Minerais - Levantamento de dados do elemento selênio envolvendo suas utilidades, benefícios e contaminação
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Minerais

Levantamento de dados do elemento selênio envolvendo suas utilidades, benefícios e contaminação

10/10/2007


MODROW, Mônica Menezes; PEREIRA, Elaine Cristina Lima; PINTO, Darlene da Silva.


RESUMO: O selênio encontrado naturalmente nos alimentos de origem animal, frutos do mar, carnes, cereais, e principalmente na castanha-do-brasil, apresenta uma grande importância da dieta humana, principalmente quando se trata de prevenção ao câncer, doença hoje centro da atenção de oncologistas. Apesar de se tratar de um metal pesado, o selênio, apresenta grandes benefícios comprovados e outros ainda estudados relacionado à doenças cardíacas, ao interesse sexual, a neutralização de radicais livres e ainda ao retardamento do LDL. Estudos realizados sobre a região Amazônica, mostram que peixes estão sendo contaminados por selênio, enquanto que, cresce cada vez mais o interesse à castanha-do-brasil devido ao grande teor de selênio na mesma.

Palavras-chave: selênio, contaminação, doenças, Amazônia.



OCORRÊNCIA

 

O selênio se encontra naturalmente nos alimentos de origem animal, frutos do mar, carnes, fígado, vegetais e cereais integrais, sendo a castanha-do-brasil o alimento mais rico neste mineral, como mostra a Tabela 1

Embora os valores de selênio nos alimentos variem realmente de uma região para outra, devido à quantidade desse mineral, presente nos solos, os valores elevados encontrados na castanha-do-brasil, não simbolizam problemas de toxidez ao homem, de modo que a castanha é um dos alimentos básicos dos habitantes da floresta amazônica.

Tabela 1. Fontes naturais do selênio

IMPORTÂNCIA

O selênio, diferentemente dos outros metais, é um elemento essencial à saúde humana. Atuando com a vitamina E ele protege as células do organismo contra danos oxidativos, especialmente retardando a oxidação do LDL - colesterol, catalisa as reações do mecanismo intermediário, bem como apresenta ação inibidora do e feito tóxico de metais pesados As, Cd, Hg e Sn. No caso de doenças crônicas como a arteriosclerose, câncer, artrite, cirrose e enfisema, há fortes indícios de que ele atue como elemento protetor. O selênio retarda o envelhecimento, combate a tensão pré-menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza os radicais livres. Em homens, aumenta a potência e o interesse sexual e supre a carência gerada quando o selênio é perdido com o sêmen. Há alguns anos, se desconfiava de seu papel essencial, mas não se tinha ainda a prova. Tudo mudou depois da descoberta chinesa da ação do selênio para curar a doença de Keshan, uma cardiopatia infantil. Existem estudos que indicam que em regiões onde há carência de selênio no solo, aparecem cardiopartias e alguns tipos de câncer. Os requerimentos diários são da ordem de 50 a 75 g para mulher e homem adultos.

CONTAMINAÇÃO

O selênio é o elemento do qual a dose indispensável e que resulta tóxica estão mais próximas, sendo uma dez vezes maior que a outra, no esquema 1 nota-se as conseqüências do excesso e deficiência do selênio no organismo. Há evidências de que o Selênio está relacionado com a descoloração da pele e alguns problemas psicológicos e gastrointestinais.

Em algumas zonas, sua presença no pasto, que o capta do solo, faz com que seja nocivo ao gado. Valores de concentrações acima de 50-200g por dia são consideradas tóxicas mesmo na forma inorgânica. Os compostos de metilselênio são análogos aos do enxofre e apresentam uma função importante no ciclo biogeoquímico global do elemento.

 

Esquema 1. Conseqüências do excesso e deficiência de selênio no organismo.

As formas mais tóxicas do Se são as formas orgânicas como trimetilselênio presente na água e urina, bem como as formas orgânicas voláteis dimetilselênio e dimetildiselênio produzidos através da biometilação do Se inorgânico.

 

AMAZÔNIA

Um estudo realizado por SOUZA e MENEZES objetivou o incentivo e o aproveitamento da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), originária da Amazônia, no qual os resultados mostraram que o teor de selênio encontrado na amêndoa de castanha-do-brasil é de 2,04mg/kg (correspondente a 240 g/ 100g), teor que não ultrapassou a dose UL de 400 g UL (máximo nível tolerável de ingestão de selênio/dia sem riscos de efeitos adversos), estando dentro da média dos valores encontrados por CHANG et al, que analisaram individualmente dois lotes de 162 amêndoas de castanha-do-brasil, uma proveniente da região do Acre/Rondônia e o outro da região Manaus/Belém, encontraram concentrações de selênio (mg/kg), variando entre 3,06 a 4,01 para as do Acre/Rondônia e 36,0 a 50,0 para as Manaus/Belém.PALMER e HERR, analisaram individualmente 529 castanhas-do-brasil e encontraram valores de 0,0 a 497 mg/kg de selênio, sendo que 45,32% de castanhas apresentavam selênio na faixa de 0,0 a 9,9 mg/kg. Estudos recentes têm mostrado que a inclusão de castanha-do-brasil na dieta de ratos que receberam administração intragástrica do carcinógeno mamário, dimetilbenzeno antracene (DMBA), reduziu o número de tumores acima de 72,7%. A castanha-do-brasil é naturalmente muito rica em selênio. A proteção contra formação de tumor foi acreditada devido seu alto conteúdo de selênio, desde que a amêndoa da planta nogueira a substituiu em dietas controle, mostrando nenhuma redução significativa na formação de tumor. É importante ressaltar que uma unidade de Castanha do Pará equivale à necessidade diária recomendada do mineral selênio para o adulto, ou seja, de 55 mg. A Figura 1, mostra as amêndoas de castanha-do-brasil.


Figura 1. Castanha-do-brasil

Outro estudo realizado por FONTES e BASTOS, com o título "caracterização dos níveis de selênio na população ribeirinha do baixo madeira", mostra que a população está sendo contaminada por selênio através dos peixes como ilustra a tabela 2, onde há uma distribuição heterogênea de selênio nas espécies e mostra também que os peixes carnívoros apresentam maior concentração do metal devido a bioacumulação dos mesmos.

Tabela 2. Concentração de Selênio nos peixes da Amazônia

Peixe
Média/Selênio (ng/Kg)
Pescada
852,2
Curimatá
571
Mapará
858,0

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHANG, C. C.; GUTENMANN, W. H.; REID, C. M.; LISK, D. J. Selenium content of Brazil nuts from two geographic locations in Brazil. Chemosphere, v. 30, n. 4, p. 801-802, 1995.

FONTES, Davi Campos; BASTOS, Wanderley R. Caracterização dos níveis de selênio na população ribeirinha do baixo madeira. Universidade Federal de Rondônia.

PALMER, I. S.; HERR, A. N. Journal food Scienc. Chicago. Institut of food techonologists. v. 47, p.1595-1597, 1982.
SOUZA,Maria Luzenira de ; MENEZES, Hilary Castle de . Processamentos de amêndoa e torta de castanha-do-Brasil e farinha de mandioca: parâmetros de qualidade. Campinas, 2004.

Link

Fonte:

http://www.cq.ufam.edu.br/cd_24_05/selenio.htm

 

 


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