A expressão "banda" usada na telefonia celular serve para identificar a faixa de frequência utilizada pela operadora
Até 1997, o serviço era monopólio estatal da Telebrás, que tinha uma subsidiária por Estado
As estatais ocupavam metade dos canais de frequência destinados à telefonia celular naquele momento (de 800 a 900 megahertz). Os canais ocupados pelas estatais foram chamados de banda A
Em 1997, o governo vendeu em concorrência pública as concessões para a telefonia celular privada. Passaram, então, a existir duas operadoras por área: uma estatal, que ocupava a banda A, e uma operadora privada, na banda B
Em julho de 1998, o governo privatizou a Telebrás e o serviço passou a ser oferecido por duas operadoras privadas em cada área
O governo abrirá uma outra faixa de frequência -batizada de banda C- para a entrada de novas operadoras no mercado de telefonia celular, o que vai aumentar a concorrência e a oferta do serviço
No final do ano passado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável pela regulamentação e fiscalização do mercado, fez consulta pública para definir se o novo celular ocupará a faixa de 1,8 ou a de 1,9 gigahertz
A definição da faixa está provocando uma queda-de-braço entre os fabricantes internacionais de equipamentos de infra-estrutura
A escolha da faixa de 1,8 gigahertz significa a adoção do padrão digital europeu, o . A escolha da faixa de 1,9 gigahertz significa o alinhamento com o padrão norte-americano e favorece as tecnologias CDMA e DTMA
A Anatel anunciará sua decisão nas próximas semanas. O edital de venda das licenças está previsto para junho
Quanto o governo arrecadou com a privatização das teles*
Banda A: R$ 8,12 bilhões
Banda B: R$ 8,31 bilhões
Telefonia fixa: R$ 11,28 bilhões
Embratel: R$ 2,65 bilhões
Total: R$ 30,36 bilhões
não computados os valores de concessão das empresas-espelho
Folha da Manhã