Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica - Avaliação endoscópica e ultra-sonográfica antes e depois de gastroplastia com derivação intestinal em Y-de-Roux para obesidade mórbida
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Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica

Avaliação endoscópica e ultra-sonográfica antes e depois de gastroplastia com derivação intestinal em Y-de-Roux para obesidade mórbida

25/09/2007

Arquivos de Gastroenterologia

 

Resumo

TEIVELIS, Marcelo Passos, FAINTUCH, Joel, ISHIDA, Robson et al. . Arq. Gastroenterol., jan./mar. 2007, vol.44, no.1, p.8-13. ISSN 0004-2803.

RACIONAL: Anormalidades esôfago-gástricas são reconhecidas anteriormente e após procedimentos bariátricos e suas freqüências são alvo de discussão. Achados hepáticos e biliares são também de importância clínica, especialmente litíase biliar e esteatose hepática. OBJETIVO: Comparar achados pré-operatórios de ultra-sonografia hepática e vias biliares e de endoscopias digestivas altas com resultados pós-operatórios dos mesmos em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica aberta com derivação intestinal. MÉTODOS: Oitenta pacientes foram incluídos na pesquisa 16.8 ± 12.1 meses após a operação, todos no seguimento ambulatorial de rotina, tendo oito sido excluídos. Análise retrospectiva foi feita com enfoque nos dados pré-operatórios, em exames ultra-sonográficos e endoscópicos dos pacientes e estes foram, prospectivamente, realizados para este estudo. RESULTADOS: A endoscopia pré-operatória foi realizada em 42 casos e 52 exames foram realizados no pós-operatório. A freqüência de esofagite mudou de 16,7% (7/42) para 15,4% (8/52) e de gastrite de 45,2% (19/42) para 21,2% (11/52). Úlceras gástricas ou gastrojejunais estavam inicialmente presentes em 4,8% (2/42) e aumentaram para 9,6% (5/52). No pós-operatório uma anormalidade incomum encontrada foi a erosão da banda de silastic 7,7% (4/52). H. pylori estava presente em 50,0% (21/42) no período pré-operatório e em 3,5% (2/52) no seguimento pós-operatório. A análise ultra-sonográfica foi feita no período pré-operatório em 63 pacientes e 57 foram realizadas no pós-operatório. Esteatose hepática estava presente em 58,7% (37/63) e em 43.9% (25/57), posteriormente. Apenas 12,7% (8/63) dos pacientes tinham colecistectomia prévia, 29,1% (16/55) sofreram colecistectomia durante o procedimento bariátrico e mais 26,8% (10/36) desenvolveram litíase biliar no seguimento pós-operatório. CONCLUSÕES: Esteatose hepática não melhorou de forma estatisticamente significativa, nem as doenças inflamatórias do tubo digestivo superior, apesar da redução da infecção pelo H. pylori. Litíase biliar requerendo intervenção foi comum.

Palavras-chave : Derivação gástrica; Obesidade mórbida; Cálculos biliares; Anastomose em Y-de-Roux; Ultra-som; Endoscopia do sistema digestório.

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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-28032007000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 


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