÇÃO DA SOLUÇÃO REVELADORA

Os filmes quando mergulhados no revelador e ai permanecerem, sem nenhuma agitação, a óxido-redução será iniciada, mas logo se retardará, pois haverá uma exaustão dos agentes reveladores. Se o material for agitado, novas proporções de revelador ativo virão tomar o lugar daqueles já exaustos e a atividade da revelação permanecerá constante, com o mesmo índice de atividade. Recomendamos, ao contrário dos próprios fabricantes, agitação constante, em todas as etapas do processo.

1.5 - DIFERENCIAÇÃO DOS REVELADORES TRADICIONAIS.

As fórmulas fornecidas pelos respectivos fabricantes, conforme visto, utilizam como agentes redutores Metol/Hidroquinona. O agente alcalino, empregado para dilatar a emulsão e favorecer a sua redução é o Carbonato de Sódio, e por fim o agente limitador utilizado é (para evitar véus acinzentados nas áreas transparentes) o Brometo de Potássio.

O Elon associado á Hidroquinona, apresenta óxido redução visível ao olho nu, a partir do primeiro minuto de revelação, que se estabilizará no segundo ou terceiro minuto, dependendo da atividade e oxidação da solução reveladora. .

Segundo Tavano - Silveira, 84, o revelador Kodak, com essas características, quando aquecido á 30 C., o tempo de revelação é reduzido para 1 minuto, com resultados sensitométros semelhante á revelação padrão. Por outro lado o período de degradação é mais curto, 56 dias, enquanto que o procedimento padrão é de 75 dias. Veja maiores detalhes na referencia bibliográfica - avaliação da solução kodak para raios x (líquido concentrado), usada como revelador rápido 1984.

Já HEDIN. M, 89 os seis principais reveladores do mercado europeu, não possuem alteração significativa nas mudanças de temperatura, a não ser produção de “fog” (véu de base) chegando a afirmar que “os próprios fabricantes não estabelecem uma temperatura padrão” (pg 264). Por outro lado, também afirma, baseado em suas publicações anteriores que os reveladores são superdimensionados, e que os reforços são necessários após a 1. ou 2. semana de uso, o que evidentemente não ocorre, com os disponíveis em no nosso mercado interno, conforme as inúmeras publicações especificas, cujas principais estão citadas na referência bibliográfica. Pesquisando melhor as fórmulas das soluções reveladoras européias, pudemos constatar que seus respectivos fabricantes foram os primeiros a substituir o princípio ativo Metol Hidroquinona, por Fenidona/Hidroquina, já no início da década de 80. (Brtish Journal of Photography Annual, 1980Prosseguindo nossa pesquisa sobre outros agentes reveladores, observamos que a combinação fenidona/hidroquinona potencializa a óxido-redução, obtendo as primeiras imagens em 10 segundos, e estabilizando em 30 segundos, oxidando menos a solução reveladora. A fenidona é um redutor mais enérgico, em relação ao elon, e outros de sua categoria, e é parcialmente regenerada durante a revelação, na presença da hidroquinona e sulfito de sódio. (British Journal of Photography Annual, 1980)

O álcali utilizado, normalmente é o Carbonato de Sódio (pH 11.6). Para potenciá-lo, e proporcionar uma rápida dilatação da emulsão, acidionamos 1 g. de NaOH por litro na solução reveladora, para que o ph se eleve acima de 12. Esta adição, também, é responsável pela Densidade Máxima, ou seja, a imagem não se altera em casos acidentais de super-revelações. O índice de óxido redução atinge a esta densidade em 30 segundos. Mesmo que o tempo de revelação seja estendido, não apresentará alteração de densidade, ou produção de véu de báse, típicos nos casos de super-revelação. O NaOH aumenta efetivamente a alcalinidade da solução reveladora, produzindo efeito antigermicida. Para maiores detalhes, consulte DAVID A, et al, 1995, na referência bibliográfica.

A próxima questão a ser solucionada, foi o fato de desmineralizar não só a água, mas de manter inerte as impurezas dos sais utilizados, e desprendimento de resíduos do óxido redução, que contaminam e diminuem o pH da solução. Para tanto, utilizamos EDTA Dissódico. O EDTA não só possui essa propriedade, como também potencializou a função do sulfito de sódio, como conservante e antioxidante, durante o uso.

(*) Metol - sal patenteado pela Eastman Kodak Co. - Elon - sal patenteado pela AGFA GEVAERT. Há também outras denominações comerciais como Rodol (Rodhia), Fenol ou Genol. Denominação química - Sulfato de Metil - P - aminofenol. (Veneno causa dermatite!).

1.6 - SOLUÇÕES INTERRUPTORAS

Os banhos interruptores são em geral uma solução ácida, tendo como única finalidade neutralizar imediatamente a ação do revelador alcalino. Assim, todo o material revelado, passa para o fixador totalmente livre do banho anterior, prolongando a vida útil do mesmo. Muitas vezes é importante fazer com que a revelação se interrompa em dado momento com a exatidão de segundos, pois já fazem acentuada diferença na densidade radiográfica, ao contrário do desenvolvido nessa pesquisa. A solução interruptora por sua vez também atua como alvejante ou clarificador, reduzindo sensivelmente o véu de base, propiciando melhor separação tonal.

Por outro lado, a substituição do banho interruptor por lavagem em água corrente, conforme já mencionado, além de não ser recomendada, sobrecarregará a função química do fixador, pois este terá que atuar ao mesmo tempo como interruptor e fixador, reduzindo assim a sua vida útil.

Enfim, o banho interruptor tem a vantagem de estancar imediatamente o processo de revelação, fazendo com que os materiais a ele submetidos adquiram a transparência e qualidade que caracterizam os trabalhos de alta qualidade. Estudos específicos sobre a contaminação das soluções radiográficas dentais, onde o interruptor não foi empregado, causam danos irreversíveis, conforme constatou TAMBURUS ET AL, 1995. Vide mais detalhes na referência bibliográfica.

