Infecto-contagiosas/Epidemias - Leia: Sífilis folicular
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Leia: Sífilis folicular

14/07/2007

Blanco MC; Mata O; Lessa BMF; Dias MFRG; Nery JAC

Instituto de Dermatologia Prof. Ruben David Azulay da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, RJ

 

INTRODUÇÃO: Sífilis é uma doença infecto-contagiosa causada pelo T. pallidum, de transmissão principalmente pelo contato sexual. É patologia sistêmica e quando não tratada pode evoluir cronicamente. Atualmente, apresenta-se incidência elevada devido a mudanças no comportamento humano e desde o ponto de vista epidemiológico são cada vez mais freqüentes as formas clínicas latentes ou do curso clínico modificado devido ao abuso de antibióticos em doses insuficientes..
RELATO DO CASO: Paciente feminina, 40 anos, natural de Campos e residente do Rio de Janeiro, procurou por atendimento médico com queixa de "caroços na face e corpo". Refere que o quadro se iniciou há 2 meses, caracterizado por pápulas não pruriginosas no pescoço e no púbis, as quais se disseminaram para face e tronco 1 mês após o uso de Ciprofloxacina para tratamento de infecção urinária. História patológica pregressa: nada digno de nota. História social: paciente heterossexual, tem parceiro único e fixo, nega uso de drogas ilícitas e de doenças sexualmente transmissíveis prévias. Exame dermatológico: presença de pápulas eritematovioláceas foliculares, discretamente descamativas na face, principalmente em região perioral também presentes no tronco e dorso, onde além dessas lesões apresentava pústulas foliculares. Exame físico: presença de linfoadenopatias cervicais e epitroclear. Uma semana após a primeira consulta a paciente retornou, já trazendo os exames complementares, com máculas eritematovioláceas na região palmar. As hipóteses diagnósticas iniciais foram: sífilis secundária, erupção liquenóide, líquen plano e ptiríase liquenóide. Resultados: VDRL=1/32, TPHA=positivo, Anti HIV I e II=negativo. Exame histopatológico: presença de hiperceratose, acantose irregular, glândula sebácea e infundíbulo folicular preservado e na adjacência infiltrado neutrofílico intrafolicular sem infiltrado plasmocitário. Conduta: diante do quadro clínico e dos resultados concluiu-se tratar-se de um caso de sífilis secundária folicular e a paciente foi tratada com Penicilina Benzatina 4.800.000 UI, por via IM, sendo 2.400.000UI em cada semana. Após a primeira dose a paciente referiu priora do quadro dermatológico associado a febre, cefaléia, mialgia e artralgia seguido de resolução espontânea, caracterizando Reação de Jarisch-Herxheimer. Após concluir o tratamento a paciente apresentou cura clínica com regressão das lesões cutáneas.
DISCUSSÃO: A sífilis secundária folicular, pustular e liquenóide podem se apresentar como pápulas liquenóides ou pústulas foliculares e são manifestações muito raras do secundarismo, presentes em menos de 2% dos casos de sífilis secundária, sendo comum sua associação com linfoadenopatias e manifestações sistêmicas, as quais podem incluir inclusive alterações do sistema nervoso central, porém estas são raras.
MOTIVO DA APRESENTAÇÃO: Raridade do caso e enfatizar a importância de considerar a sífilis no diagnóstico diferencial das erupções foliculares e liquenóides.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962005000900031&script=sci_arttext

 

 

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  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.


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