Gastroenterologia/Proctologia/Fígado - Digestão
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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Digestão

17/06/2003
 
17/06/2003

Como funciona o aparelho digestivo?
      A digestão começa na boca, com a mastigação dos alimentos que, por sua vez, são transportados até o estômago pelo esôfago. Após sofrerem ações mecânicas (trituração) e químicas (dissolução) no estômago, os alimentos são reduzidos a partículas, que seguem gradualmente para o intestino delgado, sendo absorvidas e gerando energia. O que o corpo não aproveita fica no intestino grosso até ser evacuado.

O que é motilidade digestiva?
      Os alimentos precisam transitar na direção certa e com velocidade adequada pelos vários órgãos envolvidos na digestão. Para tanto, esses órgãos têm músculos - como o resto do corpo -, mas de um tipo diferente, cuja movimentação não depende da nossa vontade. Essa musculatura especial é a responsável pela atividade propulsiva (motora) do aparelho digestivo, chamada de motilidade digestiva.

Que fatores podem alterar a motilidade digestiva normal?
      Mastigação inadequada; hábitos alimentares incorretos (ingerir alimentos ricos em gordura e doces em excesso, comer em grandes quantidades etc.); abuso do álcool e do fumo; tensão emocional; doenças (diabetes, doença de Chagas, afecções da tiróide e outras); e uso de alguns tipos de remédios.

O que uma pessoa sente quando tem algum distúrbio da motilidade digestiva?

  • Dificuldade para engolir (trânsito lento no esôfago)
  • Dor torácica semelhante à dor cardíaca (atividade motora do esôfago aumentada, que causa dor)
  • Regurgitação alimentar (trânsito digestivo em sentido inverso ao normal)
  • Azia (refluxo do material ácido do estômago para o esôfago - Doença do Refluxo Gastroesofágico)
  • Empachamento pós-alimentar (digestão lenta)
  • Dores abdominais (atividade motora intestinal aumentada)
  • Obstipação intestinal (trânsito lento no intestino grosso)
  • Diarréia (trânsito intestinal acelerado)
  • Incontinência anal (dificuldade de controle da evacuação)

Como diagnosticar esses problemas?
      O estudo manométrico do aparelho digestivo - a manometria -, é o método mais específico para detectar esses distúrbios, por avaliar diretamente o funcionamento da musculatura local. E a pH-metria esofágica prolongada é a técnica mais sensível para estudar o refluxo gastroesofágico porque mede a quantidade de ácido que reflui do estômago para o esôfago e verifica se ocorrem sintomas no momento do refluxo. Exames mais comuns, como a endoscopia, a radiologia e a cintilografia, também são importantes para pesquisar doenças capazes de alterar a digestão.

O que é a manometria digestiva?
      É a medida da pressão interna dos órgãos para a avaliação da motilidade digestiva e da causa dos seus distúrbios. Pode ser feita em todo o aparelho digestivo, porém as mais usadas são a manometria esofágica e a anorretal.

É um exame dolorido?
      Para a manometria, é preciso introduzir, no aparelho digestivo, uma sonda flexível de 4,5 mm de diâmetro que, no caso do exame esofágico, entra pela narina do paciente e, no anorretal, pelo ânus. A pessoa não pode estar sedada para que possa participar da manometria (engolindo, contraindo a musculatura anal etc.). Utilizam-se, portanto, somente anestésicos locais (em forma de gel), o que pode tornar o exame um pouco incômodo.

O que é a pH-metria esofágica prolongada?
      É a monitorização da acidez interna do esôfago durante 24 horas, através de um eletrodo (espécie de sonda) de 2 mm de diâmetro - introduzido por uma das narinas do paciente - que mede a quantidade de ácido presente no órgão por um dia. A pessoa pode manter suas atividades cotidianas no decorrer do exame, devendo, no entanto, retornar ao laboratório para a retirada do eletrodo.

É um exame incômodo?
      Muito pouco, já que o eletrodo é bastante fino e flexível. O eventual desconforto é seguramente compensado pelos resultados que a pH-metria fornece ao médico, os quais ajudam muito na escolha do tratamento.

Saiba mais sobre a sua digestão
      A ação do aparelho digestivo é fundamental para que o nosso organismo consiga extrair dos alimentos ingeridos a energia de que precisamos no dia-a-dia.

 manometria (engolindo, contraindo a musculatura anal etc.). Utilizam-se, portanto, somente anestésicos locais (em forma de gel), o que pode tornar o exame um pouco incômodo.

O que é a pH-metria esofágica prolongada?
      É a monitorização da acidez interna do esôfago durante 24 horas, através de um eletrodo (espécie de sonda) de 2 mm de diâmetro - introduzido por uma das narinas do paciente - que mede a quantidade de ácido presente no órgão por um dia. A pessoa pode manter suas atividades cotidianas no decorrer do exame, devendo, no entanto, retornar ao laboratório para a retirada do eletrodo.

É um exame incômodo?
      Muito pouco, já que o eletrodo é bastante fino e flexível. O eventual desconforto é seguramente compensado pelos resultados que a pH-metria fornece ao médico, os quais ajudam muito na escolha do tratamento.

Saiba mais sobre a sua digestão
      A ação do aparelho digestivo é fundamental para que o nosso organismo consiga extrair dos alimentos ingeridos a energia de que precisamos no dia-a-dia.




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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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