RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
Informamos a confirmação de um caso de febre amarela no município de São Paulo: paciente do sexo feminino com 42 anos de idade, residente no município de São Paulo, viajou de carro para Mato Grosso do Sul, chegando em Dourados no dia 27/12/2007 e em Bonito no dia 28/12/2007. Durante estadia na região realizou atividades em área de mata, rios e cachoeiras.
Retornou em 02/01/2008, passando por Assis-SP, iniciou quadro de calafrios à noite. No dia seguinte (03/01/2008) houve piora do quadro, retornando a São Paulo, por volta de meio dia. Procurou atendimento médico, na tarde desse mesmo dia, apresentando febre, náuseas/vômitos e dor abdominal intensa. Foi internada em 06/01, com suspeita de Dengue, Febre Amarela e Leptospirose.
Considerando a suspeita de Febre Amarela, foram tomadas as seguintes providências:
- notificação do caso suspeito ao Ministério da Saúde.
- investigação do caso suspeito
- agilização do envio e processamento da amostra de sangue, colhida em 09/01/2008 no hospital, para realização de exame laboratorial para confirmação do caso, no Instituto Adolfo Lutz.
- notificação do caso suspeito à SUCEN, para pesquisa da presença de Aedes aegypti na residência, no hospital e em Assis-SP;
- intensificação das ações da SUCEN no controle do vetor Aedes aegypti.
Em 11/01/2008, o Instituto Adolfo Lutz realizou a sorologia, cujo resultado confirmou o diagnóstico de Febre Amarela (MAC-ELISA - IGM reagente para febre amarela).
Na avaliação da situação epidemiológica atual no Brasil, o Ministério da Saúde, em reunião com Comitê de peritos externos em febre amarela, afirmou que não há risco de epidemia de febre amarela e nem de reurbanização da doença no país.
A experiência africana mostrou que a transmissão urbana de Febre Amarela pelo Aedes aegypti somente ocorreu em áreas urbanas com índices de infestação superiores a 40% (nota técnica do MS em 11/01/2008: Mortes de macacos e a prevenção de febre amarela no Brasil, 2007 e 2008, acesso no portal: saude.gov.br/portal/saúde/área.cfm?id_area=962).
Em vista dessas informações e da análise da situação dos locais freqüentados pela paciente, não foi recomendada vacinação de bloqueio no município de Assis e no município de São Paulo.
Ações que já vinham sendo implementadas desde abril deste ano, após a notificação de 2 óbitos por febre amarela e a ocorrência de epizootias em Goiás e serão mantidas:
- intensificação da vigilância dos casos suspeitos, com atenção à nova definição de casos suspeitos;
- intensificação da vacinação nas áreas de risco, dentro do estado de São Paulo;
- vacinação dos viajantes que se deslocam para as áreas de risco;
- vigilância de epizootias;
- intensificação do combate ao Aedes aegypti
Centro de Controle de Doenças-CCD (IAL/GVE1/CVE)
Superintendência de controle de endemias-SUCEN
Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo – SMS-SP
Fonte:
http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/zoo/fa08_bolinfo.htm