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ROMA (ANSA), JUL/02 - As carícias nascem da razão, ou melhor, a ternura é produto de uma situação química particular que se desenvolve no cérebro.
A descoberta é de pesquisadores suecos que, na revista Nature Neuroscience, descrevem a função das fibras nervosas C, já conhecidas, mas que, até agora, não tinham sua função identificada.
Os cientistas do hospital Sahlgrenska, de Göteborg, liderados por Hekan Olausson, chegaram a sua descoberta partindo do caso de uma mulher com uma rara anomalia neurológica, que havia perdido quase totalmente as fibras nervosas sensoriais, mas cuja pele continuava enervada nos braços e em outras partes do corpo pelas fibras C.
Os investigadores tocaram levemente, com um pincel macio, a pele nos braços da mulher, e a paciente não só sentiu o toque como afirmou também que a sensação era prazerosa.
Depois foi examinada a atividade das diferentes áreas do cérebro por meio de ressonância magnética, descobrindo-se que as pinceladas estimulavam algumas áreas cerebrais dedicadas às emoções.
Como as fibras C eram as únicas que haviam restado na pele, os autores especularam que a função destas fibras é justamente transmitir sensações que implicam a esfera emotiva.
Olausson observou que, até agora, não havia sido possível isolar a função das fibras C porque estão associadas às outras fibras sensoriais, e que nunca, até então, havia sido possível estimulá-las sem envolver também as demais.(ANSA)
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