Vejamos logo abaixo as fórmulas mais utilizadas:

3.1 - INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO ACÉTICO - são os mais difundidos, em função da sua facilidade de preparo.

Ácido Acético Glacial 20 ml

Água até............. 1 litro.

Tempo de interrupção: 15 segundos.

(*) Fenidona - Sal Patente da Ciba-Geigy - Suiça. Denominação química - 1 Fenil - 3 - Pirazolidona. (Veneno)

3.2 - INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO CÍTRICO. Destinados a aqueles que possuam problemas respiratórios, ou indisposição ao ácido acético.

Ácido Cítrico Puro 20 g

Água até.......... 1 litro.

3.3 - INTERRUPTOR A BASE DE BISSULFITO DE SÓDIO - Apesar do odor do ácido forte, este tipo de interruptor é recomendado quando o tempo de revelação se estende para compensar a subexposição do filme radiográfico. Já que o BISSULFITO (Sulfito de Sódio Ácido) é um agente alvejante (Clareador) mais enérgico, contribuindo para a eliminação do véu de base.

BISSULFITO de Sódio 20 g

Água até .......... 1 litro.

Observação: Pode-se empregar o Metabissulfito de Potássio em iguais proporções.

1.7 -SOLUÇÕES FIXADORAS

O fixador, conforme mencionado, tem como função principal dissolver os sais de prata não reduzidos pela solução reveladora, tornando negativos e copias estáveis com a ação do tempo. À medida que ocorre essa dissolução, o filme torna-se transparente e perde sua turvação leitosa. Como regra geral recomendamos que o filme deve permanecer no fixador o dobro do tempo necessário para torná-lo transparente, para dissolver todos os sais de prata não oxidados, proporcionando maior estabilidade da imagem, o que é facilmente constatado em microscopia eletrônica.

No banho fresco tradicional, o material levará aproximadamente de 3 a 5 minutos para obter este efeito. Cuidado! Este tempo não poderá ser entendido, sob pena de ocorrer penetração de resíduos químicos nas bordas do filme, denominado Edge Penetration, que não são retirados no processo de lavagem. Observe as radiografias tradicionais mais antigas, tendem a amarelar primeiramente nas bordas e lentamente atingirem o núcleo do filme. Para melhor ilustrar esse caso, note que as radiografias com excesso de tempo de fixação tendem primeiramente a amarelar nas bordas, para depois lentamente irem atingindo o seu núcleo. É a penetração nas bordas, ou edge penetration. Isso também ocorre nos materiais mal lavados.

Fixador esgotado produz radiografias leitosas, que em contato com a luz esmaecem rapidamente. Observe sempre se o tempo de transparência está dentro do limite recomendado. Caso esteja mais lento, é hora de substituir o fixador.

Há um bom método para monitorar a exaustão da solução fixadora. Separa-se em um copo graduado transparente uma pequena quantidade da solução a ser examinada. Em seguida, acrescenta-se algumas gotas de iodeto de potássio a 10% e agita-se a solução. Caso a turvação leitosa (formação de iodeto de prata) desapareça, o fixador ainda pode ser usado. Persistindo a turvação, o fixador está esgotado, devendo, portanto, ser substituído. Na pesquisa, a atividade do novo fixador, está balanceada para a atividade do revelador, onde o desgaste de ambos está quimicamente sincronizado.

O hipossulfito de sódio, apesar de ser o agente fixador tradicional, não deve ser empregado isoladamente, por não se conservar por muito tempo. Neste caso, emprega-se o uso de agentes conservantes que dependendo da fórmula poderá ser o sulfito de sódio, que conserva a solução.

O ácido acético é empregado para tornar a solução ácida, neutralizando eventuais resíduos de revelador, e finalmente, o alúmen de potássio como agente endurecedor, não mais em uso, conforme citado.

Recomenda-se não deixar a solução fixadora exposta ao ar por muito tempo. A sua evaporação tende a carregar o ácido sulfídico - obtido a partir da combinação do hipossulfito em água, contaminando todo o ambiente do consultório, instrumentos, e o próprio aparelho de raio X.

O hipossulfito de Sódio, neste trabalho, foi substituído por Tiossulfato de Amônea.

O Tiossulfato de Amônea apresenta maior concentração de hipossulfito, dissolvendo os cristais de prata não reduzidos em um prazo de tempo muito curto (30 segundos) Devido a sua ação rápida, a impregnação de resíduos químicos do fixador é muito menor, o que abrevia a sua lavagem final, para a metade, em relação aos procedimentos tradicionais. Contudo, para melhor conservação da imagem, recomenda-se o método do Bicarbonato de Sódio .

Junto ao Tiossulfato de Amônea, adicionamos o Sulfito de Sódio, para manter a conservação da solução e Bissulfito de Sódio para estabilizar o seu nível de acidez (pH 5.5) ao mesmo tempo clareando a transparência do material fixado. A combinação de Sulfito e Bissulfito também é denominada como "solução tampão", equilibrando e mantendo a atividade da solução em uso prolongado. O bissulfito de sódio é muito utilizado nas indústrias de celulose para alvejar o papel.

Esta solução “tampão” mantém o fixador ligeiramente ácido. Já que seu nível de acidez é praticamente neutro, não compromete a cadeia de aminoácidos da emulsão, mesmo com uma lavagem final mais abreviada.O tiossulfato de amônea, além de ser o agente fixador mais rápido, também atua como antigermicida, em casos de contaminação microbiológica. Para maiores detalhes, consulte DAVID A, et al. 1995, na referência bibliográfica.

Por outro lado, o efeito da solução tampão dispensa o uso de interruptor, evitando contaminação das soluções radiográficas, conforme pesquisa de TAMBURUS, et al. 1995

Contudo, para garantir total estabilidade da imagem radiográfica, recomendamos , o método do bicarbonato de sódio, que poderá ser implantado no final do expediente clínico, com todas as radiografias processadas naquele dia. Este procedimento proporciona uma grande economia de água, e de tempo de trabalho.

