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Psiquiatria e Psicologia

Desinformação dificulta uso do lítio no tratamento do transtorno bipolar

24/08/2007

Júlio Bernardes / Agência USP

Questionário respondido por 820 psiquiatras de todo o Brasil revela que o lítio é a primeira opção para o tratamento do transtorno bipolar, mas 71,1% deles apontam falta de informações sobre a medicação para profissionais da área de saúde mental. “A desinformação é um obstáculo para o uso do lítio”, aponta a psiquiatra Ana Taveira, autora da pesquisa.

O transtorno bipolar é uma doença caracterizada por mudanças bruscas de humor. “O lítio é utilizado nas fases de mania e depressão, além de ser indicado na manutenção”, explica Ana Taveira. “O medicamento foi escolhido por 56,1% dos médicos como primeira opção no tratamento da fase de mania, 43,6% na depressão e 75,2% na manutenção”.

“Apesar da difusão, 52,9% dos psiquiatras afirmaram que precisam se atualizar sobre o lítio e 71,1% apontaram falta de informações sobre o medicamento”, ressalta a pesquisadora. O estudo foi realizado para a dissertação de mestrado de Ana Cláudia na Faculdade de Medicina (FM) da USP. A psiquiatra integra o Grupo de Estudo de Doenças Afetivas (GRUDA), do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da FMUSP.

De acordo com Ana, o lítio está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como os exames que são necessários antes e durante sua utilização. “Entretanto, a falta de médicos atrasa a marcação de consultas, dificulta a difusão de informações e prejudica o tratamento ambulatorial do transtorno bipolar”, ressalta.

Informação
A psiquiatra alerta que a falta de continuidade do tratamento aumenta o número de internações. “Apenas no estado de São Paulo, são feitas mais de 10 mil internações anuais de pacientes com doenças afetivas, como o transtorno bipolar”, observa.

“O lítio, por ser uma medicação de baixo custo, pode reduzir não apenas o gasto com internações, mas o próprio custo social de afastar e depois reintegrar o portador à sociedade”. Ana destaca que a melhor maneira de melhorar o conhecimento dos pacientes sobre o lítio é a realização de reuniões psicoeducacionais, que podem ser conduzidas inclusive por enfermeiros ou psicólogos treinados.

“Os eventos são a solução mais indicada para o sistema público de saúde”, diz. “Na pesquisa, 83,2% dos psiquiatras consideram a relação médico-paciente a forma mais eficaz de passar informações, o que nem sempre é possível no sistema público devido à grande demanda, que reduz o tempo de consulta”.

De acordo com a psiquiatra, o lítio (utilizado como carbonato de lítio, em comprimidos) é a medicação mais indicada na forma clássica da doença, quando as fases são mais bem definidas. “Além de ser um medicamento de baixo custo, ele possui efeito neuroprotetor, não danificando os neurônios do organismo, e é a única substância do gênero de comprovada ação contra suícidios, registrados em 15% dos pacientes”.

Mais informações: (0XX11) 3069-6648, com Ana Taveira. Pesquisa orientada pelo professor Ricardo Alberto Moreno

 

 

Fonte:

 

http://noticias.usp.br/acontece/obterNoticia?codntc=17485&codnucjrn=1

 

 

 

 


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