Antienvelhecimento/Longevidade - Envelhecimento e Exercício
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Antienvelhecimento/Longevidade

Envelhecimento e Exercício

18/06/2003

O Fenômeno do envelhecimento:

Envelhecer e morrer parecem ser características de todos os organismos vivos. Ateroesclerose e arterioesclerose progressivamente diminuem o fornecimento de oxigênio, e em alguns orgãos como no cerébro, as células que morrem não são substituídas. Em outros tecidos, os componentes celulares modificam-se com a idade. Em conseqüência, diversas funções biológicas mostram uma progressiva degeneração relacionadas com a idade (8). Por exemplo: ocorre uma degeneração das fibrilas colágenas dos tecidos, que leva a um enfraquecimento de certas estruturas como os tendões. Os mecanismos controladores do processo do envelhecimento não estão bem esclarecidos. Possíveis hipóteses (2,8) incluem: um "desgaste" que excede a capacidade regenerativa dos tecidos; uma desregulação do sistema imunológico que passa a atuar contra estruturas do organismo como proteínas; erros na divisão celular que são agravadas por fenômenos naturais como a radiação solar; aumento dos radicais livres. Alguns biológos argumentam que o envelhecimento foi "programado" pelo mecanismo da evolução para evitar os perigos de uma superpopulação.

Classificação da idade:

Maioridade jovem cobre o período de 20-35 anos de idade, quando tanto a função biológica quanto a performance física atingem o máximo.
Durante a meia-idade (35-45 anos), atividade física geralmente diminui, havendo um aumento de 5-10 kg da massa de gordura corporal. Uma vida ativa pode estar presente mesmo com o crescimento familiar, porém torna-se menos importante impressionar o patrão ou pessoas do sexo oposto com aparência física e performance. Durante a maturidade (45-65 anos), mulheres atingem a menopausa, e os homens reduzem ,também, a produção dos hormônios sexuais.As carreiras profissionais têm geralmente atingindo o auge, e uma maior disponibilidade de renda diminui em muito os trabalhos domésticos que passam a ser delegados a empregados. O declínio ,assim, da condição física aumenta e pode acelerar.

Em idosos (65-75 anos), pode haver um modesto incremento da atividade física , para preencher o tempo livre resultante da aposentadoria (8).
No grupo de 75-85 anos muitos indivíduos têm adquirido alguma deficiência física-motora, e em idosos muito avançados (acima de 85 anos) há um aumento muito grande da dependência de terceiros para a realização de atividades.

Há ,entretanto, uma larga inter-individual diferença no estado funcional em uma determinada idade. Em termos de consumo máximo de oxigênio, força muscular e flexibilidade uma pessoa com 65 anos, em boa forma física, pode obter desempenhos comparados a jovens de 25 anos sedentários. Então uma avaliação ,por exemplo para continuar-se em determinada atividade (emprego), ou para uma prescrição de exercícios deve levar em conta a idade biológica antes que a cronológica.
Infelizmente, não há muitos metódos satisfatórios para a determinação da idade biológica, porque os sistemas do organismo apresentam-se em diferentes taxas de idades (envelhecimento). Tentativas de combinação de medidas, como a descoloração do cabelo , perda da elasticidade da pele , uma diminuição da capacidade vital e do tempo de reação, tomadas como um índice global parecem prover não mais que um complicado e impreciso metódo de avaliar a idade cronológica individual.

Idade e Resposta ao Treinamento:

Um programa correto de treinamento aeróbio pode aumentar a potência aeróbia em sujeitos de 65 anos tanto quanto 10 ml/kg/min num período de 3 meses de treino, reduzindo efetivamente a idade biológica do sistema transportador de oxigênio em 20 anos. A falta de um treinamento aeróbio , no entanto, não deve limitar a independência de indivíduos ativos , a menos que ele,ou ela viva até uma idade ,não comum, de 100 anos . O treinamento aeróbio ajuda a eliminar uma inaptidão prematura, porém tem pouca influência na sobrevivência além dos 80 anos de idade, porém uma boa saúde será preservada até bem perto do óbito (4). Padrões de atividade nas idades entre 45-65 anos são fortes preditores da probabilidade de dependência na idade mais velha (11).

Se a aptidão inicial é bastante baixa, a condição aeróbia do idoso pode ser melhorada por uma baixa intensidade de treinamento. Ganhos são maiores se uma freqüência cardíaca em torno de 130-140 batimentos por minuto puder ser mantida, porém é também proveitoso, mesmo que com ganhos mais lentos, o treinamento com freqüências variando entre 110-120 bpm. No ancião debilitado a freqüência cardíaca raramente excede 85 bpm, então alguma resposta ao treinamento pode ser antecipada até mesmo com atividades que induzam a uma atividade de somente 100 bpm.

O treinamento físico não pode restaurar tecidos que já foram destruídos, porém pode proteger o praticante contra um número de doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento. Mais importante é maximizar as funções fisiológicas do organismo que ainda estão conservadas.

Em alguns casos, a idade biológica é reduzida até em mais de 20 anos. A expectativa de vida é incrementada, condições debilitantes são adiadas, e ocorrem muitos ganhos na qualidade de vida.

O exercício físico pode ser, então, um componente de grande importância para uma vida saudável em cidadãos idosos.


*Roy J. Shephard (Textos Selecionados)
School of Physical & Health Education
and Dept. of Preventive Medicine & Biostatistics.
Faculty of Medicine, University of Toronto, Toronto, Canada

Tradução: Prof. André Osvaldo B. Guimarães

 


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