1.8.MÉTODO - BICARBONATO DE SÓDIO, ACERELADOR DE LAVAGEM FINAL para preservação da imagem.

Para se obter radiografias estáveis, são necessárias neutralizar a acidez do fixador , por meio de lavagem em água corrente prolongada, ou com uma solução de 0.5 % de Bicarbonato de Sódio Anidro (1 colher de chá p/ ½ litro de água filtrada),facilmente encontrado na rede farmacêutica ou supermercados.

Mergulhe o material nessa solução por 2 minutos, e em seguida lave em água corrente, até o desaparecimento da viscosidade deixada por este álcali. Este é o método mais adequado para uma melhor estabilidade e permanência da imagem, também levantados nesta. As imagens tratadas por esses método, segundo titulagens com o HT2 - Hypo Test, Kodak, para detectar resíduos de Hipo, mostraram-se estáveis por mais de 50 anos! A conversão dos íons de Hipo, ou Tiossulfato, em Sulfato de Sódio, se dissolve na lavagem final com maior facilidade. É justamente, ausência de qualquer sal, ou resíduo, que produz maior estabilidade na imagem.

HT 2 - HYPO TEST, Processing Chemicals & Formulas, EASTMAN KODAK Co, 1956.

Fórmula:

Ácido Acético Glacial, sol 28 % ................ 35.4 ml

Nitrato de Prata P.A.................................. 7.5 g

Água destilada, q.s.p................................. 1.0 litro.

1. Pegue um filme radiográfico virgem, não exposto, e processe normalmente.

2. Retire o excesso de água de sua superfície.

3. Pingue uma gota de HT-2 no centro do filme e espere 2 minutos. Depois, lave para tirar o excesso do teste.

AVALIAÇÃO: Examine a radiografia em seu negatoscópio. Se o tom deixado pela gota for escuro, haverá resíduo de hipo na sua emulsão. Quanto mais escuro a coloração, maior a presença de resíduo de hipo. Ou, seja, seu método de lavagem final estará aquém do procedimento normal. As imagens não vão durar por muito tempo.

2.REVISÃO DA LITERATURA:

Para iniciar este trabalho escolhemos The Merck Index of Chemicals and Drugs, An encyclopedia for the Chemist, Pharmacist, and Alied Professionals, 1952 & 1995. Estas obras nos proporcionaram a melhor compreensão das fórmulas atuais, a suas combinações químicas e as possibilidades de potencializá-las. Foi, a partir dela, que pudemos introduzir o EDTA dissódico, e o Na OH, na solução reveladora.

A publicação Processing Chemicals and Formulas, Eastman Kodak Co. 1956 nos revelou a atuação e resposta de cada solução e suas possibilidades, estocagem, durabilidade e degradação. O mais importante a ser destacado é os testes de titulagem para aferir o grau de esgotamento do fixador, e a titulagem de resíduos de fixador deixados no filme, após a lavagem final que comprometem a estabilidade e permanência da imagem

No entanto VIEBIG R. 1961. Disse: “Os filmes radiográficos são em princípio, idênticos aos filmes normais, diferindo apenas quanto a sua sensibilidade ás radiações radiológicas”. Princípio fundamental dessa pesquisa. Viebig apresenta todas as fórmulas tradicionais de reveladores, interruptores e fixadores para Raios X, e suas diferenciações dentro da fotoquímica. Foi este autor que propiciou as primeiras adaptações do processo apresentado nessa pesquisa. Por outro lado, Jacobson & Jacobson. El Revelado, 1980 descrevem os métodos sensitométricos e a utilização de densitometros para a avaliação, tanto das formulações atuais, como as que estão por advir, onde também discutem métodos e conceitos adotados nas pesquisas e análises européias. Já, o British Journal of Photography Annual, 1980. Henry Greenwood & Co. Ltd. London, 1980. 206. Discute as novas ligas de sais de prata utilizadas pelos fabricantes, partir dessa década e quais os agentes óxido-redutores que melhor se adequam a elas. Esta obra foi de fundamental importância para o Centro de Pesquisa da Focus-Escola de Fotografia pudesse efetivar as primeiras alterações dos fotoquímicos utilizados em aula, adequando-os ao material sensível atual. A adoção da Fenidona/Hidroquina, suas vantagens e efeitos, em lugar do Elon/Hidroquinona, também foram sugerida por esta publicação.Tavano, & Raymundo Jr.1982. Avaliaram as mudanças de pH, Cor e a degradação da solução Processadora Kodak (Pó) para raios X, por meio de método sensitométrico. Partiram da premissa para que se obtenha maior eficiência e controle de qualidade das radiografias, é necessário estudar o comportamento das soluções processadoras, principalmente quanto ao tempo de uso, ou seja, a sua degradação. O objetivo desse trabalho foi de analisar as propriedades sensitométricas (contraste, sensibilidade e latitude) de filmes radiográficos periapicais, processados pelas soluções reveladoras e fixadora Kodak para raios X, apresentadas em pó para serem preparados e reveladas pelo método tempo/temperatura, segundo especificações do fabricante. Foi verificada a degradação dessas soluções ao longo de 180 dias, investigadas as modificações de pH e cor, e também foi feita uma avaliação clinica qualitativa de radiografias obtidas de um fantoma. Os resultados obtidos permitiram concluir que: as densidades ópticas foram constantes, mostrando uma pequena diminuição, no último dia do experimento, da densidade base e velamento e densidade máxima: as curvas características e as propriedades sensitométricas. O pH e a cor tiveram comportamento semelhante. A contribuição dessa pesquisa foi de ilustrar o comportamento das soluções processadoras tradicionais, a base de Elon/Hidroquinona, principalmente quanto ao tempo de uso e sua degradação.

