DIAGNÓSTICO DAS HEPATITES VIRAIS
Pode ser diagnosticada e monitorada através dos marcadores sorológicos (que funcionam como indicadores da presença e estágio da doença), da detecção de substâncias no sangue, provenientes do interior das células do fígado destruídas e através de biópsias do fígado (retirada, mediante bisturi ou agulha, de um fragmento de tecidos para análise). Vários marcadores sorológicos são facilmente mensurados, sendo usados rotineiramente para avaliar a evolução da doença:
Antígenos do VHB, como o HBsAg, HBcAg e HBeAg;
Anticorpos para os antígenos do VHB, produzidos pelo sistema imunológico do paciente (Anti-HBs, Anti-HBe e Anti-HBc);
DNA-polimerase do VHB (tipo de enzima do DNA do vírus);
Enzimas hepáticas liberadas pelas células do fígado destruídas, como a ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase).
As biópsias do fígado são freqüentemente utilizadas para distinguir hepatite viral de doenças hepáticas resultantes de outras causas, como o alcoolismo.
A infecção pelo VHC freqüentemente não produz sintomas, sendo, portanto, raramente diagnosticada na sua fase aguda. Como os sintomas da hepatite crônica são leves, o diagnóstico geralmente ocorre apenas durante exames de rotina ou de triSagem para doação de sangue.
Os quatro principais indicadores da infecção pelo VHC são:
Aumentos das enzimas hepáticas, liberadas pelas células do fígado destruídas, como a ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase);
Exame das amostras de biópsia;
Presença de anticorpos contra o vírus (Anti-HCV);
Presença do RNA do vírus no sangue (HCV-RNA).
Referências Bibliográficas:
1. FOCACCIA, Roberto. Hepatites Virais. 1.ed. São Paulo. Atheneu, 1997.