Os fitoestrógenos são hormônios vegetais, substâncias esteróides que ocorrem naturalmente nas plantas, e que podem exercer efeitos similares aos dos hormônios femininos (estrógenos) no organismo da mulher. Inúmeros fitoestrógenos já foram descobertos, principalmente em grãos como a soja, linhaça e nozes, e em diversas plantas medicinais.
Os fitoestrógenos podem ser ingeridos nos alimentos (sólidos e líquidos) e têm a vantagem de não se acumular na cadeia alimentar vital, sendo eliminados pela urina.
Estas substâncias podem pertencer a grupos químicos diversos como:
- isoflavonas
- lignanas
- coumestranas
- lactanas do ácido isoresorcílico
- fitoalexinas
- flavonas
- flavononas
Os dois primeiros, no entanto, são as ocorrências mais importantes de fitoestrógenos: as isoflavonas e as lignanas.
Ao serem absorvidos, caem na corrente sangüínea entero-hepática (entre o intestino e o fígado) e podem ser reabsorvidos ou eliminados, posteriormente, pela urina. Sua biodisponibilidade no organismo depende da quantidade ingerida, da interação com outros alimentos e das condições metabólicas pessoais.
As propriedades terapêuticas dos fitoestrógenos podem alterar as menstruações e diminuir os sintomas do climatério. Diferentemente dos hormônios sintéticos utilizados na Terapia de Reposição Hormonal (TRH), cujo uso continuado pode aumentar o risco de câncer de mama e câncer de útero, a utilização de fitoestrógenos, principalmente como componentes da alimentação na forma de produtos de soja, por exemplo, está associada à redução daquele risco.
Sabe-se que as mulheres americanas têm cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de mama que as japonesas. E que estas mesmas mulheres japonesas, quando vão viver nos Estados Unidos, têm esse risco igualado ao das americanas. Experimentos sucessivos comprovaram estas observações.
Portanto, a intensidade dos distúrbios da menopausa e a incidência de câncer de mama e de útero, parecem estar ligadas muito mais à forma de se alimentar do que à idade e as subseqüentes oscilações hormonais.
Observa-se, por exemplo, que apenas 18% das mulheres chinesas apresentam as ondas de calor típicas da menopausa, enquanto as européias com este sintoma constituem 70%.
Estas diferenças têm também a mesma origem: japonesas e chinesas ingerem muito mais produtos à base de soja do que americanas e européias.
Já se confirmou que populações que ingerem alimentos ricos em fitoestrógenos têm reduzidas as incidências de câncer de mama, câncer de útero, câncer de ovário, ondas de calor, osteoporose e doenças cardiovasculares.