Carvalho & Tavano, 1982. Elaboraram estudo sensitométrico ro reforçador Kodak, usado como revelador rápido para filmes radiográficos dentais, em comparação com a solução reveladora convencional (Kodak). O ponto de partida dos autores foi à própria prática odontológica, principalmente em especialidades como a Endodontia e a Cirurgia, onde muitas vezes tornam-se necessárias à obtenção de radiografias em tempo relativamente curto. Muitos profissionais são levados a recorrer á super exposição dos filmes, buscando reduzir o tempo de trabalho para a aquisição das radiografias, o que leva um aumento dos efeitos biológicos nocivos ao paciente, bem como ao prejuízo da qualidade radiográfica. O conhecimento dos fatores de exposição e processamento das emulsões sensíveis revelador rápido produz radiografias de qualidades aceitáveis aos raios X é primordial para a obtenção de radiografias que, por sua qualidade, possam fornecer maior número possível de informações para o diagnóstico. Concluíram, portanto, que o reforçador Kodak, utilizado como revelador rápido em solução pura, produz radiografias de qualidades aceitáveis, á 25 C., durante 30 segundos. Com base nas curvas características e no teste dos juízes, o experimento não apresentou mostras significantes de deteriorização durante o período de análise de 61 dias.

A pesquisa é muito interessante, os gráficos e curvas características estão corretas, e o próprio tema é pertinente. No entanto, o reforçador Kodak, nada mais é do que o próprio revelador em solução concentrada, cujo custo é muito oneroso e inviabiliza seu uso prático no dia a dia.

Santos & Tavano, 1982. Com o auxilio da curva característica, os autores procuraram determinar qual a melhor combinação tempo/temperatura para uso da solução processadora Continental quando utilizada como revelador convencional, comparando suas propriedades sensitométricas com as da solução Kodak. Simultaneamente, estudaram a degradação do revelador Continental ao longo de 2 meses de experimento. Para tornar a solução Continental com as características de um revelador convencional, a combinação tempo/temperatura adotada foi de 22 C. /4 minutos, apresentando uma curva característica mais próxima á da solução Kodak. Concluíram, ao final da pesquisa que o Revelador Continental durante todo o processo experimental é um revelador de velocidade média.

Nossa conclusão, no entanto, é que ambos os reveladores utilizam como princípio ativo Elon/Fenidona.

Sposto, M.R et al, 1983. Avaliaram o comportamento de 2 reveladores (Kodak e Sillib), utilizados para filmes radiográficos periapicais, através de estudo sensitométrico. Os autores realizaram estudo comparativo, através do método da curva característica, das radiografias processadas de forma padronizada com o revelador Kodak a 20C./5 minutos e comparadas com aquelas obtidas com a solução Sillib, na combinação recomendada pelo fabricante, 20 C. /2 minutos e também 22 C. 1.5 minutos e 25 C. / 1 minuto. Estudaram também a degradação da solução Sillib ao longo do tempo, através das propriedades sensitométricas do filme. Analisaram que as radiografias obtidas com a solução Sillib á 25. C/1 minuto eram similar ás do líquido Kodak. A degradação da solução Reveladora Sillib foi constatada após quatro semanas de uso da solução, e evidenciada por uma diminuição do contraste e da sensibilidade, e um aumento da latitude dos filmes.

Nossa conclusão, ainda é, que ambos os reveladores utilizam como princípio ativo Elon/Fenidona.

Baratieri, N.M.M et al, 1984. Analisaram o processo de exaustão do revelador e reforçador rápido Kodak para raios X. Este processo foi estudado através das modificações nas propriedades sensitométricas dos filmes e da análise subjetiva da qualidade fotográfica, realizada por 12 examinadores. Foram verificadas também, as modificações de pH e cor da solução durante o experimento. Utilizaram 304 filmes periapicais (DF 58) e um tanque especial com capacidade para 400 ml de solução reveladora em uma seqüência de 15 processamentos padronizados, efetuados em um período de 8 horas. Concluíram assim, que a solução em teste não apresentou um comportamento uniforme, pois sua atividade aumentou e atingiu seu ponto máximo no 11. processamento, quando então passou a decrescer, sem que tivesse ocorrido, durante o experimento, prejuízo para a qualidade fotográfica.

Concluímos, que mesmo empregando a utilização de reforço, o princípio ativo Elon/Hidroquinona tem vida curta.

Tavano, & Silveira, M.M.F., 1984. . Os autores tiveram o objetivo determinar o comportamento e degradação da solução Kodak para raios X (líquido concentrado), utilizada como revelador rápido (30 C. /1 minuto), comparando-a com o processamento das películas radiográficas periapicais pelo método de revelação temperatura/tempo (20 C. /5minutos). O estudo da degradação desta solução foi realizado tomando como norma à revelação a 30 C. / 1 minuto, durante o período de 62 dias. Concluíram que a melhor combinação temperatura-tempo para trabalhar com o Revelador Kodak para Raios X ({Líquido Concentrado}, usado como solução rápida é 30.C/ 1 minuto. Entretanto sua degradação é mais curta em 56 dias. Este estudo complementa as premissas de Carvalho & Tavano, 1982).

Tamburus, J.R & et al. 1995. Em síntese, é a única pesquisa publicada, onde o objetivo foi avaliar os efeitos e degradação do fixador, durante o processamento normal. Conforme expusemos anteriormente, o procedimento padrão é adotar a solução de interruptor entre o revelador e o fixador.Desta maneira, interrompendo a ação reveladora, os filmes são fixados totalmente livres da alcalinidade da solução reveladora, aumentando não só a vida útil do fixador, como também proporcionando melhor estabilidade da imagem. A simples lavagem rápida com água entre os dois processos, nos métodos convencionais não é suficiente. Os autores experimentaram 13 grupos de filmes periapicais radiográficos, para determinar os efeitos da contaminação do fixador, com a solução reveladora durante o processo radiográfico. As densidades ópticas de cada filme processado foram analisadas. Também foram testados as respectivas densidades e contrastes. Concluíram a existência do efeito da contaminação da solução fixadora com a solução reveladora durante o processamento radiográfico, prejudicando a qualidade da imagem final de todos os filmes empregados, que conforme sabemos, diminui a permanência e durabilidade das imagens.

