AUTORES: Ribeiro AE, Freitas THP, Muller H, Koller DA, Perazzio EF.
INSTITUIÇÃO: Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo, SP
IN T R O D U Ç Ã O: A reativação do vírus varicella zoster é comum em pacientes pós transplante de medula óssea alogênico, chegando a uma incidência de até 80% dos pacientes no período de 30 meses após o transplante.
RE L AT O D E CAS O: A.M.S., 18 anos, pardo, estava no 142º dia pós-transplante de medula óssea alogênico, apresentava quadro generalizado de GVHD liquenóide e também com icterícia intensa quando começou apresentar vesículas com distribuição zosteriforme em região cervical esquerda acompanhada de dor no local. Essas lesões apresentavam conteúdo amarelo canário e quando se rompiam deixavam a base com a mesma cor, parecendo que havia sido passado algum medicamento colorido no local. A citologia do conteúdo da vesícula mostrou células gigantes com inclusão viral. O paciente foi tratado com aciclovir endovenoso, com melhora das lesões.
DISCUSSÃO: O paciente apresentava quadro grave de GVHD cutâneo e hepático, que pode acontecer em torno de 45% dos pacientes com transplante alogênico, e como complicação teve herpes-zóster. As lesões ficaram de coloração amarelada porque as bilirrubinas totais deste paciente estavam em torno de 30 mg/dl.
MOTIVO DA APRESENTAÇÃO: Demonstração de um quadro de herpes-zoster com aspecto inusitado em um paciente com GVHD cutâneo e hepático grave.
Fonte:
http://www.scielo.br/pdf/abd/v80n4s2/v80n4s2a31.pdf
IMPORTANTE
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