Geriatria/Gerontologia/Idoso - Diagnóstico da Incontinência Urinária
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Geriatria/Gerontologia/Idoso

Diagnóstico da Incontinência Urinária

18/06/2003

Importantes aspectos a serem definidos na história são: a duração e as características da incontinência urinária (esforço, urgência, gotejamento); o sintoma mais intenso e o uso de forros, fraldas ou absorventes, inclusive procurando quantificar as perdas, bem como o padrão de ingesta hídrica; o padrão miccional (jato urinário, hesitação); antecedentes de cirurgias genitais, história de diabetes, uso de diuréticos, alterações cognitivas, alterações de função sexual e intestinal, radioterapia pélvica e traumatismo externo.

O exame físico deve incluir:
(1) exame geral para identificar condições como edema, distúrbios neurológicos evidentes e alterações da cognição;
(2) exame abdominal, avaliando a presença de massas, distensão vesical, dor e cicatrizes de cirurgias ou traumas prévios;
(3) exame retal, avaliando-se sensibilidade perineal, tônus esfincteriano, tumor retal ou impactação fecal (no homem deve ser incluída avaliação prostática);
(4) exame genital, no homem dando-se importância a afecções dermatológicas e de meato uretral e na mulher condições cutâneas, atrofia mucosa, prolapsos e massas pélvicas;
(5) avaliação da região sacral, procurando-se identificar anormalidades sugestivas de disrafismos (assimetria de prega glútea, tufos capilares e, hemangiomas) principalmente em crianças.

Em todos os pacientes deve-se procurar reproduzir a queixa de incontinência com manobras provocativas como tosse, riso ou esforço abdominal. Além disso, avalia-se as condições das roupas íntimas e o uso de forros.

O exame de urina I deve ser realizado em todos os pacientes, dando-se importância à hematúria (infecção, câncer ou litíase), glicosúria (diabetes), piúria/bacteriúria (infecção) e proteinúria (nefropatia). Exames de sangue como uréia, creatinina e glicemia podem ser úteis na avaliação básica de pacientes com diagnóstico ou suspeita de diabetes, obstrução urinária ou insuficiência renal.

Após a avaliação básica e estabelecimento de um diagnóstico presuntivo para a IU, pode-se introduzir medidas terapêuticas iniciais, a não ser que existam indicações para investigação adicional. Estas incluem:

(1) diagnóstico incerto e/ou incapacidade de estabelecer um plano terapêutico baseado na investigação inicial;
(2) falta de correlação entre sintomas e achados clínicos;
(3) falha terapêutica;
(4) indicações cirúrgicas, particularmente se já submetidos a outros procedimentos sem sucesso;
(5) hematúria sem infecção;
(6) outras condições como incontinência urinária associada a infecção urinária de repetição, dificuldade persistente de esvaziamento vesical, cirurgia antiincontinência prévia ou cirurgia pélvica radical, prolapso genital grave, nódulo ou assimetria prostática, esclerose múltipla, trauma raquimedular.

A avaliação adicional objetiva a(s) causa(s) específica(s) da incontinência urinária, permitindo diferenciar alterações que cursam com sintomas similares, como hipermobilidade uretral e deficiência esfincteriana. Além disso, pode detectar lesões funcionais, neurológicas ou anatômicas que afetem o trato urinário. Permite ainda identificar fatores de risco para a evolução do paciente, bem como definir tratamento adequado. Entre os testes que podem ser realizados, destacam-se o exame urodinâmico, uretrocistoscopia e radiografias do trato urinário. Esses exames são geralmente realizados e interpretados por médicos especializados na avaliação e tratamento de pacientes com disfunção miccional.

Bibliografia


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