Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Leia sobre a parada cárdio-respiratória
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Leia sobre a parada cárdio-respiratória

19/07/2007
 

   PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

    DEFINIÇÃO

    Parada cardio-respiratória é a cessação das funções cardíaca e
    respiratória. Na prática, o termo é também aplicado para a disfunção
    cardio-respiratória grave e aguda.

    Disfuncão grave do sistema cardíaco ou respiratório resultará na
    falência de ambos os sistemas, se não for rapidamente corrigida.

    CAUSAS TÓXICAS

    Numerosos agentes tóxicos podem resultar em parada
    cardio-respiratória. Esta complicação é mais provável de ocorrer em
    intoxicações de indivíduos com doença cardio-respiratória prévia. São
    exemplos importantes, classificados de acordo com o mecanismo:

         Depressão respiratória central
         Barbitúricos
         Benzodiazepínicos e outros agentes sedativo-hipnóticos
         Etanol
         Opióides
         Fenotiazínicos
         Propoxifeno
         Antidepressivos tricíclicos

         Paralisia de músculos respiratórios
         Botulismo
         Certas intoxicações por peixes e mariscos (tetrodotoxina,
           saxitoxina)
         Inibidores de colinesterase (organofosforados/carbamatos e
           agentes neurotóxicos)
         Bloqueadores neuromusculares curare-like
         Picada de cobra
         Estricnina
         Tétano

         Edema pulmonar não-cardiogênico ou pneumonite
         Cloro e outros gases e vapores irritantes
         Inibidores de colinesterase (organofosforados/carbamatos e
           agentes neurotóxicos)
         Paraquat
         Fosgênio
         Derivados de petróleo ou aspiração pulmonar de conteúdo gástrico
         Salicilatos

         Diminuição da contratilidade cardíaca
         Barbitúricos
         Bloqueadores beta-adrenérgicos
         Bloqueadores de canal de cálcio

         Ergotaminicos
         Antiarrítmicos tipo Ia ou Ic
         Antidepressivos tricíclicos

         Hipotensão devido perda de volume
         Cogumelos contendo amanitina
         Arsênico
         Colchicina
         Sulfato de cobre
         Ferro

         Bradicardia ou bloqueio AV
         Bloqueadores beta-adrenérgicos
         Antagonistas de cálcio
         Inibidores de colinesterase (organofosforados/carbamatos e
           agentes neurotóxicos)
         Digitálicos e outros glicosídeos cardíacos
         Antidepressivos tricíclicos

         Taquicardia ventricular ou fibrilação
         Anfetaminas e estimulantes relacionados
         Antihistamínicos (terfenadina e astemizole)
         Derivados de petróleo aromáticos e halogenados
         Cafeína
         Hidrato de cloral
         Cloroquina e hidroxocloroquina
         Cocaína
         Digitálicos e outros glicosídeos cardíacos
         Fluoreto
         Fenotiazínicos (especiamente tioridazina)
         Quinidina e outros agentes antiarrítmicos tipo Ia
         Teofilina

         Hipoxia celular
         Monóxido carbono
         Cianeto
         Sulfeto de hidrogênio

    CAUSAS NÃO TÓXICAS

    Anafilaxia
    Arritmias cardíacas
    Tamponamento cardíaco
    Distúrbios eletrolíticos
    Hipotermia
    Hipovolemia
    Infarto do miocárdio
    Embolia pulmonar
    Sepsis

    MANIFESTAÇÕES CLINICAS

    O paciente em parada cárdio-pulmonar é usualmente arresponsivo, com
    respiração  ausente ou agÔnica, pulsos ausentes ou pouco detectáveis.
    O monitor cardíaco pode mostrar qualquer ritmo, mas a maioria exibe
    assistolia, fibrilação ventricular, ou bradicardia extrema.

    DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

    Hipotermia
    Síncope vasovagal

    INVESTIGAÇÕES RELEVANTES

    O tratamento é prioritário à investigação na abordagem inicial da
    parada cardiorespiratória.

    O monitor cardíaco é essencial para determinar a atividade elétrica do
    coração; iniciar monitorização cardíaca imediatamente e observar
    continuamente.

    As seguintes investigações podem ser úteis durante a ressuscitação:
         Gasometria arterial
         Raio X
         ECG
         Eletrólitos séricos incluindo cálcio e magnésio
         Ecocardiografia

    TRATAMENTO

    O paciente deve ser tratado imediatamente. As prioridades no
    tratamento são as seguintes:

    a)   Estabelecer uma via aérea segura, inicialmente  pelo
         posicionamento e aspiração, seguidas de medidas definitivas como
         a intubação endotraqueal.
    b)   Respiração assistida com ambu deve ser seguida de ventilação
         mecânica. Administrar oxigênio suplementar.
    c)   Obter um acesso venoso através do meio mais rápido possível e
         iniciar monitorização cardíaca contínua. Auxiliar a circulação
         com massagem cardíaca externa até que o débito cardíaco
         espontâneo se restabeleça. A cardioversão nas arritmias
         ventriculares tóxicas raramente têm sucesso e não deve preceder à
         correção da hipoxia, massagem cardíaca externa e a administração
         de antídotos específicos. Marca-passo cardíaco externo ou
         transvenoso pode ser útil nas bradicardias graves.
    d)   Drogas: Atropina e Adrenalina devem ser administradas de
         acordo com as  normas padronizadas de ressuscitação
         cardio-pulmonar.

    Quando o agente tóxico é conhecido ou suspeito, os antídotos
    específicos abaixo estão indicados:

         Bloqueadores Beta-adrenérgicos     Glucagon
         Bloquedores de canal de cálcio     Cálcio, Glucagon
         Glicosídeos digitálicos            Fragmentos Fab-digoxina
         Hidrato de cloral                  Beta-bloqueadores
         Cafeína, Teofilina                 Beta-bloqueadores
         Acido hidrofluorídrico             Cálcio
         Compostos organofosforados         Atropina, oximas
         Antidepressivos tricíclicos        Bicarbonato de Sódio
         Antiarrítmicos tipo 1a/1c          Bicarbonato de Sódio

    EVOLUÇÃO CLINICA E MONITORIZAÇÃO

    Nem todos os pacientes que desenvolvem parada cardio-respiratória irão
    sobreviver à ressuscitação. Entretanto, o prognóstico nas paradas
    cardio-respiratórias de origem tóxica, especialmente em indivíduos
    jovens anteriormente saudáveis, é geralmente mais favorável do que nas
    paradas por outras causas. Uma boa evolução é possível mesmo após uma
    ressuscitação muito prolongada. A evolução clínica depende do agente
    desencadeante. Monitorização intensiva e suporte cardio-respiratório
    são necessários até a resolução da toxicidade.

    COMPLICAÇÕES TARDIAS

    Lesão cerebral por hipoxia
    Infarto do miocárdio

    AUTOR(ES)/REVISORES

    Autor:         Kent R. Olson, MD, University of California, San
                   Francisco.

    Revisão:       London 3/98: Drs T. Meredith, L. Murray, A. Nantel,
                   T. della Puppa, J. Pronczuk.

                   Geneva 8/98: D. Jacobsen, L. Murray, J. Pronczuk.

    Tradutor:      Dr Ligia Fruchtengarten, Março 99

 

 

Fonte:

 

http://www.intox.org/databank/documents/treat/treatp/trt12_p.htm

 

 

IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.


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