A vulva
É o conjunto dos vários órgãos externos. Na vulva podemos distinguir:
- monte de Vênus - camada de gordura situada sobre o púbis. A partir da puberdade esta camada protetora cobre-se de pêlos;
- os grandes lábios - duas pregas de pele com pêlos que cobrem os restantes órgãos;
- os pequenos lábios - são duas pregas cutâneas de aparência mucosa, de coloração rosada, situadas no interior dos grandes lábios. Internamente apresenta-se a fenda vulvar;
- clitóris - pequeno órgão erétil e saliente no ponto onde se unem, na parte de cima, os pequenos lábios. Fica praticamente tapado pelos grandes lábios e a sua estrutura é formada por um tecido esponjoso muito sensível à estimulação sexual. A sua extremidade está coberta por um capuz. O clitóris é um dos órgãos receptores e transmissores da estimulação sexual na mulher;
- meato urinário - pequeno orifício por onde sai a urina situado entre o clitóris e a entrada da vagina;
- orifício vaginal - entrada da vagina.
O hímen
Membrana muito fina e elástica que cobre parcialmente a entrada da vagina. Essa abertura, de tamanho variável, permite a saída da menstruação e também, normalmente, a introdução de tampões sem qualquer problema. Durante muito tempo deu-se uma grande importância ao hímen, relacionando-o com o conceito de virgindade. Ser virgem significa que uma adolescente ou uma mulher não tiveram relações sexuais coitais e, por isso, não houve "rotura" do hímen. Falar de "rotura" dá uma ideia falsa pois, na verdade, o hímen é uma membrana fina e flexível que apenas cobre parcialmente a entrada da vagina.
A prática de esportes pode fazer diminuir a superfície desta membrana, ou seja, "romper" o hímen. Sabe-se também que 20% das mulheres nasce sem hímen.
Os ovários
Glândulas sexuais femininas que produzem os óvulos e os hormônios sexuais femininos: estrógenos e progesterona. A superfície dos ovários está coberta por cavidades chamadas folículos. Cada folículo produz um óvulo. O óvulo é a célula reprodutora feminina. É muito maior que o espermatozóide e movimenta-se com dificuldade. O óvulo tem capacidade reprodutora durante as vinte e quatro horas seguintes à sua saída do ovário. Ao contrário do rapaz, a moça quando nasce dispõe já de todas as suas células reprodutoras em número muito superior ao que poderá utilizar ao longo de toda a sua vida fértil. Até à puberdade essas células permanecerão imaturas. Na puberdade iniciar-se-á o processo da ovulação.
O desencadeamento da ovulação é determinado por hormônios produzidos pela hipófise. Desde a primeira menstruação (menarca) até à última menstruação (menopausa), de quatro em quatro semanas aproximadamente, um folículo de um ovário aumentará de tamanho, rompe-se e sai um óvulo que amadurece em poucas horas. Este processo tem lugar alternadamente num e noutro ovário, ou seja, um mês trabalha o ovário direito no mês seguinte o ovário esquerdo.
As trompas de Falópio
Dois canais compridos e estreitos que captam os óvulos quando saem do ovário e os conduzem ao útero. O óvulo saído do folículo é aspirado pela trompa de Falópio correspondente. Permanece aí durante um curto período durante o qual, se encontrar um espermatozóide, origina um ovo que se instalará no útero.
O útero
É uma estrutura muscular que constitui uma cavidade revestida por uma mucosa, o endométrio, que aumenta de volume no momento da ovulação por influência do corpo amarelo. Após romper-se o folículo e sair o óvulo, forma-se o chamado corpo lúteo. O corpo lúteo segrega um hormônio, a progesterona, que faz com que a parede mucosa do útero, endométrio, aumente de volume preparando-se para receber o ovo. Desde o momento em que se produz a ovulação existem duas possibilidades:
- se se produzir a fecundação, o ovo aninha-se na parede do útero e desenvolve-se uma gravidez e, neste caso não diminui a produção de hormônios ovarianos;
- se não se produzir fecundação, diminui a produção de hormônios ovarianos e como consequência sai para o exterior parte da mucosa do útero juntamente com o óvulo e um pouco de sangue. Esta saída chama-se menstruação ou período, e tem uma duração média de três a cinco dias, podendo durar mais.
Menstruação
Tem sido envolvida em muitos mitos. Tem-se dito que quando está menstruada a mulher não pode ter relações sexuais, não pode tomar banho, não pode tomar medicamentos, etc. Tudo isso é falso. A menstruação não tem que alterar o ritmo de vida habitual pois é um fenômeno completamente normal. Às vezes pode produzir alguns incômodos passageiros. Se persistirem esses incômodos deve-se ir a uma consulta de ginecologia. Para medirmos o ciclo menstrual contamos desde o primeiro dia em que há saída de sangue até ao último dia antes da menstruação seguinte. A duração do ciclo é diferente para cada mulher e, muitas vezes, mesmo para cada ciclo da mesma mulher.
O colo do útero
Zona que une o útero à vagina, através de uma passagem chamada canal cervical. Por ação de um hormônio, o estrógeno, o colo do útero durante a ovulação produz um líquido viscoso que favorece a progressão dos espermatozóides para as trompas de Falópio. O colo do útero tem uma grande capacidade de dilatação que é regulada pelos hormônios e se manifesta no momento do parto, pois a criança ao nascer tem de passar através dele.
A vagina
Canal flexível de tamanho variável que vai do colo do útero até ao exterior. Normalmente as paredes da vagina estão juntas. Quando se produz excitação sexual as paredes da vagina separam-se um pouco e produzem um líquido. A lubrificação vaginal é um fenômeno muitas vezes involuntário que tem lugar como resposta a estímulos que, em dado momento, são capazes de excitar sexualmente. A vagina, tal como o colo do útero, tem uma grande capacidade de dilatação, pois permite a passagem da criança no momento do parto.
Fontes:
- Brigitte Minne, Educação Sexual, Lisboa 1995, Ed. Estampa