Infecto-contagiosas/Epidemias - Material genético indica contágio do vírus da hepatite C entre cônjuges
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Material genético indica contágio do vírus da hepatite C entre cônjuges

28/08/2007
 

Júlio Bernardes
jubern@usp.br

Agência USP de Notícias

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Pesquisa da Faculdade de Medicina (FM) da USP encontrou evidências genéticas da transmissão do vírus  da hepatite C (VHC) entre cônjuges de um mesmo casal. O estudo, realizado pela bióloga Isabel Guedes Mello, mostrou que vírus presentes em casais infectados possuem uma origem comum, indicando a transmissão dentro da própria família.

“As formas mais conhecidas de transmissão da doença são as transfusões de sangue e a utilização de  seringas infectadas, especialmente por usuários de  drogas injetáveis”, relata Isabel, pesquisadora do Instituto Butantan. “Entretanto, entre 10% e 20% dos casos são considerados esporádicos, pois os pacientes  não relatam nenhuma fonte de contágio conhecida, que  pode estar no próprio ambiente familiar”.

O material genético do vírus, extraído de um grupo de casais infectados, foi submetido a análises moleculares. “O VHC é constituído de aproximadamente 9.500 nucleotídeos, que codificam uma poliproteína posteriormente dividida por proteases celulares e virais dando origem às proteínas virais estruturais e não estruturais”, explica a bióloga.

Na pesquisa, foi feito o seqüenciamento de cerca de 960 nucleotídeos de duas regiões específicas do genoma do vírus (NS3 e NS5B). “Em alguns casais, a similaridade genômica destas regiões, encontrada entre vírus das amostras de soro de ambos indicou que estes vírus possuem uma mesma origem”, conta a pesquisadora. “Devido a esse fato, é possível que um dos cônjuges tenha se contaminado com o parceiro”.

Contaminação
Segundo Isabel, a contaminação pelo VHC  deve ter ocorrido no próprio ambiente familiar. “Não há consenso sobre a possibilidade de contágio por meio do ato sexual”, ressalta. “A fonte mais provável de contaminação é o compartilhamento de objetos perfuro-cortantes que estejam com o vírus, tais como  giletes, agulhas, tesouras e alicates de unha”.

A análise genética ajudou a obter informações mais precisas sobre a origem do vírus nos casais.  “Determinar o genótipo do vírus é importante para orientar o tratamento, mas não para esclarecer sobre o contágio, pois um número reduzido de genótipos se repetem na maior parte dos pacientes”, explica a pesquisadora. “Apesar dos vírus estarem sujeitos a
mutações, as evidências de uma origem comum não podem ser descartadas”.

Para evitar a propagação do vírus, Isabel recomenda maior cuidado com objetos perfuro-cortantes em  ambientes familiares. “Muitos pacientes possuem o vírus no organismo e não manifestam a doença”, aponta. “O uso de preservativo nas relações sexuais também não  deve ser descartado”.  

“Prevenir a contaminação em ambiente familiar é importante, uma vez que a hepatite C não tem 100% de cura,  os remédios não são totalmente efetivos e ainda não se  conhece uma vacina”, conclui Isabel. A pesquisa sobre o vírus VHC em casais foi realizada no setor de  Gastroenterologia do Hospital das Clínicas (HC) da  FMUSP, em colaboração com o Instituto Butantan.

Mais informações: (0XX11) 3726-7222, ramais 2082 e 2105, com Isabel Guedes Mello. Pesquisa orientada pelo professor Flair José Carrilho

Fonte:

 

http://www.usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=16806

 

 

 


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