Urologia/Andrologia/Homem - Algumas dúvidas mais comuns em Impotência
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Urologia/Andrologia/Homem

Algumas dúvidas mais comuns em Impotência

17/06/2003

 

 

 

 

Um assunto delicado como a impotência, acaba gerando algumas dúvidas. A seguir, veja algumas perguntas respondidas pelo urologista Adriano Fregonesi, do Ambulatório de Impotência do Hospital de Clínicas da Unicamp.


Existe prevenção?

A prevenção consiste em manter hábitos saudáveis para evitar os fatores orgânicos causadores da impotência: tabagismo, sedentarismo, colesterol alto, alcoolismo e hipertensão.

Existe relação entre impotência e velhice?

Existe. Quanto mais idoso, maior a incidência de disfunção erétil. Com o passar dos anos, os fatores de risco da impotência vão se ressaltando: pressão alta, diabete, processo degenerativo das artérias, tabagsimo. Entre os mais velhos, os fatores orgânicos são mais freqüentes desencadeadores de impotência que os psicológicos.

Um adolescente pode sofrer de impotência?

Sim. Não é muito comum, mas geralmente, a causa da impotência em homens mais jovens está ligada a fatores psicológicos. Muitos adolescentes, por desconhecerem a própria sexualidade, fazem uso indevido de medicamentos e arriscam a própria saúde. Nunca é demais lembrar que a auto-medicação é um crime contra você mesmo.

Existe relação entre impotência e fertilidade?

Quem tem impotência, não tem relação sexual e, conseqüentemente, não consegue depositar espermatozóides na vagina. Curada a impotência, o indivíduo volta a ser ativo sexualmente e voltará a poder ter filhos. Já a impotência ligada a prostatectomia radical, que é uma cirurgia para a cura do câncer de próstata, a infertilidade é irreversível. Normalmente, submetem-se a essa cirurgia homens com mais de sessenta anos.

Existe impotência feminina?

Existe disfunção sexual feminina. Trata-se de um distúrbio relacionado ao vaginismo, que é a contração involuntária dos músculos da vagina, e a frigidez e conseqüente falta de desejo sexual. Também pode acontecer de a mulher não conseguir atingir o orgasmo. Em linhas gerais, não dá para usar o termo impotência para o sexo feminino, não só por conta da anatomia, mas também por conta das diferenças psicológicas entre os gêneros.

 

Tereza Melo Sousa/Especial para o Terra

 


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