O que é Demência?
Demência é uma síndrome de comprometimento cognitivo e comportamental que interfere de forma bastante crítica nas atividades de vida diária da pessoa, influenciando sobremaneira sua qualidade de vida.
Existem mais de 70 doenças que podem causar demência, sendo que apenas algumas são progressivas. A prevalência é bem maior em idades mais tardias, com uma porcentagem de aproximadamente 1% a partir dos 60 anos, dobrando a cada 5 anos até atingir 30% a 50% a partir dos 85 anos.
Um dos maiores problemas na avaliação das demências é realizar um diagnóstico correto e diferenciá-la do declínio cognitivo associado com o envelhecimento.
Somente com um diagnóstico preciso é que seu médico vai poder verificar se é uma demência com causa reversível ou não e predizer um plano de tratamento adequado que ajudará o paciente e sua família.
A grande maioria das demências são causadas por doenças degenerativas primárias, tais como Doença de Alzheimer, Demência com Corpúsculos de Lewy e Demências do tipo frontal.
Em muitos poucos casos, algumas situações como doenças da tireóide, neurossífilis, infecções por fungos, deficiências de vitaminas e algumas lesões estruturais do cérebro como tumores, hidrocefalia e hematomas subdurais podem ser a causa de demência. Em grande parte destes casos, um tratamento adequado pode reverter o quadro demencial.
O diagnóstico precoce das demências é fundamental, e para a Doença de Alzheimer - que responde por aproximadamente 70% dos casos em paises industrializados ele é essencial para que as pessoas tenham acesso ao tratamento nos estágios iniciais da doença, conseguindo assim melhores oportunidades de manter suas capacidades mentais e sua qualidade de vida pelo tempo que for possível.
Uma avaliação neuropsicológica é importante nos quadros demenciais por várias razões, entre elas:
1) ajudar no diagnóstico diferencial: várias outras condições ocasionam alterações cognitivas e outros sintomas muito parecidos aos das demências – como no caso da depressão, retardo mental leve a moderado, função cognitiva subnormal como resultado de um ambiente social gravemente empobrecido e educação limitada, delirium, distúrbios mentais causados por medicações e disfunções metabólicas.
2) estabelecer uma “linha de base”: diagnosticado um quadro demencial, a avaliação neuropsicológica estabelece uma “linha de base” inicial para o tratamento, o que pode ajudar seu médico a realizar um plano de tratamento mais eficaz e acompanhar sua evolução de acordo com o diagnóstico e tratamento realizados.
3) realizar um projeto de reabilitação neuropsicológica ou de “intervenções neuropsicológicas”, com o objetivo de estabelecer estratégias e mecanismos compensatórios relativos as perdas cognitivas e diminuir os distúrbios comportamentais, melhorando seu estado de humor e convívio familiar. As “intervenções neuropsicológicas” podem, efetivamente, melhorar a qualidade de vida, tanto de pessoas afetadas quanto dos cuidadores.
Sempre que observar alguma dificuldade de ordem cognitiva acontecendo com você ou com seus familiares, amigos ou pessoas próximas, procure informação e orientação adequada. Vários são os fatores que podem levar a prejuízos cognitivos tais como problemas de memória, déficits de atenção, desorientação espacial e temporal, raciocínio e abstração. Lembre-se também que comprometimentos comportamentais podem estar envolvidos, principalmente depressão.
Procure identificar as causas. E sempre que necessário, não deixe de procurar um profissional experiente para avaliar as possíveis razões do que está acontecendo. A prevenção e o diagnóstico precoce ainda são o melhor caminho nestes casos.
Fonte:
http://www.sermelhor.com/cmlassociados/o_que_e_demencia.htm