Médicos revelam que Síndrome da Fadiga Crônica provoca disfunções
Rio - Ficar cansado após um dia de trabalho ou atividade física é natural. Mas, para algumas pessoas, o estresse e doenças de origem hormonal, cardíacas, entre outras patologias, podem levar a uma fadiga constante que interfere nas atividades do cotidiano. Conhecida como Síndrome da Fadiga Crônica (SFC), essa disfunção pode provocar alterações nos sistemas imunológico e nervoso e até problemas psicológicos.
Um dos primeiros sinais da SFC é um cansaço ou exaustão que aparece sem nenhuma razão aparente. Também são sintomas do distúrbio: alterações do sono, depressão, dores no corpo, fraqueza muscular, problemas intestinais, dores de garganta, falha de memória e febre leve.
A variedade de causas da SFC obriga o médico a realizar exames clínicos e laboratoriais para que possa determinar, conforme o caso, se existe ou não uma etiologia determinada. Quase sempre a síndrome está relacionada a um outro problema de saúde. “É bom lembrar que a fadiga é sintoma de várias doenças e deve-se descartar outras patologias, como anemia, hipotiroidismo, fibromialgia”, explicou a geriatra e cardiologista, Ana Cristina Barreira.
A médica lembra que, mesmo com os sintomas já identificados, a demora do diagnóstico pode acontecer porque a SFC é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas e sinais que podem ser produzidos por mais de uma causa. “Para se chegar à conclusão acertada, tem que fazer um diagnóstico de exclusão, já que a fadiga pode ser a manifestação de outras doenças, como anemia e insuficiência cardíaca”, avalia Ana Cristina.
Mulheres: as mais afetadas
Estudos revelam que quando não é encontrada uma causa para a fadiga crônica o distúrbio dura em média 37 a 53 meses. As mulheres, a partir dos 25 anos, são as que mais sofrem com a SFC. As causas da doença ainda são desconhecidas, mas sabe-se que existe ligação com alguns sintomas.
O tratamento é feito com medicamento antidepressivo e exercícios físicos. “Como a disfunção não tem cura, em alguns casos o paciente não melhora do quadro de exaustão, mesmo seguindo o tratamento”, explica o diretor da Sociedade paulista de Reumatologia, Roberto Ezequiel Heiymann.
Fonte: O Dia Online
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Fonte:
http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=8701