Infecto-contagiosas/Epidemias - Perguntas e respostas sobre febre amarela
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Perguntas e respostas sobre febre amarela

10/01/2008

10/1/2008

 

Com relação à vacina, há contra-indicações?
Sim, existem algumas contra-indicações. A vacina é contra-indicada para crianças com menos de seis meses de idade e pessoas com alergia a ovo, seus derivados ou outras substâncias presentes no imunobiológico.

Gestantes constituem contra-indicação relativa, a ser analisada por um médico para cada caso na vigência de surtos.

A vacina também é contra-indicada para as pessoas portadoras de imunodepressão transitória ou permanente. Nestes casos, a imunodepressão pode ser provocada por doenças como câncer e infecção pelo HIV ou pelo tratamento com drogas imunossupressoras e radioterapia.

Em caso de dúvida, procure os postos de saúde no seu município.

E atenção: Há também situações em que cidadão deve avaliar junto ao profissional de saúde o adiamento da vacinação. Essa recomendação vale para pessoas com doenças agudas febris moderadas ou graves até a resolução do quadro.

Com relação aos indivíduos soropositivos para HIV e que se desloquem para áreas de risco de transmissão de febre amarela, há indicação da vacinação levando-se em conta a contagem de CD4 e carga viral. Ou seja, é necessário avaliar o quadro junto a um médico.

Por que está se falando tanto sobre Febre Amarela?
Atualmente, o vírus da febre amarela circula apenas nas áreas de matas. Não há registro de casos urbanos desde 1942. Por uma ação preventiva, o Ministério da Saúde acompanha todas as mortes registradas de macacos, que são os hospedeiros dos vírus. No final de dezembro, registrou-se morte de macacos próximos de cidades do Distrito Federal e de Goiás. As autoridades, antes dos resultados de exames laboratoriais, chamaram a população para se vacinar, com o objetivo de proteger a população antecipadamente.

Onde a febre amarela está ativa? Quais as áreas de risco?
A febre amarela circula em áreas de mata, floresta ou cerrado da região Norte e Centro-Oeste, Maranhão e Minas Gerais. Essas são áreas consideradas de risco. Além delas, há as regiões de transição (oeste dos estados do Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e a de potencial risco (sul dos estados da Bahia e do Espírito Santo).

O alerta do Ministério da Saúde é para quais regiões?
O alerta é para as regiões de Goiás e do Distrito Federal. A medida foi tomada depois que  macacos morreram próximos às áreas urbanas. A ação é preventiva, para proteger a população. A rede pública está chamando a população a se vacinar.

Como posso me prevenir contra a doença?
A rede pública de saúde possui uma vacina totalmente eficaz contra a doença. Ela é produzida pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz. A produção brasileira é referencia mundial.

Todos devem tomar a vacina?
A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados onde há risco de contágio e está disponível também no restante do país. A imunização pode ser aplicada a partir dos seis meses de vida. A recomendação de vacinação é para quem vai viajar para as áreas de risco ou quem não tenha se vacinado nos últimos 10 anos e mora nessas localidades.

Eu já tomei a vacina. Preciso revacinar?
A vacina protege a pessoa por dez anos. Ou seja, se você tomou a vacina depois de 1999, não é preciso revacinar. A vacina é totalmente eficaz durante os dez anos.

Se eu não moro na área de risco, preciso me vacinar?
A vacina está disponível nos postos de vacinação de seu Estado. A recomendação é que, se você pretende ir para uma área de risco, vá a um posto de saúde dez dias antes.

Se eu moro na área de risco, mas na região urbana, preciso me vacinar?
Consulte a sua caderneta de vacinação. Se você tomou a vacina há mais de 10 anos, faça o reforço. Se tomou depois de 1999, fique tranqüilo, você está imunizado.

Ao sair do posto de vacinação, já estou imunizado?
Não. O efeito de proteção começa a contar a partir do décimo dia após a vacinação. Ou seja, quem pretende viajar para as áreas de risco deve ir a um posto de saúde dez dias antes.

A febre amarela estava erradicada nas áreas urbanas desde 1942. Como está a situação atual?
Ela continua erradicada nas áreas urbanas. A febre amarela no Brasil tem sido exclusivamente silvestre. Entre 1996 e 2007, o país registrou 349 casos de febre amarela. Todos aconteceram em pessoas que entraram nas matas e não tinham tomado a vacina contra a doença.

Há o risco de a doença se espalhar para grandes centros urbanos como Rio e São Paulo?
Existe uma grande barreira sanitária montada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios contra a urbanização da febre amarela. A vacinação é uma mostra deste esforço. Em regiões de risco, a medida atinge mais de 90% da população. Outra mostra é o monitoramento das mortes de macacos. Uma ação sentinela para o risco de infecção de humanos. Isso significa que o Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias tem uma série de instrumentos que evitam o surgimento da doença em áreas urbanas.

Quais os sintomas da doença?
A doença é caracterizada pela febre alta, dor de cabeça, vômito e insuficiência dos rins e do fígado.

Fonte: Ministério da Saúde

Para acessar s site do Ministério da Saúde, clique aqui.

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http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=9572

 

 


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