Tamburus, et al., afirma que os fixadores tradicionais possuem vida curta, sem o emprego da solução interruptora. Nosso fixador rápido, apesar de apresentar um tempo de fixação mais abreviado, sua fórmula é balanceada, e não se contamina com tanta facilidade.

Pinho, M.B de, et all, 1987. A publicação analisa os efeitos das variações dos tempos de exposição e de revelação dos filmes periapicais Kodak (EP-21) e Agfa-Gevaert (Dentus M-2), quando processados no revelador Kodak para raios X Dental na temperatura de 20 C. Adotou-se como metodologia à análise subjetiva, executada por 30 examinadores (cirurgiões dentistas e técnicos em radiologia). Verificou-se pelos resultados apresentados que o maior número de radiografias consideradas satisfatórias foi do filme Agfa-Gevaert. Constatou-se também, que os filmes superexposto e sub-revelados produzem imagem radiográfica aceitável para diagnósticos, sendo que o mesmo fato ocorre (com menor intensidade), para os filmes subexpsotos e super-revelados.

Entretanto, todos os pesquisadores afirmam que os métodos de superexposição, para minimizar o tempo de processamento, causam efeitos maléficos não só ao paciente, como ao próprio profissional de radiologia. Portanto, não pode ser adotado como norma padrão.

Heidin, M., 1989. Este autor, em sua publicação original, pesquisa as principais soluções reveladoras para raios-X Dental, encontradas no mercado europeu. Seis diferentes marcas foram examinadas, em alta temperatura, durante o período de 14 dias, sem emprego de reforço, com a finalidade de determinar as diferenças da atividade de cada produto. Seu propósito foi testar soluções reveladoras frescas, marcas: Cearoll (Cea-verken), Durr (for AC 245), Gevaert G 153 (Agfa-Gevaert), MX 496 (Kodak), Readymatic (Kodak) e Tetenal Roenteroll 25. O experimento foi realizado com filme Kodajk Ektaspeed, na processadora automática Rollormat Dental Processor (Philips), em temperatura constante de 28 C/50 segundos. Concluiu que a temperatura de 28 C.,é a mais indicada, já que os fabricantes não estabelecem uma temperatura ideal, e que os reveladores europeus são super dimensionados, não necessitando de reforço imediato.

David A. et al, 1993. O estudo analisa a contaminação microbiológica durante o processamento radiográfico dental, empregando uma processora dental automática, e ao mesmo tempo câmaras escuras para abertura e manipulação de filmes á luz ambiente (daylight loaders) durante uma semana, em condição clinica simulada.Culturas puras de Candida albicans, Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, or Klebsiella pneumoniae foram utilizadas para contaminar 320 embalagens de filmes intraorais radiográficos de vinil.Cada filme estava contaminado deliberadamente durante sua abertura. Estes e filmes e 24 filmes em controle de descontaminação foram processados. Todos os equipamentos empregados, como o daylight loader, mecanismos interno da processadora automática, e os 12 filmes processados eram contaminados diariamente. Para simular o final de semana, quando a clínica não estava em uso, os pontos de entrada e saída da processadora foram contaminados durante 72 horas, após o último processamento. Os resultados mostraram que a contaminação tanto do daylight loader, como da própria processadora ocorreram efetivamente e se mantiveram ativos durante 48 horas de inatividade. Os filmes ficaram contaminados mesmo após o processamento.A contaminação cruzada de diversas culturas ocorreram dentro da processadora automática. Este estudo sobre contaminação biológica é de fundamental importância para o nosso trabalho, pois além das preocupações com a preservação do meio ambiente, minimização de casos de dermatite, soluções radiográficas inodor, para operadores com pré-disposição a problemas alérgicos ou respiratórios, a contaminação bactericida tanto no processamento, como nas próprias radiografias são de igual importância. Para tanto, um fixador que utilize o principio ativo de Tiossulfato de Amônea, controlado por uma solução tampão, que mantenha seu pH estável, é a solução. A própria gelatina animal dos filmes (emulsão radiográfica) já é o meio propício para a proliferação dessas culturas. O tiossulfato de amônea, quando diluído em água, divide-se em íons de tiossulfato, de um lado, e íons de amoníaco, do outro lado. O amoníaco nesse caso específico atua com antigermicida, atuando como um controlador antibactericida, estacionando a procriação desses microrganismos. O nosso revelador rápido, com o emprego do NaOH, já torna a solução altamente alcalina, contribuindo desde do início do processamento, seu efeito anti-germicida.

3.PROPOSIÇÃO:

O propósito da presente pesquisa é buscar novas formulações, mais pontencializadas, que permitam um processamento mais abreviado, sem prejuízo da durabilidade das mesmas, e de manter uma qualidade linear, sem o uso de reforços, ou aditivos químicos, como por exemplo, o emprego de etileno glicol para manter estável o pH e densidade da solução reveladora.

Para tanto, retornamos ás origens da radiologia, ou seja a própria fotografia, que sempre esteve tecnologicamente mais avançada, porém a sua essência ainda é a mesma, haletos de prata, o que nos possibilitou incorporar novos conceitos, tanto nas composições químicas reveladoras, e fixadoras, banhos interruptores, como simplificar as técnicas de manipulação, aumentando a durabilidade das imagens obtidas nos filmes.

Acreditamos já existir, na radioquímica atual, conhecimentos suficientes para melhorar as fórmulas processadoras, ao invés de usar artifícios , como aquecer as soluções, que implica na diminuição de sua vida útil, além de desperdício de energia elétrica das máquinas processadoras, e uso de reforços, já citados anteriormente.

Consideramos também excessivo o uso de água utilizada na lavagem final, para conservar a estabilidade da imagem, pois o mesmo não é viável em certas regiões de nosso país. Para tanto, propomos um método alternativo mais eficaz (bicarbonato de sódio).

