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J Pediatr (Rio J) 2003;79(3):253-8: diabetes tipo 1, osteopenia, densidade mineral óssea.
Objetivos: estudar a ocorrência de redução da massa óssea e seus fatores prognósticos em um grupo de pacientes pediátricos com diabetes melito tipo 1.
Métodos: estudamos 23 pacientes portadores de diabetes melito tipo 1, com idade média de 10,9±2,9 anos. Analisou-se a massa óssea, ingestão de cálcio, IMC, peso, estatura, estágio puberal, dose de insulina, duração do diabetes, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, peptídeo C e hemoglobina glicosilada. A massa óssea foi avaliada em coluna lombar, através de densitometria óssea, e expressa em desvio padrão da média para idade e sexo (DP). A ingestão de cálcio foi calculada através de recordatório alimentar, o IMC, calculado de acordo com a fórmula de Quetelet, e o estágio puberal definido segundo os critérios de Tanner-Whitehouse. Utilizou-se a regressão linear simples para o estudo das relações entre as variáveis e a u-Mann-Whitney na comparação entre grupos.
Resultados: observamos que a média da densidade mineral óssea (DMO) foi normal (- 0,75 ± 1,01 DP). No entanto, verificamos que 39,1% dos pacientes apresentavam osteopenia. Ao comparar os dados dos pacientes osteopênicos (n = 9) com os não osteopênicos (n = 14), observamos que o peptídeo C do grupo osteopênico foi superior (0,56 ± 0,18 vs. 0,29 ± 0,20, p < 0,05). O IMC e o peptídeo C correlacionaram-se com a DMO. A duração do diabetes correlacionou-se negativamente com o peptídeo C (p < 0,01) e positivamente com a dose de insulina (p < 0,01).
Conclusão: no grupo de diabéticos estudado, encontramos uma freqüência de osteopenia de 39,1%. A presença de osteopenia esteve relacionada a níveis séricos superiores de peptídeo C. |