Infecto-contagiosas/Epidemias - Estrongiloidíase disseminada: diagnóstico e tratamento
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Estrongiloidíase disseminada: diagnóstico e tratamento

09/02/2008

Revista Brasileira de Terapia Intensiva

 

Resumo

LUNA, Olívia Barberi, GRASSELLI, Rossana, ANANIAS, Marcio et al Rev. bras. ter. intensiva, out./dez. 2007, vol.19, no.4, p.463-468. ISSN 0103-507X.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A estrongiloidíase disseminada é uma entidade clínica relacionada a estados de imunossupressão como os que ocorrem na síndrome da imunodeficiência aguda (SIDA), nas neoplasias hematológicas e nos tratamentos imunossupressores. Sua ocorrência e gravidade são mais freqüentes em pacientes usando elevadas doses de corticosteróides. A estrongiloidíase disseminada se apresenta habitualmente sob a forma de sepse grave. Essa apresentação clínica inespecífica representa grandes desafios relacionados ao diagnóstico e tratamento, resultando em elevada taxa de mortalidade. O diagnóstico depende de elevada suspeição clínica e da identificação da larva em amostras de fluidos ou tecidos. O envolvimento cutâneo é raro, entretanto por ser característico pode incrementar a possibilidade da hipótese diagnóstica. O objetivo deste estudo foi rever na literatura os aspectos clínicos da estrongiloidíase disseminada, destacando os métodos de diagnóstico e tratamento e ressaltar a importância da suspeição clínica para a profilaxia e tratamento adequados. CONTEÚDO: Foi realizada uma busca sistemática nos últimos 30 anos através da PubMed utilizando os termos disseminated strongyloidiasis, strongyloides and hyperinfection e ivermectin. CONCLUSÕES: Recentes avanços ocorreram na área terapêutica e dentre eles destaca-se o uso da ivermectina. O seu surgimento mudou significativamente o tratamento para estrongiloidíase, no entanto a administração por via oral ou enteral desse fármaco representou importante limitação para sua utilização em pacientes com íleo ou estado de hipoperfusão tecidual. Relatos de resultados positivos com o uso de ivermectina parenteral levantaram a possibilidade de essa modalidade terapêutica ser mais eficaz nas formas graves. No entanto questões relativas à posologia e segurança ainda precisam ser elucidadas.

Palavras-chave : anti-helmínticos; câncer; estrongiloidíase disseminada; imunossuprimidos; ivermectina.

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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-507X2007000400010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

 


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