Finalmente, a ausência de trabalhos recentes nessa área aguçou-nos a curiosidade.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 FÓRMULAS:

Adviram de modificações e adaptações das adotadas na Focus - Escola de Fotografia, totalizando 18 meses de experiência prática, divididos em três fases distintas:

4.2 PRIMEIRA FASE:

Duração: cinco meses. Iniciamos os testes com duas fórmulas distintas, utilizadas concomitantemente na rotina de trabalho do consultório, e processados em média, 10 radiografias diárias. Escolhemos o filme Kodak Ektaspeed Plus. Para a exposição, empregamos o aparelho de Raios X, marca Dabi - Atlante Spetro II, área focal de 0.8 mm x 0.8 mm, expondo em 50 Kvp, 10 ma.

A técnica adotada foi a da bissetriz e processamento manual realizados em 2 câmaras escuras, marca Pratica. Efetuamos a troca diária da água, empregada em lugar do interruptor.

Também foi aferido diariamente o pH das soluções reveladoras com o

pH meter ES 50 B, da Metrohm Herisam. A temperatura foi controlada com o termômetro Ranger, e o tempo de revelação devidamente cronometrado com relógio digital de pulso.

Nessa etapa, analisamos as qualidades de ambas as soluções, sob os seguintes parâmetros: Tempos de revelação e Fixação, durabilidade das mesmas em uso contínuo e estocadas. Paralelamente, a qualidade das imagens radiográficas foram avaliadas visualmente e pelo fotodensitometro da marca Photronic, de procedência norte-americana.

O tempo de processamento final é de 1 minuto, com duas únicas soluções

(Revelador e Fixador), com maior estabilidade, de 30 dias em uso constante, sem sucessivas trocas, conforme ocorre com as soluções disponíveis no mercado. Devido á nova combinação, estas soluções, após abertas, se mantém inalteradas por 3 meses, ao contrário das soluções tradicionais, cujos fabricantes recomendam no máximo um mês de estabilidade.

As preocupações atuais, como preservar o meio ambiente, diminuir o consumo de água e fontes energéticas (aquecimento em procesadoras automáticas), cuidados com a saúde e reações alérgicas do operador e produto inodor, foram prioritárias nessa pesquisa.

Finalmente, a ausência de trabalhos recentes, e a necessidade do mercado de poder adquirir um produto mais rápido e melhor elaborado, aguçou-nos a curiosidade.

4.MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 - Fórmulas

As formulas apresentadas, adviram de modificações e adaptações das utilizadas nas aulas práticas de laboratório da Focus - Escola de Fotografia, S.P., no intuito de se obter um processamento mais rápido, de qualidade alto padrão, e que não colocasse em risco a saúde dos alunos.

4.3 SEGUNDA FASE

Foram 11 meses em uso contínuo das fórmulas piloto, modificando e ajustando o equilíbrio dos princípios ativos das soluções reveladoras e fixadoras.

Os critérios analíticos se mantiveram os mesmos da fase inicial, que comprovaram um nítido aprimoramento na qualidade dos produtos, chegando ao que denominamos : “fórmula final”.4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 FÓRMULAS:

Adviram de modificações e adaptações das adotadas nas aulas práticas da Focus - Escola de Fotografia, totalizando 18 meses de experiência prática, divididos em três fases distintas:

4.2 PRIMEIRA FASE:

Duração: cinco meses. Iniciamos os testes com duas fórmulas distintas,

manipuladas com água destilada e utilizadas concomitantemente na rotina de trabalho do consultório, e processados em média, 10 radiografias diárias. Escolhemos o filme Kodak Ektaspeed Plus. Para a exposição, empregamos o aparelho de Raios X, marca Dabi - Atlante Spetro II, área focal de 0.8 mm x 0.8 mm, expondo em 50 Kvp, 10 ma. O tempo de exposição para os dentes anteriores e pré- molares foi de 0.8 segundos. Para os molares 1.0 segundos.

A técnica adotada foi a da bissetriz e processamento manual, realizados em 2 câmaras escuras, marca Pratica. Efetuamos a troca diária da água, empregada em lugar do interruptor.

Também foi aferido diariamente o pH das soluções reveladoras com o

pH meter ES 50 B, da Metrohm Herisam. A temperatura foi controlada com o termômetro Ranger, e o tempo de revelação devidamente cronometrado com relógio digital de pulso marca Champion.

Nessa etapa, analisamos as qualidades de ambas as soluções, sob os seguintes parâmetros: Tempos de revelação e fixação, durabilidade das mesmas em uso contínuo e estocadas. A qualidade das imagens radiográficas foram avaliadas visualmente e por meio do fotodensitometro da marca Photronic, de procedência norte-americana.

Os critérios utilizados foram: tempo de revelação e fixação, durabilidade das mesmas, em uso contínuo e estoque. A qualidade das imagens radiográficas foram analisadas visualmente e por meio do fotodensitometro, marca Photronic, origem norte americana.

Chegamos finalmente a uma “fórmula piloto”, desenvolvida pela própria Focus, cujo princípios ativos foram pesquisados pelo Prof. Enio Leite há mais de vinte anos e as adota como concepção básica, continuando a ser desenvolvida na etapa seguinte.4.3 SEGUNDA FASE

Foram 11 meses de uso contínuo das fórmulas piloto, modificando e ajustando o equilíbrio dos princípios ativos das soluções reveladoras e fixadoras.

Os critérios analíticos continuaram os mesmos da fase inicial, que comprovaram um nítido aprimoramento na qualidade dos produtos, chegando ao que denominamos : “fórmula final”

4.4  TERCEIRA FASE

Realizamos testes comparativos entre as fórmulas finais (Leite Alves Experimental) e Kodak Dental.

Foram processados 55 radiografias de cada grupo, utilizados durante 15 dias consecutivos para posterior comparação gráfica. Medimos o pH das soluções reveladoras e a temperatura ambiente, antes de iniciar os trabalhos diários.

