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Vacina/Vacinação

País suspende exportação de vacina contra febre amarela

15/01/2008
Brasil/País suspende exportação de vacina contra febre amarela
 
Medida tem o objetivo de garantir o abastecimento nacional caso ocorra um surto da doença

 
 

BRASÍLIA - O Brasil suspendeu a exportação de vacina contra febre amarela para garantir o abastecimento nacional. A decisão foi tomada já no fim do ano passado – duas semanas antes de o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocar rede nacional de TV para dizer que não há risco de epidemia – com a notícia do aumento do número de casos de mortes de macacos em regiões de risco da doença. Além da suspensão da exportação, na mesma época, o país fez, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), uma consulta a países próximos para um eventual empréstimo de suprimentos. “Trata-se de uma medida preventiva.

No caso do aumento de demanda, de um aumento expressivo do número de casos, tal empréstimo poderia ser feito”, afirmou o gerente da Unidade de Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana de Saúde, Rubem Figueiroa.

Maior produtora mundial de vacina contra febre amarela, a Fundação Oswaldo Cruz exportou, em 2007, 15,5 milhões de doses para mais de 30 países. A suspensão para o mercado internacional não preocupa a Opas. “Tal medida deve ser temporária, não há razão para preocupação”, afirmou. Figueiroa informou que, oficialmente, a Opas não foi comunicada da suspensão. A notícia da mortes de macacos e o aparecimento de casos suspeitos da doença provocou uma corrida da população aos postos de vacinação. Pessoas que já estavam vacinadas e outras que vivem em regiões onde não há risco da doença quiseram ser imunizadas.

A Fiocruz informou que, com tal corrida, a demanda interna para a vacina duplicou. Para atender a essa série de pedidos, a entrega este mês foi triplicada. Em vez das 1,3 milhões de doses tradicionais, a Fiocruz vai fornecer quatro milhões de doses. O receio, no entanto, é que tal corrida se estenda por mais tempo – ou replique em vários pontos do país. Caso a procura se acentue, há o risco de a produção nacional não ser suficiente para atender à demanda no tempo necessário. Para tentar conter essa procura excessiva, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anteontem fez um apelo, em rede nacional de rádio e TV para que somente procurem se vacinar contra febre amarela aqueles que nunca foram vacinados, vivem ou vão viajar para áreas de risco ou aqueles que tomaram a vacina antes de 1999.

A Fundação Oswaldo Cruz tem em seus estoques matéria-prima para um ano de fabricação da vacina – o equivalente a 30 milhões de doses. Em casos extremos, será possível produzir mais. No entanto, isso poderá colocar em risco a produção de outras vacinas. Num panorama muito pessimista, a alternativa seria pedir emprestada doses da vacina para outros países. Além do ministro, autoridades locais procuram deixar claro para população que  não são todos que precisam vacinar-se contra a febre amarela.

Estava prevista  para ser iniciada ontem, em Minas Gerais, uma campanha para esclarecer quem deve ou não ser imunizado. A cidade de Porto Alegre é um exemplo da procura em massa pela vacina – e em grande parte, desnecessária. A cidade, que não é área de risco para doença, registrou a marca de 3.354 de doses aplicadas da vacina de quarta-feira até o fim da manhã de anteontem.(AE) 

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OMS muda orientação sobre o Brasil

GENEBRA - Após a confirmação de três casos e de mais de uma dezena de suspeitos de febre amarela no Brasil neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) modificou a situação epidemiológica do país e passou a recomendar que todos os viajantes com destino a áreas de mata e floresta no Brasil se vacinem contra a doença. A alteração foi comunicada aos órgãos de saúde do mundo todo na sexta-feira, em concordância com o governo brasileiro, cujo Ministério da Saúde enviou informações à Organização das Nações Unidas.  Antes da mudança, apesar de constar no regulamento sanitário da OMS como um país em que há transmissão da doença, o Brasil estava apenas na lista das nações que exigem a vacinação de pessoas provenientes de áreas com risco de transmissão de febre amarela.

Em resumo, de nação em posição defensiva, passa a ser considerado um país que tem de se preocupar em não espalhar a doença pelo mundo. “O país deixa de ser uma nação que só evita que a doença ingresse em seu território e passa a se preocupar também em não contribuir com a propagação internacional da febre amarela”, afirmou ontem Ruben Figueroa, gerente da unidade técnica de prevenção e controle de doenças da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braços da OMS nas Américas.

“A OMS reiterou a recomendação do próprio governo  brasileiro” , afirmou Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério. “É uma ampliação da nossa recomendação para o mundo.” Como se trata de recomendação, e não de exigência, o Brasil não poderá vetar a entrada de estrangeiros que não forem vacinados contra a doença. No mundo, há nações nesse status de obrigatoriedade, em que a vacina é compulsória para se entrar no país. (AE)

 

Fonte:

http://www.correiodabahia.com.br/poder/noticia.asp?codigo=145652

 

 

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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