O processamento efetuado foi manual realizado em duas câmaras escuras dispostas proximamente. Para as soluções finais (Leite Alves) o tempo de revelação foi de 30 segundos, banho interruptor de água 5 segundos e 30 segundos de fixação, seguidos de uma breve lavagem (+ ou - 10 segundos) e secagem. Para as soluções Kodak seguimos as instruções do fabricante: 2 minutos de revelação, 30 segundos de banho interruptor em água e 4 minutos de fixação.

Dos filmes processados guardamos e analisamos os múltiplos de 5 ( 5, 10, 15 etc) identificando os pacientes.

4.5 TEMPO / TEMPERATURA

Na câmara escura da Focus - trabalhamos com três beckers de pirex 250 ml, com soluções de Revelador, Água Fresca e Fixador (Focus Experimental), controlados por termostato marca Vikor nacional, onde processamos 15 filmes Kodak Ektaspeed Plus, expostos a 1 segundo, utilizado um dente molar superior n. 16 extraído. O método adotado para aferir o tempo de revelação foi atingir a mesma densidade em ambos os lados do filme e no fixador, o dobro da transparência.

TEMPERATURA TEMPO (REVELADOR & FIXADOR)

37/38 C. 5 Segundos.

30/28 C . 15 Segundos.

24 C. 30/45 Segundos.

Constatamos que o aumento de temperatura do processamento não produziu véu de base (Fog) perceptível ao exame visual, abrindo perspectivas para seu emprego em processadoras automáticas e também a sua utilização em radiologia médica e veterinária. Estes mesmos testes foram posteriormente verificados durante as aulas práticas de Foto Química e Sensitometria Computadorizada da Focus.

5. RESULTADOS

Finda a parte prática aferimos os resultados analisadas no gráfico, imagens e tabelas a seguir:

Observação : Durante os 18 meses de pesquisa, observamos quando utilizados soluções frescas de revelador, os resíduos de óxido-redução produzidos pelos primeiros 4 filmes, aumenta a concentração da solução reveladora, atingindo seu pico máximo do contraste. Tal fato, constatamos visualmente, e pelo próprio fotodensitómetro convencional. Com o objetivo de obter dados mais eficientes, consideramos nossas análises a partir da quinta radiografia, quando os reveladores apresentam resultados mais estáveis.

TABELA DE VARIAÇÃO DO pH DAS SOLUÇÕES REVELADORAS PESQUISADAS

Filme Nº ( 5 em 5 radiografias ) Rev Leite Alves (pH) Rev Kodak (pH)
01 10.50 10.00
02 10.70 `0.60
03 10.75 10.60
04 10.80 11.00

Estes primeiros dados, não foram considerados, a fim de conseguir estabilidade na revelação.

05 10.80 11.00
10 11.00 11.60
15 11.00 11.00
20 11.00 10.00
25 11.00 09.50
30 09.50 09.20
35 10.00 09.00
40 09.50 08.90
45 09.20 08.60
50 10.00 08.40
55 09.80 08.20

Soluções de Trabalho, sem reforço, em uso contínuo, por 15 dias.

6. DISCUSSÕES:

Os resultados elucidaram as vantagens da utilização de tecnologias recentes na área da fotoquímica, e fotosensitimetria computadorizada quando implantadas na radiologia.

Nos 5 meses iniciais, duas fórmulas de revelador foram testadas. Começamos por introduzir os fotoquiímicos desenvolvido pela Focus - Escola de Fotografia, por ser mais rápido e ter melhor definição. Os sais utilizados, foram titulados para aferir seu grau de pureza entre 85 a 87 %, índice mínimo considerado. Era uma formulação básica, que substituía o principio ativo Elon/Hidroquinona, por Fenidona/Hidroquinona, pois o primeiro, conforme observado, apresentava uma vida útil muito curta, tendo que ser substituída várias vezes ao dia, e produzia uma escala tonal (tons de cinza) muito estreita. Já nos primeiros testes radiográficos, observamos que a fórmula em questão, abreviara o tempo de revelação em 30%, que seu poder de auto-regeneração era limitada e que sua escala tonal era muito mais ampla, facilitando a sua interpretação.

Em seguida, com o objetivo de se obter um revelador mais rápido, introduzimos outra formulação, á base de Elon/Fenidona e Hidroquinona, acreditando na pontencialização dos agentes reveladores, obtendo assim um tempo de processamento mais curto. Na prática, constatamos, que o Elon oxidava com muito mais facilidade, inibindo o efeito de auto-regeneração da Feninona.

Isto nos levou a pesquisar outros fatores. A espessura do poliéster dos filmes periapicais é maior em relação aos filmes fotográficos. Se a fórmula não for balanceada na medida exata do poliéster, a produção de fog (Véu de Base) é inevitável. Portanto, a solução foi voltar no princípio Fenidona/Hidroquinona, acrescentar NaOH ao Carbonato de Sódio, para dilatar a emulsão, e obter uma revelação mais rápida. A Focus também constatou o mesmo tipo de comportamento em filmes para artes gráficas e radiografias médicas.

Os resultados foram animadores. O tempo de revelação foi reduzido á 30 segundos, mas a solução reveladora degradava-se após três semanas em uso constante.

Em vista disso, introduzimos o Ácido Edta Dissódico, para desmineralizar a água . O EDTA, por sua vez, não só tornou os sais minerais inertes, como potencializou o sulfito de sódio, aumentando seu poder anti-oxidante.

Ao contrário do revelador, não utilizamos duas fórmulas piloto de fixador. Este possui uma solução tampão, (Sulfito+Bissulfito de Sódio) que mantém seu ph em 6.6 no primeiro dia, e 6.7 no 15. dia. Como o Hipossulfito de Amônia é ligeiramente alcalino, este não é contaminado pelos resíduos do revelador. Na prática, o tempo de transparência é de 15 segundos, concluindo a fixação final em 30 segundos, até o 15. dia do experimento, desde que seja mantida a temperatura de 24 C. Por outro lado, este fixador por ser uma solução de pH quase neutra, não agride a cadeia de aminoácidos da emulsão, preservando a permanência da imagem .

A solução fixadora Kodak apresenta no primeiro dia pH 4.55, chegando no 15. dia a 4.80. Adotando o princípio do dobro da transparência, pudemos observar que o fixador tradicional fresco, transparece em média em 1.5 minutos, sendo seu tempo normal de fixação 3 minutos. Já no 15. dia, o tempo de transparência é de 4.0 a 4.5 minutos, atingindo sua fixação plena em 8 a 9 minutos. Em parte essa demora se deve á saturação de prata solubilizada, e em parte pela contaminação da própria solução fixadora pelo revelador.

Os fixadores pilotos já haviam sido experimentados com sucesso, pela Focus - Escola de Fotografia, tanto em emulsões fotográficas preto & branco e colorido, como também em filmes para artes gráficas, nos últimos 20 anos. Como o poliester dos filmes radiográficos são mais grossos, a questão foi encontrar a concentração ideal, tanto do Hipossulfito de Amônia, como da própria solução tampão, que melhor se adequasse aos nossos propósitos.

A fórmula original do fixador com a solução tampão, adotada nos principais museus e acervos fotográficos em todo o mundo, ainda se baseia no velho princípio ativo do Hipossulfito de Sódio. Utilizamos os mesmos métodos de aferição e titulagem, adotados pelos melhores profissionais em conservação e permanência da imagem, da Eastman House, Rochester. N.Y., e do Museu de Louvre, Paris. Algumas dessas fórmulas podem ser encontradas no Processing Chemicals and Formulas, Eastman Kodak Co. Ed. 1956 e 1994. A mais comum (HT 2 - Hypo Test) já foi citada no presente trabalho. Os resultados foram exatamente os mesmos.

A introdução do NaOH, no revelador, eleva seu meio alcalino, estacionando culturas de microorganismo. O fixador, devido ao seu pH quase neutro também contribui para isto.

Embora a fotoquímica, a radioquímica e a indústria farmacêutica norte-americana e européia recomendem o uso de água destilada como veículo nas suas formulações, descobrimos que esta utilização limita a vida útil das soluções aqui desenvolvidas. A água fornecida pela SABESP, apesar de apresentar índice de minerabilidade potável, aceito pela Legislação Brasileira e de estar dentro dos limites internacionais, não é adequada para o preparo dessas soluções.(Informação obtida pela Divisão de Bioquímica da CETESB).

Para a elaboração do nosso produto é necessário que o veículo (água), tenha pureza adequada para não alterar a composição química das soluções por meio de reações secundárias.

Já que o uso da água destilada foi descartada, o segundo passo, foi o emprego de água desmineralizada. A água da SABESP,condiz com os padrões internacionais para água potável, mas as desqualificam como matéria prima para a produção de soluções reagentes.

A água destilada tem uma pureza conhecida, principalmente quando produzida por equipamento revestido de estanho, elemento básico que impede a re contaminação da água purificada por vaporização. Entretanto, desta vaporização e condensação, ocorre uma contaminação inevitável pelo gás carbônico atmosférico que acidifica a água e cria condições para a formação de carbonatos indesejáveis.

A água desmineralizada por meio de resina de troca iônica tem a vantagem de não absorver tanto gás carbônico da atmosfera, por ser um processo líquido e contínuo, sem transformações térmicas ou turbulências, ainda de apresentar a vantagem de não consumir nenhum tipo de energia, como ocorre no processo de destilamento.

A água é pré-filtrada e libera o cloro por meio de carvão ativado. Em seguida entra em um leito de resina catiônica do tipo R-H, onde todo o sal metálico dissolvido perde seu cátion, como no exemplo abaixo:

CaSO4 + 2 R-H > H2SO4 + R2Ca

Após a realização dessas reações, a água entra em contato com outra camada de resina do tipo aniônica, R-OH, que retira os ânions remanescentes:

H2SO4 + 2R-OH > H2O + R2+SO4

Dessa forma pode-se obter água desmineralizada com o grau de pureza necessária para solubilizar sais para fins radiológicos, fornecendo soluções mais protegidas contra ação deletéria dos contaminantes e promovendo maior durabilidade para estocagem. As resinas esgotadas no processo são totalmente regeneradas através de ácido clorídrico (catiônica) e hidróxido de sódio (aniônica).

Este é o método do veículo (água) considerado ideal para soluções radiológicas.

Para a industrialização desses produtos, o uso de nitrogênio no processo de engarrafamento em substituição aos resíduos de oxigênio, que permanecem nas embalagens, é recomendado para aumentar a vida útil do produto, e neutralizar a oxidação, devido o nitrogênio ser bem mais pesado, formando uma camada protetora.

E, finalmente ambiente com total controle bacteriológico, isentos de germes e micro organismos é vital para a manipulação desse produto em qualquer escala, conforme já demonstrado por David et al.

7. CONCLUSÃO:

Os resultados preliminares dessa investigação provaram que a tecnologia na área da fotoquímica é viável, quando devidamente adaptadas as condições radiológicas, já que as ligas de prata empregadas são idênticas.

A qualidade da imagem dos filmes processada com as soluções desenvolvidas apresentou maior escala de contraste, em relação á Kodak, com nítido aumento das variações de meios tons (escala de cinzas).

Os tempos de revelação e fixação foram abreviados (30/45 seg., cada a temperatura ambiente), sendo mais tolerantes a super-revelação e fixação. O balanceamento das fórmulas possibilitou grande resistência às altas e baixas temperaturas, sem degradar as soluções.

Finalmente, o grau de pureza dos sais (mínimo 85% e devidamente esterilizados) e da água, (Água desmineralizada ao invés de água destilada, conforme recomendam as fórmulas originais) aumentaram o desempenho, a vida útil das soluções e seu respectivo tempo de estocagem.

 

Prof. Enio Leite

 

http://www.focusfoto.com.br/radio/radio.htm


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